29 de novembro de 2011

Resenha: O céu está em todo lugar - Jandy Nelson

O livro conta a história de Lennie. Ela acabou de perder sua irmã mais velha, Bailey. Ela que estava sempre acostumava a seguir como sombra da irmã, agora vê que sem Bailey, ela precisa tomar as rédeas da sua própria vida. E ela se vê tendo que balancear dois garotos em sua vida. Toby, o ex-namorado de Bailey que está sofrendo tanto quanto ela e Joe, um aluno novo que roubou seu coração.
Eu sabia que esse livro seria triste e tocante. A sinopse mesmo da contra capa já me deixou com esse pressentimento. Estava certa? Sim, estava.
Somos inseridos no mundo de luto de Lennie. E é impossível não sentir um pouquinho da tristeza imensurável que cerca a vida dela. Dói bastante. O livro é narrado no presente. Algo é bem diferente. É estranho ler assim:
E então eu vou atender ao telefone e...
Depois de me acostumar com isso, li rapidamente. É um livro, apesar de tudo, é um livro leve e rápido de se ler. Mas ele deixa certo impacto.
Lennie é uma personagem que é muitas vezes, difícil de entender porque ela faz o que faz. Eu me via muitas vezes brigando com ela devido ao que ela fazia com Toby. E então, eu parava para analisar a situação e tentar entender ela. Não entendi perfeitamente, mas o que eu concluí foi que os dois estavam mal. Muito mal com a perda da Bailey, Lennie como irmã e Toby como namorado. E um servia de consolo para o outro. Porque eles sentiam a mesma dor.
No inicio, achei que Joe fosse entrar para a minha listinha de “personagens por quais sou apaixonada”, ele entrou até... Mas não está no topo. Por quê? Estressei-me com ele. Simples assim, acho que ele deveria saber o quão difícil era para Lennie ter perdido a irmã, acho que ele deveria ter dado um desconto para ela. E mesmo que ficasse bravo, tudo bem, mas... O “Ei, Rachel!” não precisava ter existido.
Lennie também estraga tudo, mas enfim, Joe é apaixonante. É romântico, sensível e fofo. Mas não entrou para lista como achei que entraria. Não foi irresistível o bastante.
Os dois erraram. Tanto Lennie quanto Joe.
A história da mãe da Lennie, eu achei que ficou faltando algo no final. Estava esperando uma grande revelação por parte da vó da Lennie, mas isso não chegou a acontecer.
Agora, a narrativa. Jandy Nelson, narra bem o livro. Só uma coisa que me deixou meio incomodada, foi a quantidade de referências que o livro faz. Acho ótimo quando um livro faz referência a outro livro e a personagens de outros livros. Mas tudo na vida tem um limite. E ela ultrapassou esse limite. A quantidade de termos em francês também, alguns eu entendi pelo contexto, mas faltou uma nota de rodapé.
Preciso comentar, que o acabamento feito pela Novo Conceito está maravilhoso. A capa é com uma textura totalmente diferente, as imagens são muito bem feitas, adorei!
Eu recomendo o livro. A história é linda. Fala de superação, da dificuldade de seguir em frente após uma grande perda, e como alguém pode ajudar na hora do consolo. É um livro triste, sim, mas vale a pena ser lido.

27 de novembro de 2011

Resenha: A Abadia de Northanger - Jane Austen

O livro conta a história de Catherine Morland. A heroína de Jane Austen, na verdade, chega a ser bem ingênua e não tem muitas características de heroínas. O leitor é introduzido ao mundo dela e a sua vida cotidiana. Vida cotidiana porque é aquela vida simples, sem feitos mágicos e maravilhosos. Catherine vai passar um tempo em Bath com seus vizinhos, e lá conhece Isabella Thorpe, que automaticamente viram melhores amigas. Conhece também a família Tilney, pela qual ela começa a ter um interesse maior por Henry Tilney. E então o livro vai mostrando como essas histórias se seguem.
É um livro leve e divertido de se ler. Durante a narração, Jane Austen muitas vezes fala com o leitor. E eu adoro quando isso acontece se é escrito de uma maneira agradável, adoro narradores participativos. E ela fez isso de uma maneira perfeita. A personagem Catherine, em si, eu achei muito agradável de se ler a história dela. Suas amigas, sua paixonite no inicio do livro, é muito fácil de se relacionar.
“Toda jovem pode compreender os sentimentos da minha heroína naquele momento crítico, pois toda jovem sentiu, em um ou outro momento, a mesma agitação. Todas estiveram, ou pelo menos todas se julgaram, em perigo por causa da corte que lhes fazia alguém que preferiam evitar; e todas desejaram ansiosamente as atenções de alguém que queriam agradar”. – p. 82
Jane Austen também faz uma forte crítica, que chega a ser muitas vezes irônicas sobre os romances. Que na época, não eram vistos muito bem pela sociedade. Então ela fala que sim, a heroína dela lê romance. Porque ela não iria menosprezar o que ela própria faz no seu livro. Então mesmo sendo visto como livros de mulher e livros que não acrescentam nada pelos outros, Catherine lê e ama romances.
Os outros personagens também são muito bons. Assim como o Sr. Darcy, achei o Sr. Tilney demais. Quando o livro foi chegando ao final, e as páginas foram acabando eu realmente achei, que o final que eu pensava não aconteceria. Contudo no fim aconteceu exatamente o que eu pensei, e assim, não me decepcionei com o Henry Tilney.
“A amizade é decerto o melhor bálsamo contra as dores da decepção amorosa” – p. 33
Como sendo o segundo livro da Jane Austen que eu leio, fico feliz em dizer que não me decepcionei como nada na escrita dela. Como já disse na minha resenha de Orgulho e Preconceito, eu sou apaixonada pelos costumes da época que os livros dela são ambientados, lê-los é um prazer enorme para mim. Catherine, mesmo vivendo naquela época, sente o que qualquer jovem dos dias de hoje sente.

26 de novembro de 2011

Melhores do Ano

Final do ano se aproximando e eu resolvi fazer algo diferente aqui no blog. É como uma votação dos melhores do ano. Espero que vocês se interessem e participem, será bem simples e fácil. A votação acontecerá de hoje, 26 de novembro até dia 17 de dezembro

 
Como vai ser? Teremos seis categorias ao total: Melhor livro, melhor capa, melhor casal, melhor personagem feminino, melhor personagem masculino e melhor autor/autora.  

Como participar? É fácil, apenas preencha o formulário abaixo com três indicações no máximo para cada categoria. Se quiser indicar apenas um, não tem problema. Três é o número máximo. Apenas escrever, por exemplo, em casal favorito:

Nora e Patch – Sussurro

Não é necessário que o livro tenha sido lançado em 2011. Apenas que você tenha lido ele em 2011.

Segunda parte: Depois do dia 17 de dezembro, vou selecionar os cinco mais indicados de cada categoria e então abrir a votação final.

Após juntar todos os resultados, eu farei um post com os vencedores no dia 29 de dezembro. Teremos primeiro, segundo e terceiro lugar na classificação.

Eu espero que participem e que se divirtam! Já podem preencher o formulário, é fácil e rápido. E para deixar ainda mais legal, podem divulgar nas redes sociais para mais pessoas se juntaram a nós.

Como ainda falta, um mês para o ano terminar e provavelmente leremos mais livros até lá, se desejarem, podem enviar o formulário outra vez com a nova indicação. Cada pessoa pode enviar até duas vezes o formulário.



Gabi

25 de novembro de 2011

Da livraria para a minha estante #14

Olá,

Logo depois - um dia depois - de eu fazer o último "Da livraria para minha estante", fui surpreendida pelo correio com um livrinho novo. Não quis fazer o post logo depois para não ficar chato, mas enfim, querem saber qual é?

Eu já tinha falado aqui sobre a parceria com a Martin Claret, e eu recebi meu primeiro livro de parceria.

A Abadia De Northangar da Jane Austen.

Considerado o mais ligeiro e divertido livro de Jane Austen, A Abadia de Northanger conta a história da adorável Catherine Morland, jovem fascinada por romances góticos e possuidora de vívida imaginação. Em meio aos passeios e bailes da sofisticada sociedade de Bath (onde se depara com coqueteria, insinceridade, vaidades e intrigas) e à estada na Abadia de Northanger (onde se depara com os perigos de se deixar arrebatar pela imaginação), esta ingênua e íntegra heroína encontra o amor, bem como passa a conhecer melhor a natureza humana.

Eu fiquei apaixonada pela escrita dela em Orgulho e Preconceito e quero ler mais dela. O livro em si, é lindo. Ele não é tamanho pocket, mas é apenas um pouquinho mais que um pocket normal. E algo legal que ele tem: Orelha! Nunca tinha visto um livro pequeno com orelha. Deixa mais bonito e até mais "resistente".  A letra é boa de ler e eu fiquei bem animada.

Devido ao tempo que levei para postar isso, eu já comecei o livro! Resenha semana que vem!

Gabi

24 de novembro de 2011

E os vagalumes... #30

Oi,

Semana passada não teve coluna, porque não tinha achado nenhum texto para colocar e a falta de tempo estava me consumindo. Eu achei vários - vários mesmo - textos ótimos durante essa semana, então vou ter material por um bom tempo.

Antigamente - não tanto tempo atrás - eu costumava comentar os textos que postava aqui, mas acho que hoje e nas próximas, vou apenas colocar o texto e dizer algumas palavras. Acho que vai ficar melhor. Espero que gostem!


" Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez' " - Caio Fernando Abreu

Quase todos os textos que achei são dele... E agora vou ir buscar livros dele também porque ele escreve de um jeito tão lindo e diz coisas maravilhosas!

Gabi

22 de novembro de 2011

Meme: Dia da Música + Evento

Olá,

Achei que não teria post hoje, mas me animei quando a Monique do Fly With Ni me passou esse meme.

Hoje é dia da Música! - ignorem o fato que eu não sabia disso até cinco minutos atrás - e o meme é bem legal.




Cite as 10 músicas que você mais anda ouvindo ultimamente:

-Wish you were here - Avril Lavigne
-What makes you different - Backstreet Boys
-I never told you - Colbie Caillat
-Every teardrop is a waterfall - Coldplay
-Swallowed in the sea - Coldplay
-Heart of Life - John Mayer
-Ours - Taylor Swift
-Better than Revenge - Taylor Swift
-She will be loved - Maroon 5
-Us against the world - Coldplay

Coloque abaixo o melhor videoclipe lançado em 2011, em sua opinião:
 


Coloque o link dos Blogs que irão receber o Meme:
Mundo da Leitura.
BookAddict
Livros, Filmes e Conversa Fiada

São essas minhas escolhas! Eu sou apaixonada por música, e essas estão diariamente nas minhas playlists, e eu sou daquelas que quando vicia em uma música, escuta ela o dia inteiro...

Aproveitando o post, esse domingo, terá um evento aqui em Porto Alegre do livro Filha da Tempestade da Richelle Mead.


O evento também acontecerá em outras cidades:



Por hoje, é isso. Três mais provas e eu volto a ler e a escrever resenhas!! Falta pouco!!

Gabi



21 de novembro de 2011

Top 5: Livros da Meg Cabot

Resolvi continuar com o tema Meg Cabot (leia mais sobre ela aqui) e fazer o top 5 de livros dela. Vamos lá?
      1)      Princesa para Sempre (O Diário da Princesa #10)
É o melhor da série em minha opinião. Já reli umas quatro vezes e não me canso. Temos muito Michael, romance, intrigas e histórias resolvidas.
2)     A Hora mais Sombria ( A Mediadora #4)
Quem acompanhou a maratona da série A Mediadora, sabe que eu amo essa série de paixão. A resenha desse livro vocês podem ler aqui. É o melhor da série em minha opinião. E bom, eu já cansei de dizer, essa série vale muito a pena ser lida.
3)     A Garota Americana
Eu adoro esse livro. Uma história típica da Meg Cabot, com personagens irresistíveis e humor de sobra. Adoro de paixão. O segundo, eu não curti tanto, mas o primeiro é muito bom. Além do mais, que a capa (antiga) é linda.
4)     Ídolo Teen
É um dos livros “sozinhos” da Meg. Ele não tem continuação, mas é muito bom. Eu li ele fazem uns dois anos, mas me lembro de que na época eu reli umas três vezes. Novamente segue a receita Cabot. Menina comum + menino charmoso + high school = adoro, adoro, adoro.
5)     Runaway (Cabeça de Vento #3)
O livro me prendeu do inicio ao fim. Ponto. Eu li em inglês e na época minha leitura em inglês não era das mais perfeitas, ainda era meio complicado para mim, mas com esse livro acho que foi quando “estourou” porque eu simplesmente não consegui largar e acostumei a ler em inglês. É ótimo. Eu sempre digo, o terceiro volume dessa série supera os dois primeiros. Pena que ainda não lançou aqui no Brasil.

Esses são os meus preferidos! Quais são os de vocês?

Gabi

20 de novembro de 2011

Resenha: Amanhecer - Stephenie Meyer

Essa resenha contém spoilers caso não tenha lido os livros anteriores da série.
Desde que eu comecei minha releitura de Amanhecer, comecei a pensar como eu faria uma resenha sem spoilers. Eu gosto de dividir o livro em duas partes, e para falar da segunda parte, é inevitável contar spoilers. Para quem já leu e conhece a história, sem problemas, mas eu não quero estragar a leitura de ninguém, então faremos assim: Podem ler a resenha, sem problemas nenhum. Eu vou avisar quando começarei e quando terminará o spoiler. Mas igual, é uma das resenhas mais complicadas que já tive que escrever. Vamos lá?
Bella finalmente concordou em se casar com Edward. A sua vontade de viver eternamente ao lado dele, é maior que qualquer outra coisa. Então, para ele mesmo a transformar em vampira, eles se casam. E vão para a lua-de-mel, onde nem tudo sai como planejado e a vida de Bella está mais uma vez, prestes a enfrentar mudanças e complicações.
Eu sempre digo que esse livro podia ter metade do tamanho que tem. Porque eu honestamente acho que tem cenas que são desnecessárias. Mas enfim, eu gosto dele. Apesar de nessa minha última releitura empaquei no final e só consegui ler uns dois dias depois. Mas acho que o estresse com as provas que fez isso acontecer.
A Bella melhorou um pouquinho de Eclipse para cá. Mas, ainda assim... Quando ela está “doente” e o Jake vai ver ela, e ela abre aquele sorriso para ele eu fico muito brava. E finalmente, finalmente o Jacob concorda comigo.
“O que havia com ela? Pelo amor de Deus, ela era casada! Casada e feliz – não havia a menor dúvida de que estava apaixonada por seu vampiro além dos limites da sanidade. E ainda por cima imensa de grávida!” – Jacob Black.
Prosseguindo – eu tinha que colocar essa quote, não ia ficar satisfeita se não colocasse na resenha – podemos conhecer um pouco mais da matilha e dos lobos já que uma boa parte do livro é narrada pelo Jacob. E até que não é tão ruim quando eu esperava. Quando li pela primeira vez e a minha amiga disse que o Jacob narrava um pedaço do livro, me preparei para o sufoco total. Mas não, a Stephenie acertou em mudar o foco. Se fosse a Bella narrando, ai sim iria ficar chato. E o leitor, precisa de informações que a Bella não tem. Então eu acho que foi uma ótima ideia mudar o narrador.
Conhecemos mais a Leah e Seth. E enfim, a mente de Jacob. Outro fator que eu gostei desse livro foi mesmo com todo o drama e o perigo que esta acontecendo, a Stephenie colocou pontos de humor na narrativa. Como por exemplo, as piadinhas e constantes implicações entre Jacob e Rosalie – adoro! – e quando o Edward lê a mente de Jacob frequentemente e vai falando como se ele tivesse dito em voz alta.
E então, começa a parte II. Se já leu o livro, pode prosseguir, caso o contrário, pule para o último paragrafo dessa resenha.
Depois da Bella “dar a luz” a Renesmee – que criatividade na hora de dar nomes Bella – Edward a transforma em vampira. E então o livro fica mais dinâmico e a Bella totalmente menos chata. Já que agora ela conseguiu o que quer. Ela vai descobrindo tudo sobre a sua nova vida, a velocidade, a força e o amor imensurável que sente por Edward e como ele não precisa mais tomar cuidado para não mata-la, o relacionamento deles fica mais real. Mas nem tudo acaba bem, parece que a Bella é realmente, um imã para problemas.
A segunda parte é boa até a hora que os amigos do Carlisle começam a chegar. São muitos, e é um saco ter que visitar o guia da Stephenie a toda hora. E ali tem várias conversas que não precisariam existir. A preparação para a luta leva tempo, e honestamente, foi uma decepção para mim, chegar lá no final e não ter a dita luta.
É, eu não gosto do final. Achei fraco. Não gostei do fato do Jacob ter imprinting com a Nessie. Na minha mente, ele ficaria com a Leah.
Falando rapidinho sobre a Renesmee. Ela é uma fofa! Tudo o que ela fala é fofo, o modo como ela se preocupa é fofo. Ela é um bebê fofo. Eu adoro as cenas com ela. É um personagem cativante.
Quem pulou para não ler spoilers, eles terminaram! Podem retornar a leitura.
É um desfecho para a série. E eu acho bom. Não ótimo. Bom. A Stephenie ainda comete alguns erros. Mas a série fala sobre esse amor lindo entre a Bella e o Edward, é aquele conto de fadas, aquela história que cativa. E novamente, acho que as pessoas precisam começar a respeitar os gostos das outras. É como tudo na vida, tem gente que gosta e tem gente que odeia. A chave é respeitar as opiniões uns dos outros.

19 de novembro de 2011

Filme: Amanhecer - Parte I


Nunca fiz uma espécie de resenha de filme antes... Então, vou ser bem direta e falar o que eu realmente achei do filme. Sem contar a história e tudo mais, isso eu creio que todos mais ou menos já sabem.
Eu adorei. Achei o melhor filme da saga até agora, e eu realmente sai satisfeita do cinema. E isso é difícil de acontecer quando se trata de adaptações de livros. Eu admito que sou chata. Amanhecer foi fiel ao livro, e as partes que foram adicionadas/tiradas foram muito bem escolhidas.
O casamento é fofo. Emocionei-me – para variar – e a cena dos discursos foi perfeita. Eu ri demais, e para eu chegar a rir no cinema é difícil, principalmente o do Charlie. Foi muito bem bolado. Isso compensou a falta da cena onde a Bella e o Edward contam a ele que vão se casar, que é uma das minhas favoritas no livro e não tem no filme... O discurso dele compensou tudo.
E o aparecimento surpresa da Stephenie... Adorei!
As cenas no Rio são lindas. Eles realmente mostram a paisagem, mostram a beleza do local e enfim... Ver o Edward falando português foi muito bom. Eu sorria sozinha no cinema, porque eu não achava que eles iam realmente colocar o Robert falando português no filme. É bom demais.
Quando a Bella tenta seduzir o Edward... O cinema inteiro riu porque é bem engraçado. Ela toda sem jeito e o Edward fazendo aquela cara estranha/confusa ainda não consegui identificar. O filme tem esses toques de humor que deixa mais tranquilo.
Já de volta em Forks, vamos ver o que me chamou mais atenção... Ah sim, a cara da Bella doente. Meu Deus gente, o que é aquilo? A maquiadora se puxou para fazer a Bella com uma cara literalmente, de quase morta. Chegou a doer em mim quando eu a via. Ficou muito bem feito. De verdade, dava para ver que ela estava muito, muito mal.
E eu continuo batendo na mesma tecla desde Crepúsculo... É tão difícil achar uma peruca decente? Ou arrumar o cabelo deles de uma forma decente? Quando eles ajeitam com um, estragam o outro. A Rosalie então... Coitada, ela era para ser linda, maravilhosa, magnifica, mas com as perucas e cabelos que fazem nela, não consigo comprar essa ideia da Stephenie.
Eu gostei que o foco do filme, é em Edward e Bella. O Jacob é realmente um personagem secundário que dessa vez, não me incomodou muito. Muito, porque eu ainda não gosto dele e vai ser assim até o final.  Pena que não teve as piadinhas de loira e as implicações dele e da Rosalie que eu tanto amo. Mas acho que na estética que o filme tem na parte da Bella doente, esse tipo de humor não iria cair bem. É uma parte muito tensa e dramática.
A cena do parto foi... Chocante. Muito bem feita, eu que não gosto de ver sangue enjoei mais lendo o livro do que vendo o filme – vai entender – eu realmente gostei do modo como foi feito. E a agonia depois que a Bella parece morta... Chorei nessa hora. Chorei bastante, mesmo sabendo o que ia acontecer tem horas que não dá mais para segurar. E chorei não pela tristeza, mas pela emoção, pelo drama, pelo peso que aquela cena tem.
E a parte do ‘corte’ para o filme dois foi muito bem feita também. Não para do nada como eu achei que seria, e dá aquele gostinho de quero mais. Só acho que vai ser um erro deles lançarem o filme apenas daqui um ano. Acho que teria de ser no máximo seis meses, mas isso não cabe a eu decidir.
Outro ponto forte que senti falta em Lua Nova e Eclipse – Trilha Sonora!!! Adorei a trilha sonora desse filme. Temos novamente Flightless Bird, American Mouth  e a aquela música que Edward toca no piano para Bella em Crepúsculo. Aquela melodia suave aparece diversas vezes. Isso é algo que eu percebo bastante, trilha sonora. E essa, está aprovada.
Eu recomendo o filme. De verdade, acho que eles balancearam muito bem as cenas do livro e a adaptação está muito bem feita. Os lobos definitivamente ficam em segundo plano, o que é bom para quem não gosta deles como eu. Eu achei que a atuação da Kristen melhorou – ela sorriu para o Edward... Normalmente nos outros ela só abria aquele sorriso para o Jacob – e o Robert fez muito bem o papel de Edward. Eu estou louca para ver a Renesmee – no livro a Rosalie gostava do nome – de verdade, falando e fazendo todas as fofuras que ela faz.
É uma ótima adaptação, eu gostei muito!
Já viram o filme? O que acharam?
Gabi
Obs: A resenha de Amanhecer, vou postar essa semana, sem falta, mas eu tenho que terminar de escrever ainda. E eu quis mostrar meus comentários sobre o filme logo.

18 de novembro de 2011

Lançamento: Fala sério, filha!

Novo lançamento da editora Rocco. Da série "Fala Sério" da Thalita Rebouças, teremos um Fala sério, filha!

Eu adoro essa série, e apesar de ter lido apenas "Fala sério, amiga" e "Fala sério, mãe!" sempre tive vontade de comprar os outros.

Esse é como uma revanche da mãe - ou pai - da Malu. Estou muito a fim de ler, apesar de antes querer ler os outros. E é Thalita Rebouças! Eu adoro a escrita dela!

Estará nas livrarias a partir do dia 21!

Enfim, a vingança dos pais, o esperado momento em que Angela Cristina e Armando vão dar o troco e despejar em sua primogênita, Maria de Lourdes, sem dó nem piedade, todos os “fala sério” que ela merece. Menina abusada!
Fala sério, filha! segue a mesma linha de Fala sério, mãe! e Fala sério, pai! e acompanha, em crônicas, a vida de Maria de Lourdes e sua relação com seus progenitores ao longo de 21 anos. Dessa vez, porém, o bastão da narrativa está com eles, embora ela também conte algumas histórias em que se viu obrigada a ouvir dos pais o seu famoso bordão.
Aqui, os pais dizem “fala sério” para as inúmeras festinhas infantis, os fins de semana nos parquinhos barulhentos de shopping centers, os shows de bandas pop de talento questionável, os namorados de perna cabeluda, as desculpas esfarrapadas, a obrigação de esperar os filhos a duas quadras da escola, e muito mais!

 
Aviso: O blog está e estará um pouco parado durante a próxima semana. Estou com provas finais até dia 25 e isso está me tomando bastante tempo. Mas podem esperar um post com um livro novo no fim de semana, a resenha de Amanhecer e meu post sobre o filme.

Gabi


15 de novembro de 2011

Resenha: Eclipse - Stephenie Meyer

Seattle começa a ser assombrada por inúmeros assassinatos misteriosos. Edward Cullen está de volta a Forks, e com isso a amizade de Bella com Jacob se complica. A sua vontade de se tornar uma vampira, é maior ainda, mas Edward não parece ter pressa nenhuma. E Victoria ainda está a solta...
De uma forma bem resumida, é isso que acontece em Eclipse. O namoro de Edward e Bella retorna como se nunca tivessem se separado, a única prova que os meses sombrios aconteceram é Jacob Black. O qual Bella está proibida de ver já que é perigoso ficar perto de lobisomens jovens.
A Bella está chata nesse livro. É a minha opinião, mas enquanto eu lia eu briguei bastante com ela. Ela tem essa mania de tentar proteger todo mundo e não gosta que ninguém fique em perigo por ela, mas isso se torna muito chato. Ela realmente acha que um grupo de vampiros mais um grupo de lobisomens não serão capazes de cuidar do trabalho sozinhos?
Nesse livro podemos diferenciar muito bem Edward e Jacob. Edward se preocupa com os sentimentos da Bella, o que a faz feliz e no fim concorda em deixa-la ver o Jake. Ele lida com as situações como um adulto, educadamente. E o Jacob... Bom, ele simplesmente faz muitas coisas erradas, ponto. Eu entendo que ele está desesperado para que a Bella mude de ideia, mas ele não age de uma forma muito legal.
Eu acho que algumas partes nesse livro são desnecessárias. Principalmente, a parte onde a Bella vai ouvir as lendas quileutes... A parte da Terceira Esposa, ok, tem certa utilidade depois. Mas e o resto? Admito que eu pulo essa parte sempre que releio o livro. Admito. Como já disse, a Bella me irrita profundamente nesse livro. Outro motivo dessa irritação é:
Você já tem o Edward... Quer mais o Jacob também??
Quando o livro começa a chegar perto do final, ela começa com essas dúvidas e começa “Eu te amo Jacob” e isso tudo quando ela já está (spoiler) noiva (spoiler)!! E o Edward encara tudo de um modo maduro, mas eu não me importaria se ele brigasse um pouco com ela... Eu brigaria, mas enfim, não sou ele.
A parte da luta, como não vemos realmente a luta, é bem inocente. Eu estou acostumada com Jogos Vorazes então essas lutas nem mexem comigo.
A minha parte favorita do livro é quando a Bella dá um soco no Jacob e o Edward vai lá e fala tudo e mais um pouco. Eu amo essa parte, demais. O Edward finalmente toma uma posição.
Finalizando, o livro é bom. Não é perfeito, mas é melhor que Lua Nova em minha opinião. A Stephenie continua cometendo uns erros, e eu acho que o principal é o triângulo amoroso. Eu sou chata com isso, tem que ser muito bom para não me irritar. E esse irrita, estressa, demais.

14 de novembro de 2011

Da livraria para a minha estante #13

Oi,

Fui no shopping comprar uma armação nova de óculos - voltarei a enxergar direito em breve!! - e voltei com três livros novos.

A culpa não é minha se os preços estavam irresistíveis.

Enfim, vamos logo aos livros:

O Céu está em todo o lugar - Jandy Nelson

Eu estou querendo esse livro desde o lançamento. Mas sempre adiei e compra e sempre achei que a letra azul atrapalharia a minha leitura, mas acabei comprando ele. O livro é muito lindo. Quem já viu ele ao vivo sabe o efeito da capa e é maravilhoso.












O Preço de uma Lição - Federico Devito e Gutti Mendonça.

Lançamento da Novo Conceito Jovem. Eu estava super animada para ler esse livro, é de autores brasileiros e eu quero muito, muito ler. Ele é bem maior do que eu imaginava, eu mostro a foto da lombada no final do post. E essa capa também, é linda.











Ecos da Morte - Kimberly Derting

Depois do evento do livro (post) eu fiquei com muita vontade de ler. Até hoje não sei por que não comprei o livro no dia do evento mesmo, demorei um pouquinho, mas finalmente o tenho! A capa é linda, a flor tem um efeito fosco maravilhoso.













Agora com as férias - 29 de novembro - eu vou dar uma agilizada na minha lista de leitura e trazer as resenhas desses livros e de vários que eu estou falando faz tempo!

Gabi

13 de novembro de 2011

Um pouco mais sobre... Meg Cabot

Meg Cabot nasceu no dia 1 de fevereiro de 1967 em Bloomington, Indiana. Ela se formou em Artes na Universidade de Indiana. Meg se mudou para Nova Iorque para seguir a carreira de ilustradora. Mas logo, ela percebeu que o que queria mesmo fazer era escrever. Ela largou as artes e conseguiu um emprego de assistente administrativa em um alojamento da Universidade de Nova Iorque. Onde escrevia sempre que tinha oportunidade. Foi lá onde ela tirou inspiração para escrever a série de Heather Wells (Tamanho 42 não é gorda).

Ela escreveu a série O Diário da Princesa, pela qual ficou conhecida. A série é uma autobiografia da sua adolescência. Que já foi traduzida para 38 línguas.

Ela se casou com o escritor Benjamin Egnatz no dia primeiro de abril de 1993. Porque eles acreditavam que apenas os tolos se casavam.

Ela usa o pseudônimo de Patricia Cabot para escrever seus romances históricos e utilizou o pseudônimo de Jenny Carroll para escrever a série A Mediadora.

Para ver a lista completa dos livros dela, cliquem aqui

O Diário da Princesa

Ela começou a escrever O Diário da Princesa quando sua mãe, depois da morte do seu pai em 1994, começou a namorar um de seus professores.

A Garota Americana

A ideia para essa série surgiu após uma visita a Washington D.C. Meg se perguntou como seria crescer em uma cidade onde pessoas tão importantes como o presidente viviam. Então ela começou a escrever sobre isso. E quando ela era criança, Meg sempre pensou como seria salvar sua escola de um incêndio, por exemplo, então a ideia surgiu daí.

Desaparecidos – Quando Cai o Raio

Ela teve a ideia de escrever essa história quando ela e sua amiga foram caminhar no centro de Manhattan e pegaram uma terrível tempestade. Elas tentaram se esconder embaixo de um andaime de metal, e esse foi atingido por um raio. Elas ficaram bem, mas ambas pensaram se ganhariam poderes depois. É claro, que elas não ganharam. Contudo Meg não parou de pensar que tipo de poderes ela poderia ter ganhado. O melhor, seria conseguir localizar pessoas desaparecidas. Ela falou para sua amiga e essa disse “Você não vai escrever um livro sobre isso, vai?”.
A Mediadora
A ideia para A Mediadora surgiu, primeiramente, quando seu pai morreu em 1994 e Meg e seu irmão ficavam pensando que haviam visto ele pelo canto do olho. E isso deixou ela pensando se realmente, existissem coisas como fantasmas? E se, além das pessoas que você conhecia e amava, você era alguém que poderia ver o fantasma de todos? E foi quando a ideia para A Mediadora surgiu.

12 de novembro de 2011

Resenha: Lua Nova - Stephenie Meyer

Esse livro eu também reli algumas vezes, menos que Crepúsculo, mas uma quatro com certeza. Acho que era devido a minha euforia de fã mesmo, por que... É o pior da série em minha opinião.


Depois de uma festa de aniversário que terminou mal, Edward e sua família partem deixando Bella para trás. Seu intuito era protegê-la dos males que sua família poderia causar a ela, e ele queria que Bella tivesse uma vida normal. Contudo ela entra em uma depressão enorme, e o único que a faz voltar à vida é o seu amigo Jacob Black. Mas ela vai descobrir que nem tudo é tão simples assim...
Esse livro, para gostar ou não, creio que depende de quem o leitor/leitora prefere. Edward ou Jacob. No meu caso, sou o que chamam de Team Edward. Então, metade do livro foi um sufoco.
Eu entendo que Jacob faz a Bella se sentir bem, mas ele consegue me estressar demais. Tem horas que eu simplesmente fecho o livro e respiro fundo. Ele quer sempre algo a mais com a Bella, não entende que no momento, o que ela precisa é de um grande amigo. Ele deve ver que ela está mal e ainda assim adoro xingar os chamados “sanguessugas”.
Eu não gosto dele. Simples assim. O livro também é enrolado. Acho que ele poderia ser a metade do que é, porque tem partes totalmente inúteis. Mas, eu também acho que a Stephenie exagerou no estado que a Bella ficou após a partida do Edward. Eu entendo que todo mundo fica mal depois de um rompimento, decepção, especialmente o que o Edward fala para a Bella antes de partir. Entendo totalmente, já estive lá. Mas, isso não dura meses e meses. Entendo que o que a Bella sente por ele é imensurável e é como se eles não pudessem viver longe um do outro, mas eu achei demais.
A Angela é a minha amiga humana preferida da Bella. Eu me vejo bastante nela e eu acho que ela apoia muito mais a Bella do que qualquer outro. Porque às vezes tudo o que precisamos é de alguém que não fica enchendo de perguntas. A Jessica por outro lado... Decepção total... Foi pelo mau caminho.
A última cena, o epilogo, é onde eu tenho mais raiva ainda do Jacob. Desculpe, mas isso não é algo que amigos fazem. Simplesmente, não é. E eu fiquei triste que tiraram a parte da moto no final do filme, acho que daria uma feição mais brava ao Jake.
O livro não é ruim. Mas não é algo que eu sinto prazer em ler todo ele. Tem partes maçantes, que eu me irrito e me estresso. Acho que a Stephenie cometeu alguns errinhos, e algumas coisas que poderiam sim, ser diferentes. E como é o segundo volume de uma série, recomendo que complete a série toda. Eclipse melhora bastante.

11 de novembro de 2011

Novidades #7


A Lauren Kate divulgou a capa de Rapture, o último volume da série Fallen. E essa capa está linda. Tem mais luz que as anteriores e bom, eu amei.
















Junto com essa capa, foi divulgado também a capa do livro Fallen in Love. Que serão algumas histórias sobre a série Fallen. A capa segue a mesma linha das outras, eu adorei.











Já tivemos Formaturas Infernais, Amores Infernais e agora em novembro chega Beijos Infernais. Seguindo o mesmo modelo dos dois primeiros, são cinco contos de diversos autores:

Cinco histórias de amor e medo, onde a paixão e o sobrenatural misturam-se a todo instante. Tanto na história de uma vampira fugitiva que se vê forçada a confiar em um garoto cuja missão é destruí-la até a relação de amor entre dois imortais, o limite entre o desejo e o perigo torna-se cada vez mais visível.
Kristin Cast, Richelle Mead, Alyson Noel, Kelley Armstrong e Francesca Lia Block fazem o leitor questionar o verdadeiro sentido do “amor eterno” e mostram seus prós e contras.
Essa capa ficou demais!!


Outro lançamento da Galera Record é "O verão que mudou minha vida" da Jenny Han. Eu já tinha visto esse livro em inglês na Amazon uns tempos atrás e estou bem empolgada que vão lançar aqui no Brasil.

A vida de Belly é medida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah, única e melhor amiga de sua mãe e uma espécie de tia, e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad. Mais do que irmãos postiços e companheiros de férias, os filhos de Susannah tornaram-se o centro das suas emoções. A véspera do aniversário de 16 anos de Belly marca também o fim daquele que parece ser o último verão onde estarão todos reunidos em Cousins Beach. A partir do ano seguinte todos estarão ocupados demais e talvez algum deles já nem esteja mais entre nós...



Outro lançamento da Record é o Footloose da Rudy Josephs.

Quando Ren, saído de Boston, se muda para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, enfrenta um intenso choque cultural. Em Bomont, a diversão é proibida: nada de ficar fora de casa até tarde; festas, sem chance; o rock é banido e simplesmente esqueça sair para dançar. Agora ele está engajado em uma causa simples: fazer com que todos possam se divertir! Daqueles que não desistem com facilidade, Ren desafia a ordem local enquanto luta para chamar a atenção de Ariel, a bela e atraente filha do reverendo Shaw. 







Gabi

10 de novembro de 2011

E os vagalumes #29


Oi,


Dando um tempinho nas músicas, posso testar a memória de vocês?
Vocês se lembram de um texto que eu postei nessa coluna que muitos de vocês gostaram bastante? Foi dia 7 de julho de 2011... Falava sobre que tipo de menina os meninos deveriam namorar e tal...

Para reler o texto - eu adoro reler esse texto - cliquem aqui.

E na segunda-feira de noite, me deparei com a versão do texto escrita por um menino. O Bruno Palma, autor do blog Acepipes escritos resolveu escrever o texto chamando-o de "Namore um garoto que lê". Na hora eu já pensei "Esse vai para o blog". Espero que gostem.

"Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.
Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo – e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.
Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e – talvez não admita – sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.
Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.
Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.
Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar – com o coração aquecido – para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.
Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.
Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.
            Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve."

--
Gabi

9 de novembro de 2011

Da feira para a minha estante #2 + Novidade

Como prometido, aqui está a camiseta que eu ganhei no sorteio do evento de domingo:

Camiseta e uma sacola para carregar os livros lá da Feira. Comprei como lembrança mesmo. E porque estava dolorido ter que carregar os quatro livros da Paula na mão...


Marcadores da feira, três da Paula Pimenta, muito lindos. Só de ler lá embaixo "Fazendo meu filme 4 EM BREVE" já me deixa toda animada. E de Elixir da Hilary Duff. Esse marcador é lindo, pena que escreveram o nome dela com dois 'L'.


Saindo do evento achei Bela Maldade da Rebecca James. Por um preço bom, estava todo embrulhado com plástico e tinha ouvido falar dele no evento de 'Ecos da Morte" e fiquei com vontade de ler. Nem pensei duas vezes na hora de comprar. O livro é lindo, não dá para ver muito bem pela foto, mas os escritos brilham. Só achei estranho que sendo um livro da Intrínseca, ele é bem menor que os outros livros da editora. Ele é do tamanho dos livros da Meg Cabot.

A minha amiga me deu esses três marcadores lá da Feira também, que eu achei lindos. Eles tem uma aba, na parte ampliada na foto, que marca muito bem a página do livro e eu achei o formato bem diferente e original.

Agora, terminando, a novidade... Bom... O blog fechou a primeira parceria com uma editora!!

A Editora é a Martin Claret.

A Editora possui aproximadamente 500 títulos em catálogo, de obras-primas da literatura universal, de filosofia, direito, política, sociologia e religião. É uma empresa editorial altamente diferenciada, operando em nichos criados pela própria empresa. (texto retirado do site da editora)

Eu estou muito animada com isso e em breve o blog terá resenhas dos livros deles!

Gabi