30 de dezembro de 2012

Melhores de 2012



Fazer a lista de melhores do ano é algo que sempre me quebra o coração. Como escolher alguns livros e deixar outros de fora? Como? Mas enfim, sempre tem aqueles livros que se destacam e que marcam mais o ano.
The Fault in Our stars/A culpa é das estrelas – John Green
Esse foi um livro que mexeu comigo. Como diz o autor, o livro faz você sentir um pouco de todas as emoções. E de fato, faz mesmo. Mesmo sentindo que o livro arrancou uma parte de mim e me deixou emocionalmente abalada por dias e dias, é uma leitura maravilhosa. John Green trabalha um tema sério de uma forma incrível. E os diálogos desse livro são perfeitos.
Looking for Alaska/Quem é você Alasca – John Green
Um dos livros que me fez entrar madrugada a dentro lendo, porque eu simplesmente não conseguia parar. Esse é um livro pesado, cheio de quotes lindas e que deixa o leitor pensando em tudo que aconteceu por muito tempo. Eu adorei a Alaska e adorei como a história é honesta, maravilhosa e trágica.
Thirteen Reasons Why/Os treze porquês – Jay Asher
Everythig affects everything. Esse frase nunca saiu da minha cabeça desde que terminei minha leitura. O livro mostra os efeitos de como algo pequeno, pode virar uma bola de neve. Como não sabemos como afetamos e marcamos a vida das pessoas ao nosso redor. E mostra tudo isso da maneira mais tocante possível.
O Apanhador no campo de centeio – J.D. Salinger
Não são todas as pessoas que gostam desse livro, mas eu amei. Eu senti que o livro me entendia um pouco, e que por mais que parece que não acontece nada no decorrer da história, eu senti que acontecia muitas coisas. O livro não tem um mistério, não tem um problema a ser resolvido, mas me marcou de uma forma que eu duvido esquecer dele tão cedo.
O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë
Eu simplesmente amo a mente dos personagens. Amo a maneira que esse livro não é uma história de amor, e está bem longe de ser uma. Amo as personalidades irritantes dos personagens, amo que durante a leitura eu entro totalmente naquele momento e tendo entender o porquê de tudo. É com certeza, um dos meus clássicos favoritos.
Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
Desde a minha leitura, acho que esse livro deveria ser leitura obrigatória nas escolas. É simplesmente incrível e faz pensar. Acho que todos deveriam ler pelo menos uma vez esse livro em suas vidas.

O dia do curinga - Jostein Gaardner
Eu gosto muito de O Mundo de Sofia, escrito pelo mesmo autor. E O dia do Curinga me surpreendeu bastante. É muito bem escrito, e faz o leitor ficar pensando até sentir dor de cabeça. Eu adoro esse aspecto nos livros do autor.

Cidade Mágica – Drew Lerman
Esse livro me entende, simples assim. Escrito por um adolescente para um adolescente, eu amei a leitura. O livro trás assuntos que eu normalmente penso, e ver um personagem pensando exatamente as mesmas coisas que eu é muito satisfatório.

As Vantagens de ser invisível – Stephen Chbosky
Cartas! Quem me conhece sabe que eu gosto pouco de cartas. Charlie é um personagem tão genuino, tão ingenuo, tão real que é impossível não se apaixonar pela história. O livro é forte, é bem escrito e é mais do que recomendando!
An Abundance of Katherines – John Green
Esse livro poderia já estar na lista só por conter a quote mais inspiradoras de todos os tempos. "What is the point of being alive if you don't at least try to do something remarkable?" Eu adorei o personagem desse livro, o Colin. Adorei os assuntos trabalhados e adorei a narrativa cômica e genial.

2013 vai ter que trazer muitas leituras boas para superar os que eu li em 2012! É isso! Eu recomendo cada um deles sem nem pensar duas vezes. Agora, eu quero saber quais foram os melhores livros que vocês leram esse ano!

Gabi

27 de dezembro de 2012

Resenha: Graffiti Moon - Cath Crowley

Estava na casa da minha amiga, e como sempre, a primeira coisa que eu faço é ver os livros da pessoa. E como ela gosta de livros também, é melhor ainda. Vi Graffiti Moon na estante e me lembrei que a Giu Fernandes do Amount of Words tinha recomendado.
Pedi emprestado. E minha amiga disse que o livro era muito fofo, o que me deixou mais animada. Porque eu amo livros fofos. Li o livro em dois dias e realmente, é fofo.
Lucy, depois de terminar o ensino médio, sai para comemorar com suas amigas. Seu sonho é encontrar Shadow. Uma pessoa desconhecida que faz grafites na cidade. Na noite, Lucy se encontra com Ed e eles decidem procurar por Shadow. Ed é um menino que já fez parte do passado de Lucy e é alguém que ela não tem muita vontade de se reaproximar.
O livro se passa em apenas 24 horas, e é contado pelo ponto de vista de Lucy, Ed e com alguns poemas do amigo de Shadow, o Poet.
Como já disse, o livro é de fato, fofo. Lucy é uma menina apaixonada por personagens fictícios, o que já me fez gostar dela. Ed é um menino cheio de camadas, que conforme vamos lendo, se vai descobrindo quem ele realmente é.
Gostei muito de como os personagens foram desenvolvidos e como a autora mostra a vida de cada um de uma maneira que não fica chato. Gostei da troca de narradores e gostei de Lucy e Ed.
Para quem quer uma leitura gostosa, fofa e encantadora, recomendo Graffiti Moon! Os personagens, tanto principais quando secundários, são muito bem trabalhados e a história da busca pelo Shadow, de toda a esperança e desejo que a Lucy tem de encontra-lo é muito legal.

25 de dezembro de 2012

Charlie's Booklist

Eu gosto de participar de coisas legais. O projeto Charlie’s Booklist é criado pelo blog Conversa Cult e consiste em ler todos os livros indicados pelo professor de Charlie, em As Vantagens de Ser Invisível. São 12 livros, um ano tem 12 meses então será um livro por mês.
Achei muito interessante e é um estimulo para ler livros bons e eu gosto de desafios e metas. Meu estilo, ritmo e jeito de leitura vai ser um pouco diferente em 2013, vou fazer um post sobre isso mais tarde, mas o desafio se encaixa muito bem.
Os livros que serão lidos:
1. “To Kill a Mockingbird” (“O Sol é para Todos”), de Harper Lee.
2. “This Side of Paradise” (“Este Lado do Paraíso”), de F. Scott Fitzgerald.

3. “The Great Gatsby” (“O Grande Gatsby”), de F. Scott Fitzgerald.
4. “A Separate Peace” (“Uma Ilha de Paz”), de John Knowles.
5. “Peter Pan”, de J. M. Barrie.
6. “The Catcher in the Rye” (“O Apanhador no Campo de Centeio”), de J. D. Salinger.
7. “On the Road” (“On the Road – Pé na Estrada”), de Jack Kerouac.
8. “Naked Lunch” (“Almoço Nu”), de William S. Burroughs.
9. “Walden”, de Henry David Thoreau.
10. “Hamlet”, de William Shakespeare.
11. “The Stranger” (“O Estrangeiro”), de Albert Camus.
12. “The Fountainhead” (“A Nascente”), de Ayn Rand.
Alguns eu já li, outros eu sempre tive muita vontade de ler e outros eu não conhecia muito bem. Estou bem animada!
Quem quiser participar, é só visitar o blog e se inscrever!
Na primeira semana de janeiro, vou postar sobre como o blog vai funcionar em 2013 e um monte de outras coisinhas! E antes ainda tem a minha lista dos melhores de 2012.
Gabi

20 de dezembro de 2012

Resenha: Lord of the flies - William Golding


Eu tenho uma atração por histórias onde os personagens ficam presos em ilhas desertas e são obrigados a viver com isso. Não sei por que eu gosto tanto de histórias assim, mas eu gosto.
Lord of the Flies foi publicado em 1954, o livro não fez sucesso na época, mas com o tempo, acabou se tornando um grande livro da literatura inglesa.
O livro conta a história de um grupo de meninos que acabam se encontrando, depois de um acidente de avião, em uma ilha. O piloto não sobreviveu a queda, então eles não tem adultos por perto. Precisando se virar sozinhos para sobreviver.
Logo no inicio, a escolha de um líder é algo essencial. Ralph é escolhido através de uma votação e eles começam a deliberar tarefas. Sendo a principal delas, fazer uma fogueira, para caso algum navio de resgate passe, eles possam ser resgatados.
Primeiramente, tudo segue em ordem. Até que outros meninos começam a questionar a liderança. Querendo fazer as coisas de jeitos diferentes, achando que a caça é algo mais importante que o fogo. E o grupo começa a entrar em conflito.
O livro mostra, como, em situações extremas, o ser humano muda. Mostra até que ponto o ser humano é capaz de ir, quando quer sobrevivência, quando quer mostrar que é mais forte que o outro. Mostra como os meninos acabaram tentaram viver sozinhos sob a pressão de vida ou morte.
Eu gostei muito da história. Gostei de como cada personagem foi desenvolvido e foi mudando suas características durante o livro. O autor narra a história de uma maneira incrível, e é um livro que deixa muitas portas para o leitor pensar.
Recomendo muito!
Várias editoras tem a versão desse livro em português!

16 de dezembro de 2012

Resenha: Nick and Norah's Infinite Playlist - Rachel Cohn e David Levithan


Nick and Norah’s Infinite Playlist segue o mesmo esquema de Dash and Lily’s Book of Dares, escrito pelos mesmos autores. Um capitulo narrado pelo Nick e o seguinte pela Norah.
A história, por outro lado, é completamente diferente de Dash and Lily’s Book of Dares. Nick e Norah se conhecem em um show e lá, Nick vê sua ex-namorada com outra pessoa e resolve se virar para a pessoa ao seu lado e pedir para ela fingir ser sua namorada por cinco minutos. E essa pessoa é Norah.
O livro é engraçado, é bom de ler e quando você percebe, já terminou. Nick é o famoso menino de banda, romântico, inseguro que trata a namorada da melhor maneira possível para levar um fora no final. Norah é diferente, ela chama atenção com sua personalidade forte, ela é independente e complicada de se lidar.
São dois personagens completamente diferentes, mas quando eles se juntam, a mágica acontece. O livro se passa no decorrer de uma noite, uma noite cheia de acontecimentos inesperados.
Eu recomendo o livro. É uma leitura agradável que deixa o leitor feliz depois. Não é nada extraordinário, mas o livro tem muito potencial de agradar muita gente. Eu gostei bastante do que li e confesso que chegou no final e eu queria mais.
Os personagens são reais, os problemas deles são reais e tudo que eles estão passando, é fácil de relacionar com a vida real. Ambos vêm de relacionamentos ruins e acabaram se conhecendo da maneira mais inesperada de todas.
David Levithan e Rachel Cohn escrevem muito bem juntos.. Apesar de eu ter achado que algumas cenas atrasam a história e ficam um pouco desnecessárias, eu gostei do livro. 

13 de dezembro de 2012

Lendo em inglês #2


Agora... Onde comprar livros em inglês?
No Brasil, eu sempre comprei na Saraiva ou na Cultura. A Cultura tem uma grande variedade e os preços são bem aceitáveis. Eu recomendo, sempre que estiver em uma dessas livrarias, dar uma olhada na sessão de livros em inglês... Eu sempre acho alguma coisa legal por lá.
Outro lugar é o Book Depository. Os preços são muito bons e eles não cobram frete. O único ponto negativo é que demora mais ou menos um mês para chegar no Brasil. Se você não se importa em esperar, vale a pena.
Tem mais opções, como a Amazon e o Better world books (que são livros usados), mas eu nunca testei nenhum desses sites, então não posso dar a minha opinião.
Pouco tempo atrás, abriu a Amazon Brasileira. Com vários e-books em inglês com ótimos preços! É só procurar que tem muita coisa legal por lá. E também, se você tem kindle, na amazon americana mesmo, é um ótimo lugar para encontrar e-books em inglês!
Uma dica que eu me esqueci de dar no post anterior, para saber se você vai conseguir ou não ler o livro que você quer em inglês, é ler os primeiros capítulos. Entrem no site da Amazon e leia os primeiros capítulos do livro, assim você tem noção do nível do inglês.
Para mim é difícil falar que livro x é fácil e y é difícil. Depende muito. Mas livros que eu já resenhei no blog que eu posso considerar nível fácil:
Espero que esse post tenha ajudado vocês, qualquer dúvida podem entrar em contato comigo!
Gabi

11 de dezembro de 2012

Sorteio: Lola e o Garoto da Casa ao Lado


Para quem amou Anna e o Beijo Francês, eu fortemente recomendo Lola e o Garoto da Casa ao Lado. Pessoalmente, eu gostei ainda mais do que o Anna. Vocês podem ver/rever minha resenha do livro clicando aqui.

O sorteio será feito no dia 13 de janeiro! Boa sorte a todos e qualquer dúvida, podem entrar em contato comigo.


a Rafflecopter giveaway

8 de dezembro de 2012

Resenha: The realm of possibility - David Levithan

Depois de ler dois livros que o David Levithan escreveu com outros autores, resolvi que queria ler algo só dele. E escolhi The Realm of Possibility. Logo no inicio, vi que seria uma leitura diferente. O livro não é escrito em prosa, não tem parágrafos e um texto contínuo. É escrito em versos! Uma maneira diferente e maravilhosa que o autor resolveu narrar essas histórias.
Essas histórias. O livro conta várias histórias sobre vários adolescentes. E eu amei cada segundo da minha leitura. Ver pontos de vistas, pessoas diferentes e tudo isso apresentado ao leitor de um jeito que eu amei. São 20 adolescentes que estudam no mesmo colégio, e conforme você vai lendo, vai juntando algumas peças. Vai vendo quem tem relação com quem e tudo mais.
Cada um tem sua voz única, cada um tem seus traços na narração e cada um, uma história diferente. Isso é algo que sempre me intrigou: imagine o refeitório de uma escola no horário do almoço. Cheio de pessoas diferentes. Cada uma com sua própria história. E o livro fala sobre isso.
Eu adorei como esse livro é simples e complexo ao mesmo tempo. Eu achei incrível como o autor conseguiu apresentar um personagem e sua história, seus medos e seus sentimentos em versos e em poucas páginas.
É um livro que durante a leitura, você conhece muitos personagens, e devido à maneira como o autor narra, você consegue sentir o que eles estão sentindo.
É uma narrativa diferente, talvez nem todo mundo goste, mas acho que vale a pena dar uma chance, porque eu com certeza, adorei.
Esse livro não foi traduzido para o português e não tem previsão de publicação no Brasil.

4 de dezembro de 2012

Resenha: Let it Snow


Adoravelmente fofo e engraçado. Let it snow contém três histórias que se passam na noite e manhã de Natal. Escritas por Maureen Johnson, John Green e Lauren Myracle, fica difícil escolher minha favorita. È difícil resenhar contos, vou resumir cada um e escrever brevemente o que eu achei.
The Jubilee Express – Maureen Johnson
A história da Maureen Johnson fala sobre a Jubilee. Seus pais foram presos por entrarem em uma briga atrás de peças de natal e ela é obrigada a pegar um trem e se encontrar com seus avós. O que nunca chega a acontecer, porque devido a uma nevasca, o trem bate e ela se vê em uma pequena cidade sozinha na noite de Natal. Até que o adorável Stuart entra em cena.
Que. História. Mais. Fofa. Não tinha como eu não gostar dessa história. Jubilee é uma personagem que narra a história de uma maneira engraçada e muito boa. Daquelas narrativas que o leitor nem sente as páginas passarem e quando vê já terminou.
Foi o meu primeiro contato com a escrita da Maureen Johnson e eu gostei  muito do que li.
A Cheertastic Christmas Miracle – John Green
Oh John Green. Você me fez rir com essa história. Tudo que Tobin esperava da sua noite de Natal, era assistir filmes do James Bond com a The Duke e seu amigo JP enquanto seus pais estavam presos em Boston devido a uma nevasca.
Até que seu amigo liga avisando que um grupo de líderes de torcida estavam na Waffle House, e que era para eles irem até lá. O que vai acabar levando-os para diversas aventuras.
Os personagens do John Green são sempre tão encantadores. Tobin e JP são bem ‘meninos’ mesmo. Confesso que alguns momentos isso me irritou um pouco. Mas a Duke disse a ele tudo que eu gostaria de poder ter dito, então fiquei satisfeita. Adorei a história e adorei o final J
The patron saints of pigs – Lauren Myracle
Addie terminou com seu namorado. Por um motivo que ela irá se arrepender pelo resto da vida. Ela mandou um e-mail pedindo que se ele quisesse voltar com ela, eles deveriam se encontrar no Starbucks. Ela espera por duas horas e ele não aparece.
A história se desenvolve em um dia cheio de afazeres e loucuras e encontros e coincidências na vida de Addie.
Eu adorei essa história. A autora precisou desenvolver todo o término do relacionamento, a tristeza de Addie e tudo mais em pouco espaço. E fez isso muito bem.
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Adorei como todas as histórias acabam se conectando, foi genial e foi legal não ser três histórias soltas. Recomendo muito o livro! Bom para entrar no clima natalino da melhor maneira possível.

1 de dezembro de 2012

Intercâmbio #1

A Carol Melo me deu a sugestão de falar sobre o meu intercâmbio. E aqui está o post! 
Vou dividir o intercâmbio em dois posts. Esse, contando sobre tudo e eu vou deixar um formulário que vocês podem deixar perguntas, que serão respondidas no próximo post.
Estou fazendo intercâmbio em Chichester, uma cidade a duas horas de Londres no sul da Inglaterra!
A ideia “fazer um intercâmbio” parece algo tão… Tão… Incrível. Nunca tinha pensado seriamente nisso, mas de repente, a ideia de querer fazer um curso de inglês caiu sobre mim. E isso cresceu até se transformar na ideia de fazer um intercâmbio de verdade.
Tudo começou 9 meses antes do dia que eu entrei no avião e mudei completamente a rota da minha vida. Porque fazer um intercâmbio, é pegar um caminho linear e fazer uma grande curva.
E parecia algo tão, mas tão distante, que era algo surreal.
O surreal se tornou real no momento que eu olhei no calendário e percebi que faltava um mês, e depois uma semana, e depois faltava apenas um dia.
Meu último dia em casa por sete meses, último dia que eu poderia estar com meus pais, com a minha irmã e estar vivendo na minha casa, no meu mundinho, na minha cidade e no meu país.
Lembro-me de quando estava fazendo o caminho de casa até o aeroporto, lembro perfeitamente que a ficha estava caindo e que não tinha mais volta. Quando o avião decolou de Porto Alegre, quando o avião decolou de São Paulo. Fazer intercâmbio é ver seu coração completamente dividido.
A experiência que eu estou tendo até agora está sendo incrível. Fazer um intercâmbio é a maior loucura que eu já fiz.
A maior e com certeza, a melhor. Mudei de uma vida pacata para algo totalmente surreal. Eu abri um parêntesis na minha vida. Porque teve o antes, o parêntesis e eu vou voltar para o antes, vou voltar para a vida que eu tinha antes. Nada lá vai mudar, quem vai mudar serei eu.
Já conheci gente do mundo inteiro. Alemanha, Holanda, Japão, Rússia, Bélgica, Portugal, Espanha, China...
Fazer um intercâmbio, não são apenas momentos bons. Porque a saudade bate e fica difícil controlar. Tem momentos que você só quer que um avião apareça e te leve para casa. A saudade realmente é um sentimento que eu conheci por completo quando cheguei aqui.

28 de novembro de 2012

Da livraria para a minha estante #45

Oi,


Demorou, mas pelo menos o vídeo está recheado de livros legais! Queria pedir, se tem algo que vocês querem ver no blog, qualquer sugestão que vocês tiverem, eu ficaria muito feliz em ouvir. Vocês podem deixar nos comentários ou entrar em contato comigo pelas redes sociais e e-mail.

26 de novembro de 2012

Livrarias em Chichester

Estou morando em Chichester faz um pouco mais de três meses. E logo nos primeiros dias, algo que me chamou a atenção foi a quantidade de lugares que eu podia comprar livros. E um era pertinho do outro.
Já queria fazer esse post a muito tempo, mas sempre esquecia de tirar fotos. As fotos foram finalmente tiradas e eu espero que gostem do post!
Waterstones
Quando eu estou sem nada para fazer, eu vou para lá. As vezes fico até a livraria fechar, porque o clima lá dentro é maravilhoso. Rede de livrarias aqui da Inglaterra. Estilo a Saraiva e Cultura do Brasil. Mas seu interior é muito mais mágico que qualquer livraria grande que eu já entrei antes. Você coloca o pé lá dentro, e sente aquele cheiro maravilhoso de livros. É tudo organizado e tem cara de livraria. Simples assim. E na porta, tem uma placa (da foto) que diz: Keep it simple this Christmas. All your presentes under one roff & books are so simple to wrap! - Tradução: Deixei tudo simples nesse Natal. Todos os seus presentes debaixo de um teto & livros são muito mais fáceis de embalar!.
Quando eu vi isso hoje eu simplesmente sorri sozinha no meio da rua! A mais pura verdade;
Kim’s Book Shop

Não é muito organizada, mas é uma mistura de sebo e livros novos. Os preços são muito bons e se procurar com vontade, dá para achar livros muito bons. Eles têm muitos clássicos e livros de história. E a falta de organização eu não vejo como algo ruim, porque tem uma atmosfera legal.

24 de novembro de 2012

Filme: Amanhecer - Parte 2

Acabou. Minhas idas ao cinema para acompanhar a saga Crepúsculo chegaram a um fim. Amanhecer Parte 2 acabou e eu ainda não sei o que pensar. Mas enfim, vamos aos comentários.
Gostei dos créditos iniciais, mostrou indiretamente as transformações internas no corpo da Bella enquanto ela se torna vampira. E quando ela acorda e começa a perceber todos os detalhes que não percebia quando humana foi bem legal também.
A primeira parte do filme foi bem fiel ao livro. Com algumas alterações necessárias para dar ritmo a história, mas sem mudanças drásticas. Achei que eles não se aprofundaram muito no fato que a Bella é uma vampira super controlada, já que isso sempre foi tão comentado nos outros filmes, achei que foi deixado de lado. E a Renesmee quando bebê ficou estranho e muito falso. Acho que se fosse um bebê de verdade, teria ficado muito melhor.
Por ser um filme desse porte, que já tinha uma fama enorme antes mesmo de estrear no cinema, os efeitos especiais podiam ter sido melhores. Falta de orçamento com certeza não foi.
Os clãs de vampiros que chegam para ajudar os Cullens foram rapidamente apresentados, mas isso eu até achei melhor que toda a enrolação que tem no livro. Tudo acontece muito rápido e quando você percebe, já chegou a hora da famosa luta.
Eu vi muita gente comentando sobre o final do filme no twitter, e não achei que seria algo tão surpreendente porque já tinha lido o livro. Contudo, eu recomendo para quem leu o livro e mesmo que não tenha gostado, assista o filme.
Só sei que eu olhei para a minha amiga, ela me olhou e a gente ficou meio “o que está acontecendo?”. Não sei se gostei da mudança, ou se a roteirista deu uma volta gigante para chegar ao mesmo lugar. Enfim, pelo menos eles não mudaram completamente e não foram contra o que a Stephenie Meyer queria para o final da Saga.
E como ela foi a produtora do filme, talvez ela mudou um pouco, já que o livro ela não pode reescrever.
As atuações estão medianas, o filme não foi maravilhoso, incrível e magnifico. Os filmes são adaptações para os fãs mesmo, porque eles acabam deixando muito de fora.
Eu recomendo assistirem pelo final. Sério mesmo. Principalmente quem leu o livro.
Gabi


22 de novembro de 2012

Lendo em inglês #1



Estava sem ideias para posts, perguntei no twitter e a Clara do Mundo de Tinta me sugeriu falar sobre leituras em inglês. O que faz sentido, já que eu recebo vários e-mails e comentários relacionados com isso e que vocês só estarão lendo resenhas de livros em inglês por um bom tempo. Vou dividir esse assunto em alguns posts, para poder desenvolver bem as minhas ideias.
Por que eu gosto de ler em inglês? Vários motivos. Um, alguns livros acabam sendo mais baratos do que em português. Dois, eu leio o livro original. Muitas vezes as traduções pecam um pouco e ler exatamente as palavras que o autor escolheu é algo que eu prefiro. Três, eu pratico o idioma. Quatro, não preciso esperar os livros serem traduzidos para o português e a variedade de livros é bem maior.
Honestamente, eu não me lembro de qual foi o primeiro livro que eu li em inglês. Mas eu comecei lendo livros que eu já tinha lido em português, para facilitar um pouco. Li toda a série Crepúsculo e vários da Meg Cabot.
No inicio, não é fácil. Se você já é um nível alto de inglês pode ser mais fácil, mas eu comecei quando tinha uns 13/14 anos, meu inglês não era perfeito, mas com certeza ler em inglês me ajudou bastante. Livros Young Adoult, são normalmente com uma linguagem fácil então sugiro começar por esses.
Minha dica é não partir para o difícil. Você vai ter dificuldades de ler e vai acabar desanimando. Então escolha um livro que já leu em português, procure a cópia em inglês e tente. Não desanime no inicio, não tenha medo de procurar um dicionário, mas também não se preocupe em saber o que cada palavra significa. Entenda algumas pelo contexto da frase. Não tenha medo de ler, apenas leia.
Outro ponto, é que o mínimo de um curso de inglês é bom ter. Não precisa ser nível avançado, mas um pouco do conhecimento da língua é preciso.
No próximo post eu comento sobre onde comprar livros em inglês e mais algumas coisinhas. Espero que tenham gostado, qualquer dúvida podem me mandar um e-mail.
Gabi

19 de novembro de 2012

Resenha: A weekend with Mr. Darcy - Victoria Connelly


Uma vez ao ano, Dame Pamela abre as portas da sua casa para uma Convenção de fãs de Jane Austen. O fim de semana é cheio de eventos e atividades relacionadas ao livro e é tudo que Katherine e Robyn podem esperar. As duas vão acabar encontrando muito mais que um fim de semana dedicado apenas a Jane Austen. Vão acabar encontrando algo que Jane Austen sempre falava: amor.
A weekend with Mr. Darcy é um livro divertido, cheio de humor a lá Jane Austen e na medida perfeita para fãs da autora.
O livro é previsível, desde o início o leitor já tem uma clara ideia do que vai acontecer. Mas acho que o propósito desse livro, não é ser algo inovador, maravilhoso e incrivelmente perfeito. É um livro para entreter, e eu senti que seu propósito foi alcançado.
Os personagens são carismáticos e as referências aos livros da Jane Austen são muito bem colocadas e eu adorei. Fala sobre como amantes de livros assim têm grandes expectativas em relacionamentos e na vida em geral.
As intrigas entre os personagens entretêm. Tem algumas cenas bem engraçadas e muitas cenas fofas e românticas.
O final é um pouco arrastado. A autora tentou colocar um drama e eu acho que a intenção era deixar o leitor agoniado querendo que tudo desse certo e não tivesse essa certeza. Contudo, não funcionou comigo. Só ficou arrastado, porque é previsível tudo que vai acontecer.
Recomendo o livro para fãs da Jane Austen! É divertido, é fofo e é legal de ler. A narrativa da autora é agradável e relaxante. Não é um livro que vai mudar sua vida, mas vai alegrá-la um pouco.

17 de novembro de 2012

Resenha: Speak - Laurie Halse Anderson


Speak conta a história de Melina. Ela entra no Ensino Médio sem amigos, tudo por que ela chamou a polícia no meio de uma festa e agora todos estão bravos com ela. Então ela fica sozinha. Apesar de que tem mais na história do que todos sabem, existe um motivo por trás do seu telefonema que ela sente engasgado na garganta, querendo falar e não conseguindo. Ela tem medo de falar a verdade.
Laurie Halse Anderson escreve muito bem sobre assuntos complicados e sérios. Já tinha percebido com Garotas de Vidro e com Speak, acontece a mesma coisa.
Não são temas fáceis de comentar, discutir, e a autora consegue fazer isso de uma maneira incrível. Melina é uma menina que guarda as coisas para ela mesma, coisas que ela deveria falar em voz alta, que ela gostaria de conseguir falar em voz alta, mas não consegue.
A autora deixa o leitor no suspense, na dúvida durante uma boa parte da história. Pensando no que aconteceu naquela festa e o que fez Melina ligar para a polícia. E quando a verdade aparece, é marcante. Muitas resenhas chegam a comentar o que acontece, mas vou deixar assim. O livro é muito bom e eu não vou estragar com spoilers.
Temos a visão de como amizades são temporárias, são finitas e são frágeis. Como amigos mudam para entrar em outros grupos e como as pessoas são influenciáveis por outras. Para subir de “nível” nos grupos sociais, as pessoas estão dispostas a tudo.
Eu recomendo bastante. A narrativa da autora é única e é especial. É um daqueles livros que merecem ser lido. O livro foi publicado em 1999, não é um livro novo, mas é um livro que eu duvido que perca sua magia com o tempo.
Depois de terminar a leitura, tudo que eu quero é ler mais livros da autora. Quero completar minha coleção e conhecer mais histórias de Laurie Halse Anderson.
A única coisa que eu comento, é que eu gostaria de ter um pouco mais de desenvolvimento no final. Mas nada prejudica o livro em si. Leitura muito recomendada!

15 de novembro de 2012

Top 10 Tuesday: livros que eu gostaria de ter em uma ilha deserta



Livros que eu iria gostar de ter em uma ilha deserta

Vou colocar o nome do livro e uma frase curta com o motivo que eu gostaria de tê-lo.

The Fault in Our Stars – John Green
Meu livro favorito não iria ficar de fora da lista!
Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Um clássico.
Lola and the boy next door – Stephanie Perkins
Um romance fofo e adorável.

13 de novembro de 2012

Resenha: Amy and Roger's Epic Detour - Morgan Matson


Alguém me leva para fazer uma Road Trip? Nesse exato instante?
É essa a sensação depois de terminar Amy and Roger’s Epic Detour. O livro é muito bem comentando e muito elogiado, então sempre tive muita vontade de ler. 
A mãe da Amy quer se mudar da Califórnia para Connecticut, para começar tudo de novo e seguir em frente. Amy não gosta da ideia, e como sua mãe precisa do carro, o plano é Amy ir com Roger, um antigo amigo de infância até lá.
Sua mãe fez um roteiro e o plano era eles chegarem em quatro dias. Mas logo que se conhecem, eles decidem fazer um detour. Um desvio. E decidem seguir seu próprio caminho.
Eles seguem por vários lugares nos Estados Unidos, e eu senti como se estivesse viajando com eles. O livro é cheio de imagens, desenhos, notas fiscais e anotações. Gostei bastante das playlist que a autora coloca e do diário de viagem da Amy.
Os dois vão se conhecendo e vão ficando amigos. Amy está tentando superar o que aconteceu com seu pai e está tentando seguir em frente. Roger também tem uns assuntos não resolvidos e eles vão procurando resolver isso na road trip.
É um livro muito bom de ler. Tem uma boa dose emocional, mas é misturado com cenas mais divertidas, romance e tudo mais. A autora narra muito bem, nem se vê o tempo passando e quando se percebe, o livro termina.
Termina de uma maneira muito fofa, preciso comentar.
Não é por nada que esse livro recebe tantos elogios, é realmente muito bom e os personagens são muito bem construídos e desenvolvidos. O cenário da road trip torna tudo melhor e realmente, quero ler mais livros com road trips e quero fazer uma.

11 de novembro de 2012

Resenha: Finale - Becca Fitzpatrick


Depois de toda a animação de ter conseguido o livro autografado, chegou a hora de ler o último livro da série Hush Hush. Finale é o desfecho de tudo. Nora precisa encarar os fatos e liderar o exército Nephilim contra os anjos caídos na batalha final. Mesmo Patch sendo um anjo caído, mesmo que os nephilins não a respeitem como líder, mesmo que mil outros problemas resolvam aparecer no caminho. É a hora de encarar quem ela realmente é e decidir em que lado ela está.
Becca Fitzpatrick escreveu um livro impossível se largar, com reviravoltas inesperadas e um final que me deixou sem fôlego e sem acreditar no que estava acontecendo.
Eu gostei do livro. Não amei como estava esperando, mas foi um bom final para a série. O que eu sempre amei nessa série foi Patch, suas tiradas sarcásticas e a maneira como ele e Nora agiam juntos. E isso ficou um pouco de lado em Finale.
Eu entendo que devido as circunstâncias do livro e da história, uma mudança no comportamento dos dois foi necessária, mas tem uma parte da Gabriele que não aceitou isso e queria Patch e todo seu jeito que eu tanto amo.
Enfim. A Nora nunca vai aprender que mentir para ele não é a saída. Nenhum personagem aprende isso, é incrível.
O livro tem um ritmo rápido. Uma revelação no final que eu não tinha suspeitado durante o livro todo faz tudo ter uma reviravolta. A Becca tem isso na narrativa dela, de surpreender o leitor e nos deixar com cara de bobos olhando para o livro e pensando ‘como eu não percebi isso antes’.
Eu gostei da finalização, queria mais explicações sobre algo que a autora soltou nas últimas páginas, mas ficou bom assim. Acho que a personagem não merece que muitas explicações sejam dadas sobre ela. Para quem acompanha a série, recomendo sim. Gostei de como tivemos um foco maior na guerra entre Nephilims e Anjos Caídos e sobre todo o conflito que existe entre os dois.

7 de novembro de 2012

Resenha: Will Grayson, Will Grayson - John Green e David Levithan


Eu quero mais. É a sensação após virar a última página de Will Grayson, Will Grayson. Eu quero continuar lendo sobre os personagens, porque eles se tornaram reais, quero continuar lendo e continuar acompanhando a vida deles.
John Green e David Levithan. Que dupla. Vocês já sabem bem da minha história com os livros do John Green, e David Levithan escreveu um dos meus livros favoritos, o Dash and Lily’s book of dares. As chances de eu amar esse livro eram muito altas.
E ainda assim, fui surpreendida. Pelo simples motivo que esse livro é incrível. Não tenho outra palavra para descrever: é simplesmente incrível.
John Green narra os capítulos de números ímpares e narra um dos Will Grayson (I). David Levithan os capítulos de números pares e o outro Will Grayson (II). Os dois têm ciclos de amizades e estilos de vida muito distintos. Will Grayson (I) tem poucos amigos e muitas regras sobre não se apegar. Tem uma família estável, é um bom aluno e tem uma vida boa. Will Grayson (II) é gay, mora com a mãe, nunca conheceu o pai e sofre de depressão e sua vida é baseada em comunicação virtual.

Os dois núcleos são muito distintos e ainda assim, se encaixam perfeitamente no livro. Os personagens são todos muito bem construídos. Momento especial para comentar sobre Tiny Cooper. Amigo de Will Grayson (I) e simplesmente, o personagem mais engraçado que eu já li na vida toda. Ele dá vida ao livro, simples assim.


Os dois Will Grayson(s) acabam se conhecendo em uma situação que totalmente foge do normal. E esse encontro acaba desencadeando muitas mudanças, na vida de ambos.
O livro vai além de tudo isso e fala sobre interagir com outras pessoas. Um assunto que sempre me intrigou e que ambos autores trataram maravilhosamente. Fala sobre inseguranças e sobre como às vezes precisamos deixar tudo isso para trás e se arriscar.

E John Green conseguiu criar mais uma vez, um personagem que eu gostei demais. Will Grayson (I) é alguém que eu queria conhecer. Chego a ficar até triste que ele é apenas um personagem. Mas a magia desse livro para mim, foi que durante a minha leitura, os personagens foram muito mais do que isso.
E eu adorei Jane e Will Grayson (I). Demais. Demais. Demais e demais.
Will Grayson, Will Grayson é um livro engraçado, bem trabalhado, bem pensado e que eu recomendo sem pensar duas vezes. Entrou na lista dos favoritos!
5/5

5 de novembro de 2012

Resenha: Never let me go - Kazuo Ishiguro


É raro, mas tem algo no filme baseado nesse livro que eu gostei mais. Eu assisti ao filme uns meses atrás e a história realmente me marcou, me deixou pensando e quando eu vi o livro na biblioteca, nem pensei duas vezes. Eu precisava ler.
A história é narrada por Kathy, já adulta relembrando memórias desde que era criança e estudava em Hailsham. Hailsham que não era qualquer escola, e seus alunos não são pessoas normais. Eles são clones, sua origem, sua criação tem um propósito: eles crescem e se tornam doadores de órgãos.
O livro se foca nos acontecimentos de como eles foram descobrindo isso, como foram descobrindo quem eram e o que seus futuros reservavam. Kathy, sua amiga Ruth e Tommy são os três principais personagens do livro.
A premissa desse livro me intriga demais, mesmo assistindo o filme, lendo o livro, eu ainda não estou satisfeita. Quero ver de novo, ler de novo, quantas vezes eu sentir que é necessário para eu conseguir parar de pensar compulsivamente nesse assunto.
É um livro pesado, não é uma história leve e bonitinha. Mas eu adoro. Algo que eu prefiro no filme, é que quem assiste fica no suspense de “o que está acontecendo?” por um bom tempo, até que tudo é revelando. No livro, isso já é dito no inicio. O que faz sentido quando se lê, porque Kathy não conseguiria narrar sem comentar desde o inicio, mas enfim.
Eu adoro os personagens, adoro o relacionamento entre eles e gostei muito da maneira como o livro é narrado.
Eu recomendo a leitura, recomendo o filme e recomendo que conheçam essa história que tanto me intriga.

3 de novembro de 2012

Resenha: Generation Dead - Daniel Waters


Por um motivo desconhecido, um fenômeno estranho vem acontecendo nos Estados Unidos. Após morrerem, alguns adolescentes retornam a vida. Com algumas diferenças, na maneira de falar e andar. Eles são chamados de “living impairedou “differently biotic” e estão sofrendo para continuar vivendo em um lugar onde não são mais aceitos.
Phoebe é uma menina que é excluída pelos colegas, por ouvir músicas diferentes e se vestir de preto a maior parte do tempo. Ela começa lentamente a sentir algo por Tommy. Um menino gentil, legal e... Morto. Eles começam a passar tempo juntos e isso não é bem visto pelo resto das pessoas.
Antes de qualquer coisa, não pensem que esse livro é um livrinho sobre o colegial com zumbis e humanos. É um livro que trata acima de tudo sobre preconceito. E fala muito bem sobre esse assunto.
A sociedade não aceita essa nova “espécie” de pessoas, eles não tem direitos e são excluídos na escola em qualquer situação. Tommy é um dos primeiros que tenta quebrar a regra, entrando para o time de futebol do colégio. O resultado é seus colegas de time inconformados com isso, e planejando dar um fim em Tommy.
Pete tem ódio dos living impaired. Ele quer que eles tenham um fim, e não vê problemas em sair da linha e ir além do limite para conseguir isso. Pete é um personagem muito bem construído, frio e sem coração.
É um livro que marca, porque a maneira como o preconceito contra eles é retratado é real e é cruel. Daniel Waters pegou uma história interessante e adicionou um tema forte, e desenvolveu tudo isso de uma maneira brilhante.
Eu adorei os personagens, adorei os acontecimentos, adorei a alternância dos focos de narrativa e adorei como esse livro fez com que eu abrisse os olhos para algumas questões.

1 de novembro de 2012

Resenha: Elsewhere - Gabrielle Zevin

Liz está quase completando dezesseis anos quando é atropelada por um táxi enquanto anda de bicicleta. Sua vida de repente muda de rumo. Ela nunca vai se casar, nunca vai entrar na faculdade, nunca vai tirar a carteira de motorista e nunca vai ficar mais velha.
Após uma viagem estranha em um barco misterioso, Liz se vê em Elsewhere. Um lugar onde as pessoas não ficam mais velhas, e sim mais novas. Um lugar onde Liz vai aprender a perdoar e um lugar onde ela vai formar relacionamentos com pessoas novas e com pessoas que a vida não a deixou conhecer.
Eu comprei esse livro por dois motivos: um, a sinopse me cativou e dois, a autora tem o meu nome. Não sei por que isso é tão empolgante para mim, mas eu me empolguei.
A história é inovadora, a autora responde a famosa pergunta do que acontece após a morta da sua própria maneira. Que eu achei muito interessante e legal de acompanhar.
Liz é uma pessoa que a vida foi tirada repentinamente. Então ela precisa se adaptar a ideia de que não vai voltar a viver, e com o tempo, ela vai aceitando os fatos.
A narrativa da autora é em terceira pessoa e eu gostei bastante. Como primeira experiência, eu com certeza lerei mais livros. Não é mais do mesmo, é um livro que me apresentou uma história nova, com ideias que me deixaram intrigada.
Gostei bastante do ritmo da história, apesar de que gostaria que o final fosse um pouquinho melhor desenvolvido. Principalmente a Liz ficando mais nova e tudo isso. Eu recomendo a leitura, vale realmente a pena dar uma chance para Elsewhere e conhecer as ideias da autora.
Pesquisando um pouco, descobri que o livro já foi lançado no Brasil pela editora Rocco com o título de Em Outro Lugar.

30 de outubro de 2012

Sorteio: Um Porto Seguro

Oi


Quando a Novo Conceito anunciou o lançamento desse livro e quando eu comecei a ler a sinopse, tive a sensação de "ops, eu já li isso". Fui ver o título original e descobri que era o livro do Sparks que eu li em inglês em janeiro desse ano. Não vou ler o livro em português, mas vou fazer o sorteio para vocês.

Vocês podem ler a resenha aqui. Mas resumindo, eu realmente recomendo esse livro.

Qualquer dúvida, vocês podem entrar em contato comigo que eu responderei o mais rápido possível.

Boa sorte a todos e o resultado será divulgado no dia 25 de novembro.


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