30 de janeiro de 2012

Resenha: Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

Editora: Galera Record


Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. 
Cassandra Clare conseguiu criar um mundo totalmente envolvente.
Nem sei por onde começar a escrever a resenha. Estou um pouco em choque depois do final do livro, mas enfim, eu adorei!
A maneira como somos apresentados a esse novo mundo foi ótima. Eu não me senti totalmente perdida em nenhuma parte do livro, a autora conseguiu explicar tudo de uma maneira rápida, então toda a introdução aos personagens e as explicações, não tomaram grande parte do livro e esse não se tornou cansativo.
Personagens. Qualquer livro fica mais legal quando o leitor gosta dos personagens. Eu simpatizei com a Clary desde o inicio. Eu tenho essa tendência a gostar mais de um personagem quando temos características em comum, e nesse caso, foi a altura – ou a falta dela. Clary é teimosa. Muito teimosa. Mas isso faz parte dela e faz com que ela se mostre corajosa e forte.
Jace é um personagem que trás vida ao livro. A cada quatro falas dele, duas são com comentários sarcásticos. Eu adorei ele. É aquele personagem que cativa desde as primeiras páginas. E ele e Clary juntos chegam a ser engraçados de tantas implicâncias que eles tem um com o outro.

Os diálogos do livro são muito bem escritos. O sarcasmo de Jace e Clary ajuda bastante, mas todos os personagens tem um jeito especial de falar que me fez querer mais diálogos. 
Os personagens secundários também não ficam para trás, a autora deu a cada um uma característica marcante e uma parte na história. Eles não ficaram esquecidos de lado. Isabelle, Alec e Simon foram muito bem desenvolvidos. 
A narrativa é feita em terceira pessoa. E em livros onde tem muita ação, eu prefiro que seja assim. Assim o leitor entender mais o que está acontecendo.
O final é surpreendente. Eu simplesmente não conseguia acreditar no que eu estava lendo. Não sei até agora se gostei do que aconteceu ou não. Honestamente, eu esperava outra coisa, porque eu queria que a história seguisse um rumo, queria que os personagens seguissem um rumo. Mas aparentemente a autora quer seguir outro caminho.
Quero ver como ela vai desenvolver isso em Cidade das Cinzas
Como eu não li a versão em português da Galera Record, não posso comentar sobre a tradução. Mas a editora seguiu o mesmo padrão das capas. Eu acho as capas dessa série maravilhosas!
Eu recomendo a leitura, a história é bem criativa e original.

29 de janeiro de 2012

Da livraria para a minha estante #20

Oi,


Hoje tenho um livro novo, então vou aproveitar para falar um pouquinho do evento de Silêncio que ocorreu em Porto Alegre ontem (sábado, 27).



A Promessa - Richard Paul Evans - Lua de Papel

Li algumas resenhas elogiando bastante esse livro, e a edição está maravilhosa. Em cada entrada de capítulo tem várias florzinhas no canto da página. O livro parece ser daqueles bem tristes e com um lindo romance, estou louca para ler. 

O evento de Silêncio foi muito bom! Feito pela Sheila do Guardiã da Meia Noite e pela Guta do Murphy's Library. Nós fomos divididos em grupos, eu fiquei no grupo dos Arcanjos e pude conhecer a Samyra do Livros e algo mais

Nosso grupo ganhou o quiz!! Foi pura felicidade haha. Os brindes do evento estavam incríveis! Estou até agora babando pelos meus. Vários marcadores de Silêncio, um boné escrito Sinuca do Ozz, um lápis de Crescendo e um button de Silêncio. 


Foi uma ótima e divertida tarde!

Semana passada eu li City of Bones da Cassandra Clare e A Maldição do Tigre da Couleen Houck. As resenhas estão prontas e eu as colocarei no blog nos próximos dias. 

Gabi


28 de janeiro de 2012

Book Blogger Hop #27

Meme do blog Murphy's Library.

Já faz tempo que as meninas do Murphy's Library não postavam esse meme! Essa semana voltou e essa é a pergunta:

Que gênero de livros você evita ler e por quê?

Eu evito ler auto-ajuda, terror e algumas biografias. Auto-ajuda eu simplesmente não gosto, não acho que eu vá me sentir 'ajudada' lendo o livro. Eu não gosto de história de terror. Não é comigo, eu tive que ler uns contos ano passado para aula de literatura e não curti muito. E biografias, eu só gosto de ler quando se trata de alguém que eu gosto ou que eu tenho interesse em conhecer mais a vida da pessoa. Mas ainda assim não é meu estilo preferido.

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Quais gêneros vocês evitam ler?

Gabi

27 de janeiro de 2012

Top 5: Quero ler em 2012

Olá!

O Top 5 desse mês conta com livros que eu vivo falando que eu vou ler, mas não cheguei a ler ainda.  

1) Perdida - Carina Rissi

Só leio elogios para esse livro e a minha animação cresce cada vez mais! Desse ano a leitura não passa. 

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos

2) Agatha Christie

Tenho dois livros da autora aqui, e quero ler pelo menos um esse ano.  O que eu imagino que irei ler é o Depois do Funeral.

Surpreendida pela morte repentina do sr. Richard Abernethie, a família inteira do morto decide se reunir, o que há muito não fazia. Dentre os presentes, uma das irmãs do sr. Abernethie, Cora, causa um mal-estar generalizado ao levantar a hipótese de o irmão ter sido assassinado. Poucos dias depois, Cora é encontrada morta, fazendo com que o detetive Poirot entre em ação para tentar desvendar mais este caso.

  
3) Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Li sobre esse livro em um blog, e fiquei com vontade de ler. É um livro já mais antigo, mas a sinopse me conquistou.

Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. (leia mais na página do livro no skoob)

4) Os 13 porquês - Jay Asher

Estou enrolando para ler esse livro desde que ele foi lançado aqui no Brasil. Sem mais desculpas agora, esse ano eu vou ler! A história parece ser daquelas intrigantes e que faz ser impossível largar o livro.

5) Admirável mundo novo - Aldous Huxley

Tenho o livro em casa e sempre dou umas folheadas, mas nunca me sentei para ler ele de verdade. No final do ano passado tivemos apresentações de livros nas aulas de literatura e um grupo apresentou esse livro, a minha vontade de ler cresceu ainda mais!

Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século 20. Quais livros que vocês já querem ler faz tempo e agora em 2012 vão finalmente ler?


Gabi

26 de janeiro de 2012

Promoção: "O Morro dos Ventos Uivantes" - Emily Brontë

Olá!


A editora Martin Claret me cedeu um exemplar de O Morro dos Ventos Uivantes para fazer uma promoção no blog! Então, se você leu a resenha e ficou com vontade de ler o livro, agora é a sua chance de tê-lo!






A promoção vai de hoje, 26 de janeiro até o dia 20 de fevereiro.

Regras

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Quero ganhar "O Morro dos Ventos Uivantes" da Emily Brontë que o blog @livrosvagalumes está sorteando http://goo.gl/nffxA

A divulgação deve ser feita com intervalos de 4 horas para evitar que vire spam.

A cada divulgação, o formulário deve ser preenchido novamente. 


Boa sorte a todos!!

Formulário:


25 de janeiro de 2012

Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë


Editora: Martin Claret
 Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.
O Morro dos Ventos Uivantes foi uma leitura extremamente intrigante. Não é um livro que conta uma história bonitinha de amor. Realmente não é. Seria mais uma história de ódio, dor e sofrimento
O modo como os personagens sentem o amor e o afeto entre si, é mais como se fosse uma doença. Heathcliff ama tanto a Catherine que isso chega a o fazer cometer loucuras e atos imprudentes. E Catherine, apesar de amar Heathcliff, comete um erro que faz com que ela passe o resto da vida sofrendo.
Assim ele nunca saberá como eu o amo. E isso não porque seja belo, Nelly, mas porque ele é mais eu do que eu mesma. Seja de que forem feitas nossas almas, a dele e a minha são as mesmas. - Cathy
Quando mesmo ele a amasse com todas as forças de seu franzino, não conseguiria nunca amá-la, em oitenta anos, tanto quanto eu a amo em um dia – Heathcliff
Os personagens são confusos, complexos e até mesmo loucos . Não sei por que, eu gosto de personagens assim, me dão bastante o que pensar. Heathcliff, imagino eu, fica tão abalado que perde a noção de vez. Nada mais importa para ele depois de perdê-la para sempre. Ele chega a se tornar um mostro, eu acho que porque Heathcliff não vê mais motivos para continuar vivendo.
A vida, depois que eu houvesse perdido Catherine, seria para mim um inferno – Heathcliff
A narrativa de Emily Brontë é cheia de sentimentos exagerados. No inicio, eu demorei apara me acostumar, mas depois fluiu com muita facilidade. Acho que depois da página 210 começa a ficar mais parado. Porque o que eu queria ler, termina. E então temos de fato, uma loucura atrás da outra. Não é ruim, mas poderia ser mais resumido.
Eu gostei do livro. Não é uma história de amor, é uma história sobre um amor que não deu nem um pouco certo. E por isso temos muito sofrimento. Mas tem algo nos personagens e nessa loucura, nesse ódio todo que me cativou, nem sei explicar o que. Me chamem de louca, mas eu gosto dos personagens.
Gostei bastante da tradução da Martin Claret, bem fiel ao original. O único ponto que eu não gostei foi que os nomes de alguns personagens foram traduzidos. Mas consegui ler sem problemas, era só colocar mentalmente os nomes originais.
Sabe, tanto quanto eu, que para cada pensamento que ela concede a Linton, há mil concedidos a mim! – Heathcliff
Essa resenha está cheia de quotes porque de fato, eu as achei dignas de estarem aqui e ajuda a ilustrar os sentimentos dos personagens. 
Recomendo o livro. Mas aviso que se está esperando um romance bonitinho, sugiro escolher outro.

23 de janeiro de 2012

Resenha: Safe Haven - Nicholas Sparks


Vou começar essa resenha dizendo o seguinte: os livros do Nicholas Sparks deviam vir com lencinhos juntos, porque eu já li seis livros do autor e chorei em todos. Safe Haven não foi diferente.

Eu comprei esse livro em julho, me arrependo de não ter lido antes porque é um ótimo livro, mas para ler Nicholas Sparks, é preciso estar disposta a entrar no clima da história. 

O livro conta a história de Katie, uma mulher misteriosa que se muda para a pequena cidade de Southport. Ela chega de maneira repentina, e as perguntas sobre o seu passado começam a aparecer.

Katie é uma pessoa fechada. Não deixa ninguém se aproximar e não faz amizades com ninguém na cidade. Mas alguns acontecimentos fazem com que ela entre em dois relacionamentos. Um com Alex, o dono do mercado que está sempre a ajudando e outro com Jo, sua vizinha. Mas ainda assim, o segredo sobre o seu passado continua aterrorizando-a.

Katie é uma personagem intrigante, justamente pelo leitor desconhecer até certa parte do livro o segredo que ela esconde e porque ela é tão misteriosa. E depois que descobri, eu passei a gostar ainda mais dela como personagem, justamente por ser uma pessoa forte e corajosa.

É um livro do Nicholas Sparks, então teremos personagens reais vivendo suas vidas reais. E eu simplesmente amo isso. Temos Alex que é, como Jo fala, um ótimo homem. Ele é carinhoso, amável e muito doce. Temos os filhos de Alex, Josh e Kristen que são muito fofos. E temos Jo que aparece para Katie justo quando ela precisava de uma amiga por perto. 



“That’s the thing about life. A lot of the time, it isn’t easy at all. We just try to make the best of it” - Alex

Nesse livro, a narrativa vai mudando. Uma hora sob o ponto de vista da Katie, outra de Alex e temos outro personagem que entra mais para o meio da história também. A narrativa, em nenhum momento, fica chata. Nicholas Sparks tem um dom de tratar as palavras com um cuidado que torna a narrativa maravilhosa.

A história é sem dúvidas, surpreendente. Eu não conseguia soltar o livro, eu simplesmente tinha que saber o que iria acontecer e tinha que terminar o livro. E durante a minha leitura,  eu tentava adivinhar o que iria acontecer e todas as vezes que tentei, imaginei o pior e já fiquei sofrendo com antecedência.

O autor bateu no meu ponto fraco quando escreveu o final com aquelas cartas... Chorei, chorei, chorei, chorei e cada vez que eu me lembro dos últimos capítulos eu sinto vontade de chorar. Apesar de triste, é um final lindo.

Eu só queria que tivesse mais umas páginas no final, não termina de um modo ruim, mas não seria de todo mal poder ter mais uma ou duas páginas de história.

O livro não tem previsão para ser lançado no Brasil, mas se tiverem a oportunidade de lê-lo, leiam. É uma história maravilhosa, escrita de uma maneira maravilhosa.

21 de janeiro de 2012

Da livraria para a minha estante #20

Oi

Mantive minha promessa que não compraria nada até terminar de ler o que tenho em casa. Mas, essa semana eu recebi da editora Martin Claret o livro "O Morro dos Ventos Uivantes" da Emily Brontë.

Eu não consegui tirar uma foto decente. A capa é brilhante e ficava aparecendo o reflexo na câmera... 

Essa foto também está ruim, mas foi a melhor que eu achei. 

O Morro dos Ventos Uivantes (1847) ambienta-se em Yorshire do século XVIII e narra a história de duas famílias — Linton e Earnshaw — unidas pela paixão e pelo ódio. A intensidade dos sentimentos dos personagens ultrapassa até mesmo os cânones românticos. O Morro dos Ventos Uivantes é um dos mais importantes clássicos da literatura inglesa e mundial. Uma autêntica obra-prima. (skoob)

Eu já comecei a ler o livro e estou quase terminando. A resenha sai até o fim da semana que vem e então vocês vão poder ler todos meus comentários sobre esse livro. 

E a editora mandou dois livros... Então, em breve, vocês podem esperar uma promoção!!


Como foi a semana de vocês?

Gabi

20 de janeiro de 2012

Resenha: Pegando Fogo! - Meg Cabot

Editora: Galera Record
Normalmente, levo dois dias para ler qualquer livro da Meg Cabot. A narrativa dela é muito rápida. Nesse, levei menos de 24hrs. Eu não costumo ler livros em um dia, mas foi inevitável, quando eu vi, o livro já tinha terminado.
Katie Ellison é uma mentirosa de mão-cheia e ainda por cima guarda um grande segredo sobre seu antigo melhor amigo, Tommy, que, quatro anos antes, criou um sério tumulto e acabou saindo da cidade. Agora, ele está de volta, e Katie vai ter que decidir se prefere continuar com as mentiras para manter as aparências, ou se finalmente vai abrir a boca e aceitar que as coisas nunca mais serão como antes.
Katie é uma personagem complicada de se comentar. Pessoalmente, eu não gostei das atitudes dela no livro. Briguei com ela diversas vezes. Eu ficava dizendo para ela ‘escolhe um menino Katie. Apenas um ok?’. Eu nunca gostei desse tipo de atitude, e não consegui achar um motivo lógico para os atos dela serem explicados. Normalmente, quando um personagem se comporta de um jeito que eu não considero o 'certo' eu sempre vou ver o por quê. Mas desculpa Katie, não achei motivo que pudesse explicar tudo isso. Enfim, ela não é minha personagem favorita, mas não posso negar que ela rende boas cenas.
Eu não sabia mais se estava torcendo por ela ou contra ela lá na metade do livro. Admito que as vezes queria que alguém pegasse ela no flagra e daí sim, a confusão seria grande. Quando meu lado malvado passava, queria que ela de uma vez por todas, se ajeitasse na vida.
E ela foi muito corajosa de dizer tudo que disse e do jeito que disse no final. Pontos para ela. Gostei do que ela disse sobre os jogadores de futebol. Foi quando começamos a concordar uma com a outra. 
Eu adorei o Tommy, ou Tom, como ele prefere. É mais um personagem fofo que a Meg conseguiu criar!
Eu teria gostado mais do livro se não tivesse reprovado tanto as atitudes da Katie. Porque apesar disso, a narrativa da Meg Cabot é muito boa. É um livro divertido, rápido e gostoso de se ler.
Temos o clima de high school, mas o livro não se passa literalmente na escola, o que foi um diferencial legal. Eu gostei bastante do desenrolar da história e como a Katie foi amadurecendo.

19 de janeiro de 2012

Novidades #9

Estou um pouco atrasada com as novidades do mundo literário, mas antes tarde do que nunca! Esse post será mais focado nos lançamentos da Galera Record!


A Galera Record liberou da capa do segundo volume da série Desaparecidos da Meg Cabot de título Codinome Cassandra

O livro tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2012. 

E também, já tem resenha dele no blog. Para ler, cliquem aqui.

Pessoalmente, eu não gostei muito da capa... Desde o primeiro volume da série essa faixa embaixo escrito 'Desaparecidos' não me agrada muito. 

Se não tivesse essa faixa ficaria mais bonito.




Outro lançamento da Meg Cabot para esse ano é o livro Abandono. É o primeiro volume de uma trilogia baseada  no mito grego de Perséfone e Hades.

A jovem Pierce, de apenas 17 anos, morre em um acidente. Quando tem a chance de voltar a vida e reconstruir tudo ao seu redor, ela conhece o estranho John Hayden. Mesmo em uma cidade nova e em uma escola diferente, as coisas não parecem voltar ao normal. E, ao que tudo indica, John não vai desaparecer até fazer com que Pierce volte ao seu lugar.

A previsão de lançamento do livro é outubro de 2012.


Também foi divulgada a capa do quarto volume da série Feios do Scott Westerfeld.

Extras tem previsão de lançamento para março de 2012.

A Era da Perfeição ficou no passado. A libertação promovida graças aos esforços de Tally Youngblood deu fim a uma cultura onde a beleza e as modificações cerebrais, que transformavam todos em avoados, eram a base do sistema. Nesse novo mundo onde Aya Fuse — não apenas uma Feia de 15 anos, mas uma Extra — tenta sobreviver, existe uma coisa muito mais importante e poderosa do que a beleza: a fama. 






Também do Scott Westerfeld, a Galera Record lançará em julho o primeiro volume da nova série do autor: Leviatã.

A história é de um gênero conhecido como steampunk, onde as invenções tecnológicas que existem no mundo de hoje aparecem em tempos beeem mais antigos, mas também diferente do nosso passado. No caso de Leviatã, temos uma reinvenção de um cenário bem conhecido: a Primeira Guerra Mundial. Quem estudou um pouquinho de História sabe ao menos que tínhamos o império austro húngaro e a Alemanha versus a Inglaterra. No mundo de Westerfeld, eles dividem-se entre os makinistas e os darwinistas. Os primeiros, vão lutar com gigantescas máquinas a vapor, cheias de armas e munição. Já os outros, têm um exército inteiro animais selvagens que foram treinados para a guerra. Já deu pra ver que essa briga não vai ser mamão com açúcar, né?




Gabi

18 de janeiro de 2012

Resenha: Lola and the boy next door - Stephanie Perkins


Li a resenha desse livro da Monique do Ninhada Literária  e imediatamente eu senti que precisava ler. Não podia esperar nem mais um minuto.
Lola é uma menina que não acredita em moda, ela acredita em fantasias. Ela quer ir ao baile do colégio vestida de Maria Antonieta e usando coturnos. Conhecemos então essa personagem que cativa o leitor logo nas primeiras páginas e que o jeito dela é diferente do que qualquer outra personagem que eu já li. Lola namora Max, cinco anos mais velho, ele toca em uma banda de rock e tem várias tatuagens.
Tudo estava indo muito bem, até que seus antigos vizinhos voltam a morar na casa ao lado da sua. Depois de tanto tempo sem ver Cricket, Lola teve bastante tempo para se convencer que não gostava mais dele e que o passado havia ficado no passado. Mas ele volta e os sentimentos de Lola começam a ficar confusos.
Acho que quando o leitor gosta dos personagens, o livro imediatamente se torna agradável de se ler. Tudo na história é agradável, digamos assim. O livro tem momentos engraçados, felizes, fofos (muito fofos) e outros tristes. Porque a vida real é assim né? Uma mistura de diversos sentimentos.

Agora um comentário que não influencia na história, mas é uma coisa que eu gostei. A Lola usa óculos!! Eu não me lembro da última vez que eu li um livro onde a protagonista usava óculos... Achei legal essa característica dela porque eu uso também e o fato dela não enxergar direito, rende uma cena bem fofa no livro.
Uma surpresa que eu adorei nesse livro, foi a volta da Anna e do St. Clair, personagens de Anna e o Beijo Francês. Sem escrever uma continuação do livro, a autora os trouxe como personagens secundários e assim podemos descobrir o que aconteceu com eles depois. Não que seja preciso ler nessa ordem, os livros são totalmente independentes, mas quem já conhece os personagens, tem um carinho por eles.
Stephanie Perkins escreve as palavras certas, as cenas certas, nos momentos certos. E ela tem um talento nato em escrever as cenas mais fofas e criar os personagens mais humanos. Os personagens cometem sim, erros, mas quem de nós não? Isso torna o livro ainda mais real.
A Lola comete erros. Acho que o maior erro dela é ficar dando esperanças para o Cricket. Mas isso não me incomodou nem um pouco, ela simplesmente queria o amigo de volta. Enfim, ela estava confusa. 
É um livro muito fofo, com ótimos personagens e com uma ótima história.

16 de janeiro de 2012

Resenha: Silêncio - Becca Fitzpatrick

Editora: Intrínseca
Chega a hora de escrever a resenha e eu fico naquela dúvida, por onde eu começo?
Silêncio foi o livro que me deixou intrigada e totalmente imersa na história do inicio ao fim. É cheio de reviravoltas.
Nora não se lembra dos últimos cinco meses. Ela acorda em um cemitério e descobre que esteve desaparecida durante semanas. Ela precisa voltar a sua vida como se nada tivesse acontecido, mas algo está inquieto na sua mente. Nora começa a ter sua intuição aguçada e algo com a cor preta lhe trás uma sensação estranha. Junto com tudo isso ela começa a sofrer alucinações e ela vê sua mente cheia de perguntas sobre o que realmente aconteceu com ela.
O inicio do livro me deixou totalmente ansiosa, admito que o principal motivo da minha ansiedade não foi a Nora não se lembrar de nada e estar totalmente perdida. Isso foi 30% da ansiedade, o resto foi, onde está o Patch? Desde o final de Crescendo eu queria esse livro porque precisava de mais Patch, e ela simplesmente não se lembra da existência dele e nem de nada que aconteceu entre eles. Como assim Becca?
Mas mantive a paciência e segui a leitura. Becca Fitzpatrick escreve de uma maneira extremamente rápida de se ler. Cada capítulo termina com um gancho para o próximo e o leitor fica querendo saber que rumo a história vai seguir e o que vai acontecer.
Se não bastasse tudo isso estar atormentando Nora, também temos o Hank, que agora namora a sua mãe e está constantemente na sua casa. Isso não pode ser nada bom. Será que Hank realmente esta apaixonado ou está usando a mãe de Nora? Marcie Millar também começa a agir de uma maneira estranhamente legal e gentil com Nora. O que está acontecendo?
Agora, chegando mais na metade do livro, Patch aparece para arrancar suspiros de mim. Não sei como a Becca fez, mas ela conseguiu criar O personagem. E então pude ler os diálogos divertidos, cheios de comentários sarcásticos que ele e a Nora sempre têm. E eu absolutamente amo esses diálogos. Demais.
A Nora está bem mais ativa nesse livro, e algo que eu gostei foi que Patch a deixa estar mais ativa. Normalmente o mocinho tenta proteger a mocinha de tudo e deixa-a sentada olhando, gostei que ele deixou Nora tomar uma atitude.
Temos uma narrativa fantástica, personagens fantásticos, um romance fantástico e um livro muito, muito bom. Não tem nenhuma parte que ele se torna chato, o mistério e a ânsia por respostas seguem da primeira página a última.
Para minha felicidade, teremos mais um livro da série – dessa vez o último – que a Becca liberou o título uns dias atrás. Finale será lançado em breve e então teremos o desfecho de toda essa história. Silêncio acaba em uma parte ‘uau’, então estou muito curiosa e ansiosa para ler.

15 de janeiro de 2012

Da livraria para a minha estante #19

Oi!

A lista de livros para ler está diminuindo mesmo com as minhas compras! Eu estou lendo bastante nesses últimos dias então me dei o luxo de comprar dois livros.
City of Bones da Cassandra Clare - Eu comprei esse livro por impulso. Tinha saído para comprar Silêncio, mas o livro ainda não tinha chegado nas livrarias daqui. Vi o City of Bones em inglês, hardcover, com essa capa maravilhosa e tive que comprar. Já faz um bom tempo que eu quero ler essa série, e agora vou finalmente começar!

Silêncio da Becca Fitzpatrick - <3. Amo a série e eu precisava de Silêncio o mais rápido possível. Demorou uns dois dias a mais do que eu imaginava, mas assim que o livro chegou eu já peguei para ler. A capa ficou muito bonita, a textura e a diagramação intera seguem os padrões dos dois primeiros. Eu vou postar a resenha no início da semana!



HQ de Romeu e Julieta da editora Nemo - Ganhei o livro em uma promoção no blog Viaje na Leitura. Os desenhos são muito bonitos e eu quero muito ler e ver como foi feita a adaptação.



Silêncio é bem maior que Sussurro e Crescendo e City of Bones é gigante. Mas a letra é grande e tem bastante margem nas páginas. O HQ sumiu ali embaixo na foto!!

Gabi

13 de janeiro de 2012

Resenha: Qual seu número? - Karyn Bosnak

Editora: Novo Conceito
O livro é um chick-lit engraçado que conta a história de Delilah Darling, com quase 30 anos ela já se relacionou com 19 rapazes. Ao ler uma matéria em uma revista dizendo que a média para uma mulher de 30 anos é de 10,5, ela entra em desespero. A reportagem ainda falava que se a pessoa tivesse o número acima, seria impossível encontrar a pessoa certa.
Delilah então, com o intuito de não aumentar mais a sua lista, vai procurar todos seus ex-namorados e ver com deles é seu amor de verdade. Mas essa busca vai se tornar mais complicado do que ela pensava.
Só quando eu li a sinopse eu pensei ‘ok, isso cheira confusão’. Delilah é uma personagem totalmente impulsiva e não pensa antes de fazer as coisas. Ela se coloca em situações extremamente embaraçosas, que deixam o livro muito engraçado. Mas em vários momentos eu falava ‘não Delilah, não faz isso, não faz isso... Ops, tarde demais, ela fez’ ou 'Querida Delilah, dá para acordar e não cair nessa furada?', mas ela não seguiu nenhum dos meus conselhos.
Mas a ideia dela é boa, vai que um dos ex-namorados dela mudou e hoje é uma pessoa respeitável e se ajeitou na vida?
Seguimos com ela nessa viagem pelos Estados Unidos (ponto extra para a linda diagramação do livro com os mapas e bilhetinhos) revisitando todos os ex dela. É cada figura mais engraçada que a outra, coitada da Delilah mesmo, não é a toa que o desespero começa a aparecer.
Temos vários personagens legais que trazem o humor para a história. A mãe de Delilah é muito engraçada. A irmã mais nova dela é muito querida e também temos o Colin, ele é muito fofo e protetor.

A narrativa da Karyn é rápida. Apesar do livro ter mais de 400 páginas, li em dois dias. Demorei para me acostumar no inicio com a personagem, mas depois o livro correu bem. Tem bastante referências a filmes e músicas e muitas notas de rodapé. A autora consegue colocar humor e algumas neurosas da Delilah sem ficar chato e como se ela estivesse fazendo tempestade em copo d'água a todo momento.

Confesso que achei algumas visitas aos ex namorados chatas. Mas ela precisava visitar todos, não?

É um livro bem clichê, admito, mas é engraçado, leve ótimo para passar o tempo. É um ótimo chick-lit.

11 de janeiro de 2012

Resenha: Divergent - Veronica Roth

Minha resenha de forma muito resumida poderia ser assim: leiam esse livro.
Mas como não consigo resumir os meus sentimentos por esse livro em apenas isso, vamos a mais uma resenha!
O livro é uma distopia que se ambienta na cidade de Chicago. A cidade é dividida entre cinco facções. Cada cidade tem uma virtude. Candor são os honestos, onde é proibido mentir e todos dizem a verdade. Abnegation são os generosos, onde sempre se pensa no outro e nunca em si mesmo. Dauntless são os bravos e corajosos, onde o medo não tem espaço. Amity são os tranquilos. Erudite são os inteligentes, um local onde a inteligência e o conhecimento são prezados mais do que tudo.
Quando se faz 16 anos, os adolescentes são obrigados a escolher qual facção vão viver para o resto das suas vidas. Beatrice tem que tomar essa decisão. E a ideia de deixar sua família para trás não é acolhedora, mas ela sente não se encaixar na facção em que nasceu.
Não quero dar spoilers porque o legal do inicio do livro é realmente ir se surpreendendo aos poucos. Depois que a Beatrice escolhe sua facção, ela muda seu nome para Tris e é ai que a maior aventura da vida dela vai começar.
O livro é muito bom. Lembra um pouco Jogos Vorazes, mas o livro segue um rumo totalmente diferente e a sociedade apresentada é totalmente diferente.

Tris é uma pessoa forte e diferente. Isso porque seu teste de aptidão – tomado antes do dia da escolha da facção – deu um resultado diferente. E por algum motivo que ela desconhece, ela precisa manter isso em segredo.
Também temos um pouquinho de romance. Bem mais que em Jogos Vorazes, preciso acrescentar, e o Four é demais. Só assim para caracterizar ele, ele é tudo que alguém pode querer e ainda mais.
A sociedade e esse mundo novo que a autora nos apresenta – de uma forma incrível, preciso dizer – é fascinante. A explicação de por que eles decidiram criar as facções é fascinante, eu mergulhei na história e não sai mais até terminar o livro. E mesmo terminando ele, ainda estou com as ideias e personagens na cabeça.
A narrativa dela é brilhante. Não é cansativa, não tem partes cansativas, é fluida e é muito agradável de se ler. O final então é uma montanha russa emocional entre felicidade e tristeza. Admito que a autora também não teve muita compaixão por uma personagem muito querida por mim.
Simples assim, o livro é muito bom. Os personagens são extremamente bem caracterizados e bem criados, todos com seus pontos fortes e fracos, as facções são bem explicadas e o livro inteiro segue um ótimo ritmo para se ler.
O livro tem uma continuação, mas o final foi ótimo. A Veronica Roth soube conduzir toda a história de uma maneira brilhante até chegarmos naquele momento onde tudo termina de uma forma onde vemos uma ponte para um próximo volume, mas não deixa o leitor com mil perguntas não respondidas em mente.

10 de janeiro de 2012

Estive pensando... #3

Oi

      Essa coluna desapareceu por aqui não? Desde o natal, eu tenho escrito um post sobre e-books X livros físicos para postar no blog, mas meu lado perfeccionista não me permitia postar até o texto estar bom aos meus olhos. Decidi que melhor do que está não fica. Espero que gostem!

Se me perguntassem um ano atrás o que eu achava de e-books, diria que não gostava. Resolvi escrever esse post, justamente, porque se me perguntarem agora, a minha resposta mudou um pouquinho.
Ganhei de natal o Kindle, então minhas opiniões sobre leitura em e-book, serão baseadas no que eu achei enquanto lia no Kindle. O e-book se mostrou para mim uma alternativa. Porque eu comecei a querer mais livros que não foram lançados no Brasil ainda ou que não vão lançar. Ou, o fato que muitos livros que eu quero ler custam muito caro e eu acabaria não lendo eles, se não tivesse essa alternativa.
 O livro que eu li em e-book foi Tão Ontem do Scott Westerfeld, um livro que eu queria fazia muito tempo, mas o preço era alto e sempre que eu via o livro nas livrarias ele estava muito estragado. Então, eu provavelmente não teria lido esse livro se não fosse o e-book.
Eu não consigo ler muito no computador porque fico com uma dor de cabeça insuportável, mas com o Kindle não tenho esse problema porque a tela não emite luz, é como se fosse à folha de um livro mesmo.
Acho que agora, ler em e-books vai me capacitar ler mais livros, livros que eu quero ler faz tempo.
Não substitui os livros de papel, esses são insubstituíveis para mim. Acho que nada substitui a sensação de ter o livro em mãos, de poder colar post-its nele, de tê-lo na estante e tudo mais, mas assim, pelo menos o lado impaciente meu que quer ler sempre o que não foi ainda lançado aqui estará satisfeito.
Esse é um tema polêmico, tem gente contra e a favor. Eu não me considero contra, porque realmente, eu vou poder ler mais e será mais prático para mim. Se vale a pena? No meu caso está valendo, mas eu ainda acho os e-books brasileiros caros. Acho que em promoções na internet os livros podem ser encontrados pelo mesmo preço. Mas os e-books em inglês valem a pena sim.

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 Depois de quase duas semanas com o texto guardado, espero que tenham gostado! Não vou abandonar essa coluna tão cedo, tenho mais uma ideia de post. Só preciso sentar e escrever! É um assunto que eu andei pensando bastante nos últimos tempos.

Gabi

9 de janeiro de 2012

Resenha: Bela Maldade - Rebecca James

Editora: Intrínseca
Após a trágica morte da irmã de Katherine, ela se muda de cidade e muda de nome para tentar deixar tudo para trás. Então ela conhece Alice. Uma menina que quer a sua amizade, que é bonita, divertida e que parece ter o mundo aos seus pés. Mas conforme o tempo passa, Katherine descobre que Alice não é tão maravilhosa assim e que ela possui um lado negro dentro de si.
Rebecca James narra o livro em três tempos diferentes, variando-os por capítulo. Temos o passado, onde descobrimos aos poucos o que aconteceu com a irmã de Katherine e como foi a sua morte. O presente onde vemos o desenrolar da sua amizade com a Alice. E também um presente mais distante onde vemos a vida de Katherine uns anos mais tarde.
Isso faz o leitor ficar intrigado durante a leitura inteira. Para mim, foi uma leitura totalmente intrigante do inicio ao fim. Porque de uma forma ou outra, eu já sabia o que iria acontecer devido as partes do presente distante, mas queria saber como tudo iria acontecer. O que realmente me deixou inquieta foi o desenrolar de como a Rachel havia sido assassinada. Isso sim, a autora foi narrando aos poucos e deixando sempre um suspense no ar.
Katherine é uma personagem complicada de se entender. Vamos aprendendo aos poucos porque ela sente essa culpa, e porque foi tão difícil à ela a morte da sua irmã para ter sido necessário mudar de nome e de cidade. Não é uma personagem chata de se ler, é uma personagem difícil de se ler. A mente dela é complexa e vamos entendo aos poucos tudo isso.
Alice é má. Ela é literalmente má. Não é aquela personagem malvada que tem um coração no fundo. Ela é má. O leitor já vai suspeitando isso desde o inicio, mas Katherine só descobre depois. E até lá eu fiquei ‘essa menina não enxerga tudo que a Alice faz?’.
Mas então e paro para pensar o porquê Katherine se sentiu tão bem com a amizade de Alice. Ela se sentiu pela primeira vez feliz depois da morte da irmã, ela encontrou alguém que entendia, que não a julgava. Alguém que a fazia feliz. Mas se ela soubesse a verdade duvido que a amizade teria se formado desde o inicio. E Alice é daquelas que quando quer alguma coisa, ela vai lá e consegue. Não aceita ser deixada de lado e tem que ter a atenção toda para ela.
Rebecca James não tem pena dos personagens, nem compaixão pelo leitor. Para mim Alice é uma grande vilã, vilã mesmo. Eu queria matar essa menina no final de tanta raiva que senti dela. Porque ninguém humano acho que conseguiria fazer o que ela fez. Senti pena pela Katherine, mesmo já sabendo que o que aconteceu iria acontecer, foi um choque.
É uma leitura pesada, sem muitos momentos leves e felizes. Sempre tem aquele clima tenso no fundo. A escrita da Rebecca James é ótima, eu adorei as mudanças de tempo, acho que fez com que eu ficasse totalmente compenetrada na história.
Algumas situações ficaram um pouco forçadas, algumas reações acho que não foram muito naturais e os diálogos de cada um, alguns foram longos. Às vezes os personagens começavam a falar e depois do travessão tinha um parágrafo de fala. Acho que as falas não ficaram muito naturais. Contudo isso são detalhes, não alteram muito o livro, que é ótimo.

Se está procurando um livro leve e divertido de ler, não escolha esse. Mas se não se importar com um livro mais dramático e triste, esse é uma ótima escolha!

8 de janeiro de 2012

Da livraria para a minha estante #18

Oi!

Eu terminei de ler Bela Maldade uns dias atrás (resenha sai no inicio da semana) e desde então não consegui realmente entrar na leitura de nenhum livro. Não sei o motivo disso... Eu comecei a ler Insatiable da Meg Cabot, mas percebi que não estava no clima. Fui reler A Irmandade das Calças Viajantes e percebi que não estava a fim de reler esse livro. Enfim, depois de toda essa novela, estava na livraria e meus olhos bateram pela milésima vez em um livro que eu estou querendo faz tempo.

Já vou passar ele na frente da minha lista e começar a ler agora. Depois eu volto para o da Meg.

Não tem foto do livro, não achei um jeito para tirar sem que ficasse uma sobra da minha mão em cima, mas a minha edição é paperback e o livro é bem grandinho, tem 487 páginas e para minha felicidade a letra é de um ótimo tamanho.

Logo eu posto a resenha do livro!

Gabi