31 de agosto de 2012

Resenha: City of fallen angels - Cassandra Clare


No quarto volume da série Instrumentos Mortais, Clary está de volta a Nova Iorque e está recebendo treinamento para se tornar uma caçadora de sombras. Começam a aparecer assassinatos de caçadores de sombras e isso começa a provocar diversas teorias sobre quem estaria fazendo isso, e por quê. Jace está se afastando de Clary, ele volta a ter dificuldades de lidar com toda a confusão do seu passado.
Basicamente, esse é o ponto inicial de City of Fallen Angels. Eu acho que ler livros ambientados nesse mundo é algo que me faz sair do mundo real durante toda a leitura. É tudo tão bem descrito e narrado pela autora que acaba parecendo real. É um livro que distrai o leitor, que leva o leitor junto nas aventuras.
Nesse livro, Simon é um personagem que ganha mais destaque. Ele foi me conquistando aos poucos durante a série e nesse livro eu passei a gostar mais dele.
Eu gosto dos personagens dessa série, a autora dá certa importância a todos e eles acabam se tornando muito mais que personagens secundários. Outro motivo que eu gosto nessa série é o Jace. Momento fangirl aqui, mas azar, eu realmente tenho uma quedinha literária por ele e todo seu sarcasmo, humor e ironia. Ele tem cada frase que eu fico rindo sozinha.
Ao mesmo tempo, Jace está mais vulnerável nesse livro. Justamente por estar lidando com toda a confusão do seu passado, ele está tentando descobrir quem ele é, quem ele quer ser e quem ele não pode ser. Foi um lado do personagem que não tinha aparecido ainda na série.
"I love you. That never changes" - Jace
City of Fallen Angels está no mesmo nível dos outros livros da série. Intenso, com várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, vários mistérios, cenas rápidas e uma narrativa muito boa. É uma série que eu gosto bastante, que sempre faz com que eu me sinta bem lendo. Eu viajo para um mundo diferente, e eu gosto bastante de lá. Cassandra Clare conseguiu juntar vários personagens sobrenaturais em uma única série e conseguiu fazer isso de uma maneira brilhante.

29 de agosto de 2012

Resenha: Extras - Scott Westerfeld


Extras é um livro extra na série Feios. Temos novos personagens, uma nova história, mas tudo acontecendo no mesmo ‘mundo’ criado por Scott Westerfeld. A história começa um tempo depois do final de Especiais, e nessa nova fase, o importante é a fama. Cada pessoa tem uma espécie de página/canal onde posta o que quiser, quando mais popular a pessoa for se tornando, melhor.
Aya Fuse é uma menina de quinze anos que está tentando alcançar a fama que deseja. Ela quer a fama e vai fazer de tudo para conseguir uma história, uma noticia que a leve até lá. Ela conhece um grupo secreto de meninas e ganha à oportunidade de fazer uma matéria que a fará alcançar a tão desejada popularidade.
Eu admiro muito as críticas que o Scott Westerfeld coloca nos seus livros. Críticas a nossa sociedade atual. Pessoas fazendo de tudo para serem conhecidas e conseguirem a fama. E tudo isso, por meio de uma narrativa maravilhosa.
Ele escreve de uma maneira, que faz o leitor viajar para dentro da história e não sair mais, não querer sair mais. O livro é tão envolvente que eu me senti junto dos personagens.
Extras têm personagens novos e podemos voltar a ver Tally, David, Shay e Fausto. Tally tem sua mesma personalidade de sempre, seu objetivo é salvar o mundo e ela fará tudo para conseguir isso. Shay se redimiu comigo, depois de Especiais eu passei a não gostar muito dela, mas isso mudou nesse livro.
E Aya é uma personagem que me lembrou de Tally um pouco. A Tally de quinze anos queria a perfeição mais do que tudo. E a Aya quer a fama. Ambas são teimosas, impacientes e não desistem do que querem.
Quem gosta da série Feios, eu recomendo muito esse livro. É uma continuidade e mostra que o mundo nunca estará bem. Nada vai ser perfeito, sempre terão problemas. Eu gostei de mergulhar na narrativa do Scott Westerfeld mais uma vez. Para quem não leu a série Feios, eu recomendo. É uma série muito bem escrita, com uma história muito bem desenvolvida.
No Brasil o livro foi publicado pela Galera Record.

28 de agosto de 2012

Sorteio: Charlotte Street


Oi! Mais um sorteio começando no blog, eu postei a resenha de Charlotte Street ontem e muitos de vocês comentaram que queriam ler. A chance está aqui :)

Vocês tem até dia 30 de setembro para participar. Qualquer dúvida, podem entrar em contato comigo que eu respondo assim que possível. Boa sorte a todos.


a Rafflecopter giveaway

27 de agosto de 2012

Resenha: Charlotte Street - Danny Wallace

Jason está em Charlotte Street, quando vê uma garota que está entrando em um táxi toda atrapalhada com suas sacolas. Ele vai ajudá-la, ela agradece e o motorista anda. Mas Jason fica com sua câmera descartável em mãos, e com uma sensação de que ele precisa conhecer a garota. Que talvez ela seja A garota.
Resumindo a minha leitura, eu gostei do livro. Gostei da história que o autor criou e da maneira como ele a desenvolveu.
O inicio do livro foi lento para mim, as primeiras cem páginas foram complicadas de ler e eu estava pensando em deixar o livro de lado. Mas então melhorou! E eu fiquei muito feliz com isso. O autor conta um romance sem ser tudo fantasioso demais, sem fazer tudo acontecer facilmente.
Eu gostei bastante dos personagens do livro, bem reais, com seus altos e baixos. Jason tem mais momentos baixos do que altos, e isso forma a personalidade dele. Ele não sabe o que quer fazer da vida, mas quer fazer algo acontecer.
O livro tem ‘picos’ de momentos muito legais e momentos mais chatos. Isso atrapalha um pouco o andamento da leitura.
Essa história do destino é engraçada, é algo que eu costumava pensar muito um tempo atrás, agora eu deixei o tópico de lado, mas eu realmente gostava de pensar sobre isso. O livro fala sobre destino e sobre momentos. Como devemos agarrar os momentos que aparecem, e não deixar que eles escapem.
Gostei bastante da história das fotos, como um filme fotográfico pode falar sobre uma pessoa. E me deu vontade de comprar uma câmera descartável.
Foi uma leitura mediana, com momentos muito bons e outros não tanto. E eu me sinto na obrigação de comentar que a capa desse livro é maravilhosa.

25 de agosto de 2012

Resenha: An Abundance of Katherines - John Green


An Abundance of Katherines conta a história de Colin, um menino prodígio muito inteligente que acabou de se formar no Ensino Médio. E também, acabou de levar seu décimo nono fora de uma menina chamada Katherine. É, Colin já levou dezenove foras de meninas com o mesmo nome.
Seu melhor amigo Hassan resolve que eles vão fazer uma road trip, para Colin se sentir melhor. E nessa road trip, eles vão parar em uma pequena cidade chamada Gutshot no Tennesse. Onde conhecem Lindsay e Colin resolve que vai inventar um teorema que diz quem vai levar e quem vai dar o fora no relacionamento e quando isso vai acontecer.
Preciso dizer que eu adorei o livro? Esse era um que eu não achei que iria gostar tanto, mas Colin acabou sendo um personagem incrível e eu mergulhei em tudo que estava acontecendo e acabou entrando na lista de livros favoritos.
Colin é inteligente, ele entende tudo que outras pessoas criaram, mas nunca conseguiu criar nada. E é isso que ele quer mudar com o teorema, ele quer deixar uma marca. Ele quer ser importante.
"What's the point of being alive if you don't at least try to do something remarkable?" - John Green
Gostei da ideia de pessoas que levam o fora e pessoas que dão o fora. Já estava familiarizada com isso porque assisti vários vídeos do John Green onde ele comenta, mas ler a ideia desenvolvida foi bem interessante.
É um livro com bastante humor, com bastantes piadas entre melhores amigos. Mas também fala sobre levar foras, fala sobre nunca se sentir bom o suficiente para alguém, sobre querer ser importante e sobre querer fazer algo com a sua vida. E foi aí onde eu pude me identificar tanto com Colin quanto com Lindsay.
A narrativa do John Green nesse livro é em terceira pessoa e eu achei perfeita. O ritmo, os acontecimentos, tudo se encaixa no lugar perfeito. Eu adorei as notas de rodapés (adoro, adoro, adoro notas de rodapé e nesse livro têm várias) e em síntese, a ideia principal desse livro me conquistou e a forma como ela foi desenvolvida mais ainda.
É diferente dos outros livros dele, e é isso que eu mais gosto. Todos os livros são diferentes, têm histórias diferentes, mas têm uma coisa em comum: vale a pela ler. São muito bons. E eu nunca vou conseguir escrever uma resenha que realmente mostre o quanto eu adoro os livros do John Green.

23 de agosto de 2012

Livros favoritos de séries


A Pam do Garota It fez um vídeo comentando dez séries e os livros favoritos de cada uma. A Giu do Amount of Words fez também e eu me animei para responder. As séries não estão em ordem de favoritismo, estão na ordem que eu fui vendo na estante mesmo. Elas fizeram em video, mas como eu não consigo falar com uma câmera, vou fazer em forma de texto:









Série: Os Instrumentos Mortais
Livro: City of lost souls – Eu tinha achado Cidade de Vidro muito bom, mas City of lost souls conseguiu superar. A autora mistura todos os elementos muito bem nesse livro e não deixa nada faltar (a resenha eu posto em breve!)
Série: Jogos Vorazes
Livro: A Esperança – Eu fico entre A Esperança e Jogos Vorazes. Muita gente não gostou do final da série, mas eu gostei. E A Esperança foi o livro que mais teve impacto em mim, eu realmente sofri com esse livro e eu adoro.


21 de agosto de 2012

Resenha: Wishing for someday soon -Tiffany King


E eu que achei que seria apenas mais um romance clichê bonitinho... Fico feliz em dizer que estava enganada.
Katelyn tem dezessete anos e já se mudou tantas vezes que acabou perdendo a conta depois da vigésima vez. Tudo que ela tem é seu irmão menor Kevin. Ela aparenta ser forte, e mostra que está tudo bem por ele, mas a verdade, é que nada está bem.
Sua mãe é abusiva, vive se mudando por motivo nenhum e faz os filhos passar por situações muito ruins, de más condições de moradia, falta de comida e etc.
O título do livro, é um desejo que Katelyn e Kevin tem. Por um dia que chegue logo. Um dia onde eles serão realmente felizes.
Eles chegam em uma pequena cidade onde todos conhecem todos e Katelyn se surpreende como as pessoas são legais, principalmente um menino chamado Max, que vai fazer ela amar pela primeira vez.
Wishing for someday soon foi uma leitura maravilhosa. Não é nada que eu esperava e eu me surpreendi muito. Temos uma relação maravilhosa entre irmãos. Katelyn e Kevin são dois personagens muito bem construídos e desenvolvidos. A narrativa da autora é muito boa, tem um ritmo bom e faz com que o leitor não queira parar nunca.
Max é o polo positivo, digamos assim. Ele faz Katelyn feliz, ele é simplesmente um doce. Adorei as cenas deles (a cena da livraria me deixou com lágrimas nos olhos... Justamente por ser em uma livraria, enfim) e os diálogos e em síntese, gostei dos dois juntos. Ela precisava dele, e ele sempre esteve lá por ela e por Kevin.
O final me fez chorar. É emocionante e deixa o leitor com o coração na mão. Esse livro realmente trouxe minhas emoções a tona. Lágrimas, risos, felicidade... Um pouquinho de tudo. É um livro com momentos felizes, tristes e momentos tensos. Uma leitura que eu recomendo.

Esse livro não foi traduzido para o português e não tem previsão de publicação no Brasil.

19 de agosto de 2012

Resenha: Dizem por aí - Jill Mansell


Depois de ser deixada pelo seu namorado, Tilly resolve ir morar em uma pequena cidade onde sua melhor amiga mora. Lá, ela começa a trabalhar como uma faz tudo para Max, dono de uma empresa de design de interiores.
Apesar de a cidade ser pequena, muitas fofocas correm solta. Principalmente envolvendo Jack Lucas. Ele já tem muita fama e Tilly não quer ser apenas mais uma na sua lista.
Eu estou em uma fase complicada no quesito de leituras. Estou saturada de romances chick-lits. Todos tem a história parecida e acabou perdendo a graça para mim.
Eu não gostei muito desse livro, achei ‘mais do mesmo’. Nada muito inovador. É a receitinha de romances, só com algumas modificações. Quem gosta, muita gente gosta, provavelmente achará Dizem por aí um livro muito bom. Mas infelizmente, isso não aconteceu comigo.
Minhas resenhas são sempre honestas, essa não será diferente. É difícil de escrever, muito difícil, porque eu sei que eu não gostei, mas muita gente pode gostar. Os personagens não me agradaram e a história foi bastante previsível. Porém, é um livro divertido, um ponto positivo é que foi uma ótima maneira de passar uma tarde chuvosa de sábado.
A única personagem que eu gostei foi a Lou. Filha de Max. Ela tem treze anos e acho que se ela fosse a personagem principal teria sido melhor, a história dela acaba ficando em segundo plano e eu gostaria de poder ler mais sobre ela. O livro tem vários núcleos de personagens secundários, e alguns acontecimentos ficaram muito soltos. A autora falou sobre eles, mas na verdade, eu não achei que fossem essenciais para o seguimento da história.
Se você gosta do gênero, eu aconselharia você a dar uma chance para Dizem por aí. É um típico chick-lit, com todas as características que fazem os chick-lits tão adorados.

17 de agosto de 2012

Da livraria para a minha estante #41

Oi

Achei que iria demorar mais para eu voltar com a coluna, mas eu li todos os livros que ganhei de aniversário e apesar de ainda ter alguns na fila de espera, eu não estava muito animada para ler nenhum deles e acabei comprando novos:


15 de agosto de 2012

Resenha: Cross my heart - Katie Klein


Jaden é uma menina centrada, tem um namorado perfeito, vive sempre na linha e já tem todo seu futuro planejado. Vai entrar em Harvard. Nenhuma outra opção é aceitável. O problema é: esperar a carta de Harvard chegar. Jaden nunca se atrasa para as aulas, mas justo no dia em que isso acontece, sua professora de inglês solicitou um trabalho em duplas e quando Jaden chega as duplas já tinham sido escolhidas. Restando Parker Whalen como seu parceiro.
Parker tem uma fama na escola, do seu passado e todos sempre falam dele pelas costas. Ele está sempre sozinho e ele e Jaden teoricamente, nunca se dariam bem. Mas sabe... O amor acontece nos lugares mais inesperados.
"I think you fall in love with someone when you least expect to. When it's the last thing you want. That's what's so great about it" - Katie Klein
O meu ‘ponto fraco’ em livros é quando os personagens começam não gostando um do outro. E por algum motivo são obrigados a conviver. Não sei por que, mas eu simplesmente amo quando isso acontece. Em Cross my heart não foi diferente. Os diálogos entre Parker e Jaden são maravilhosos. Ela que sempre foi ‘certinha’ vê Parker mudar sua maneira de pensar, ele vai fazer ela sair da sua zona de conforto.
Outro ponto que eu adorei, eles falam sobre livros! Morro dos ventos uivantes, Orgulho e Preconceito... Até O Apanhador no campo de centeio é mencionado. Isso fez eu me sentir ainda mais apaixonada pelos dois.
E Jaden é muito parecida comigo. Não vi isso como algo maravilhoso, porque me fez pensar em muitas coisas sobre a minha vida e como eu vejo tudo, mas enfim, temos realmente, muitas características em comum, muitas mesmo. Até demais, mas enfim! É uma das personagens mais parecidas comigo que eu já acompanhei.
O final, infelizmente, não me satisfez muito. Acho que se a autora tivesse tomado outro rumo eu teria gostado mais. Mas não posso mudar isso. É um livro muito fofo, com personagens que eu adorei e com uma história muito legal.

13 de agosto de 2012

Book Blogger Hop #33

Meme do blog Murphy's Library.

Seus hábitos de leitura mudam de acordo com seu humor? Você lê propositadamente um determinado gênero se está se sentindo triste ou feliz?
Mudam. Quando eu estou triste, com raiva, nervosa, eu leio para esquecer o que me deixou triste, para me acalmar e para deixar o nervosismo de lado. Eu leio para me distrair, deixar a vida real por um momento e viajar pelo mundo dos livros. E isso realmente funciona.


Com os gêneros, funciona diferente. Eu não tenho uma lista de leitura, quando eu termino um livro, eu dou uma olhada na estante e sempre tem algum que eu fico com mais vontade de ler. Isso independe diretamente do meu humor, mas acho que no subconsciente, se eu estou triste eu acabo escolhendo algo que não vai me deixar mais triste. Mas isso não é algo que aconteça de propósito.

11 de agosto de 2012

Resenha: Na curva das emoções - Jorge Miguel Marinho

Editora: Biruta

Na curva das emoções é um livro de contos. E fazer uma resenha de livros de contos é algo complicado. É complicado porque eu acho difícil comentar sobre os contos sem dar spoilers, já que eles são curtos e os acontecimentos principais são os únicos acontecimentos. E tem contos que eu gostei mais e outros que eu gostei menos.
Os dois contos que eu mais gostei foram “A Libertinagem das mães” e “A revelação de Clarice Lispector”. O primeiro é divertido e eu cheguei a rir enquanto lia e o segundo é o mais longo livro e deixa o leitor instigado a saber o que causou a reunião da Ana e os pais com o diretor da escola.
Os seis contos, no geral, falam sobre adolescentes com histórias diferentes. Emoções diferentes. Os seis adolescentes agem de maneiras diferentes e estão passando por mudanças de maneiras diferentes. E em poucas páginas, o autor conseguiu apresentar isso muito bem.
Eu gostei de como o autor fala sobre as borboletas, e a leitura que eu fiz dessa metáfora, foi que nessa fase, as pessoas se transformam. As pessoas veem tudo que achavam que conheciam de uma maneira diferente, veem que o mundo não é tão maravilhoso como imaginavam quando crianças. E isso é bem retratado, as emoções que surgem, que mudam e tudo mais.
Não são todas as pessoas que gostam de contos, mas eu adoro. A maneira como os autores conseguem contar uma história em poucas páginas e eu gosto quando eu fico com a sensação de quero mais, de querer continuar lendo sobre aqueles personagens.
A nota final acabou sendo uma média das notas dos contos individuais.

9 de agosto de 2012

Resenha: Cidade Mágica - Drew Lerman


Editora: Bertrand Brasil

Cidade Mágica é um livro que faz o leitor pensar. Henry, o personagem, tem muitos pensamentos que eu também tenho, ele vê muitas coisas da mesma maneira que eu vejo e isso foi muito legal. Drew Lerman começou a escrever Cidade Mágica no ensino médio, o que faz tudo mais real e verdadeiro. Um livro sobre adolescentes escrito por um adolescente. É incrível!
Para mim, não é a história do livro que chama a atenção e que prende o leitor, e sim a maneira como ela é contada. Os personagens que fazem parte dela e tudo mais. Henry sofre de estresse pós-traumático e precisa tomar remédios para controlar isso. Ele namora Becca e sua vida segue em um ritmo estável. Até que Becca termina com ele, e Henry começa uma amizade com Charlie.
Charlie é um menino que gosta de chamar atenção. Ele vive para uma plateia, e vive no momento, sem pensar nas consequências. Henry e Charlie são o oposto um do outro.
"É importante questionar as coisas. É importante não aceitar tudo o que nos dizem" - Drew Lerman
Os diálogos entre os personagens nesse livro são impecáveis. Tanto pela forma como são escritos quanto pelo conteúdo. Henry é um menino cheio de dúvidas. Ele questiona a vida, a escola, tudo. E estando na mesma faixa etária do personagem, é assim mesmo. É um período confuso. Onde o certo e o errado se misturam. O que é certo? O que é errado? Por que eu preciso fazer isso?
É muito fácil se encontrar no personagem. Enquanto eu lia eu senti que alguém entendia o que eu sinto. Cidade Mágica foge 'lugar do comum' dos livros para adolescentes. Não é mais do mesmo, é diferente. Me deixou instigada do inicio ao fim e eu não queria que terminasse. Queria continuar convivendo e pensando junto com os personagens.
Cidade Mágica é um daqueles livros que realmente vale a pena ler.

7 de agosto de 2012

Sorteio: Bem mais perto


Sorteio novo! Vocês tem até o dia 02 de setembro para participar. Qualquer dúvida, podem entrar em contato comigo pelo e-mail: livrosevagalumescontato@hotmail.com


a Rafflecopter giveaway

6 de agosto de 2012

Resenha: Bem mais perto - Susane Colasanti


Bem mais perto é um livro bem leve e rápido de se ler. Eu teria tudo para gostar do livro, um romance bonitinho, Nova Iorque como ambiente e tudo mais. Mas não consegui gostar da personagem principal, e isso acaba desencadeando uma série de outras visões na leitura.
Scott, o menino que a Brooke sempre teve uma paixonite secreta, se muda para Nova Iorque. O que ela faz então? Se muda para lá também. Porque ela precisa mostrar a ele que eles pertencem um ao outro.
Esse é o acontecimento que leva a muitos outros no livro. E é esse o acontecimento que me fez pensar: Brooke, você tem problemas? Porque ela nunca trocou mais de algumas palavras com Scott e deixa toda sua vida para trás para seguir ele?
Acho que porque a autora conta tudo bem rápido, não temos um aprofundamento na personagem, e era uma personagem que além de toda essa loucura pelo Scott, tinha mais conteúdo para ser trabalhado. Eu achei que a história se contradiz em alguns momentos, Susane Colasanti descreve Brooke como um gênio, uma menina muito inteligente, mas que esconde essa inteligência.
Brooke pode ser inteligente em todas as matérias da escola, mas quando se trata de relacionamentos... É outra história. E isso acabou ficando chato, porque ela é uma pessoa que tem todas as condições de ter uma vida boa e não aproveita isso. E toda a história com Scott, eu não consegui gostar disso. É desespero demais atrás de um menino que ela nem conhece direito.
Para mim, foi um livro que eu li, li, li, mas acabei não conseguindo ter uma relação boa com os personagens, nem com o que acontece na história. Acho que todos os acontecimentos ficaram muito superficiais e muito rápidos. 
Acho que uma faixa etária mais nova, que esteja começando a ler livros jovens adultos iria gostar mais. Ou pessoas que gostam de histórias rápidas e levinhas. É bom para passar o tempo, mas infelizmente, não acabou me agradando muito.

4 de agosto de 2012

Meme: Os 7 pecados capitais da leitura

A Clara do blog O Maravilhoso Mundo de Tinta me indicou para fazer esse meme e eu achei bem legal de responder.

Ganância: Qual seu livro mais caro? E o mais barato?
Eu não consigo guardar quanto eu paguei por cada livro. Os mais baratos foram alguns que eu comprei no Kindle: Gone, Cross my heart, wishing for someday soon. E mais caro? Nos últimos meses foi Cidade Mágica.

2 de agosto de 2012

Resenha: Resposta Certa - David Nicholls


Resposta Certa conta a história de Brian Jackson. Ele acaba de entrar na faculdade de Literatura Inglesa e tem a chance de participar do Desafio Universitário, um programa de perguntas e respostas sobre conhecimentos gerais, um sonho que ele tinha desde pequeno.
Sua vida na universidade é bem diferente do que ele imaginou, principalmente depois que ele conhece Alice Harbinson. Uma menina completamente incrível, e acaba se apaixonando por ela.

É um livro que flui. A pessoa está lendo e quando vê, já leu metade do livro. A história faz o leitor ficar imerso em tudo que está acontecendo e a narrativa do autor ajuda isso a acontecer.

Brian foi um personagem muito legal de se acompanhar durante a história. Ele é engraçado, carismático, inteligente e está se encontrando na vida, descobrindo o que ele realmente quer e quem ele realmente é. Sua paixão por Alice é muito ‘bonita’ digamos assim. Ele é uma pessoa romântica e gosta dela de verdade. Alice já é diferente, ela é uma menina que está acostumada a ter o que quer e a se divertir, como diz a mãe do Brian: ela é bonita e sabe disso.

Em cada início de capitulo temos uma pergunta e uma resposta. A resposta é algo que tem a ver com o capitulo e eu achei isso muito legal. Pode se aprender bastantes coisas com esse livro. Eu achei bem interessante a atmosfera do Desafio Universitário. Os ensaios, treinos e tudo mais. Eu fiquei pensando que deve ser bem agoniante participar de um programa assim. Mas eu fiquei com vontade ao mesmo tempo!

David Nicholls tem uma narrativa agradável de ler. Esse livro é divertido. Os diálogos são incríveis. Os personagens são reais, os acontecimentos reais e é tudo muito bem retratado. Quem gosta de conhecimentos gerais provavelmente vai gostar desse livro. É um livro que tem bastante humor e momentos engraçados. Comparando com o outro livro que eu li do autor, Um Dia, o romance não é tão forte e tão trabalhado. Esse é um livro mais voltado para a vida de Brian em geral.

E algo que eu achei interessante, é que Resposta Certa foi escrito em 2003, seis anos antes de o autor escrever Um Dia. São livros bem diferentes, mas a forma de narrativa do autor é parecida.