28 de novembro de 2012

Da livraria para a minha estante #45

Oi,


Demorou, mas pelo menos o vídeo está recheado de livros legais! Queria pedir, se tem algo que vocês querem ver no blog, qualquer sugestão que vocês tiverem, eu ficaria muito feliz em ouvir. Vocês podem deixar nos comentários ou entrar em contato comigo pelas redes sociais e e-mail.

26 de novembro de 2012

Livrarias em Chichester

Estou morando em Chichester faz um pouco mais de três meses. E logo nos primeiros dias, algo que me chamou a atenção foi a quantidade de lugares que eu podia comprar livros. E um era pertinho do outro.
Já queria fazer esse post a muito tempo, mas sempre esquecia de tirar fotos. As fotos foram finalmente tiradas e eu espero que gostem do post!
Waterstones
Quando eu estou sem nada para fazer, eu vou para lá. As vezes fico até a livraria fechar, porque o clima lá dentro é maravilhoso. Rede de livrarias aqui da Inglaterra. Estilo a Saraiva e Cultura do Brasil. Mas seu interior é muito mais mágico que qualquer livraria grande que eu já entrei antes. Você coloca o pé lá dentro, e sente aquele cheiro maravilhoso de livros. É tudo organizado e tem cara de livraria. Simples assim. E na porta, tem uma placa (da foto) que diz: Keep it simple this Christmas. All your presentes under one roff & books are so simple to wrap! - Tradução: Deixei tudo simples nesse Natal. Todos os seus presentes debaixo de um teto & livros são muito mais fáceis de embalar!.
Quando eu vi isso hoje eu simplesmente sorri sozinha no meio da rua! A mais pura verdade;
Kim’s Book Shop

Não é muito organizada, mas é uma mistura de sebo e livros novos. Os preços são muito bons e se procurar com vontade, dá para achar livros muito bons. Eles têm muitos clássicos e livros de história. E a falta de organização eu não vejo como algo ruim, porque tem uma atmosfera legal.

24 de novembro de 2012

Filme: Amanhecer - Parte 2

Acabou. Minhas idas ao cinema para acompanhar a saga Crepúsculo chegaram a um fim. Amanhecer Parte 2 acabou e eu ainda não sei o que pensar. Mas enfim, vamos aos comentários.
Gostei dos créditos iniciais, mostrou indiretamente as transformações internas no corpo da Bella enquanto ela se torna vampira. E quando ela acorda e começa a perceber todos os detalhes que não percebia quando humana foi bem legal também.
A primeira parte do filme foi bem fiel ao livro. Com algumas alterações necessárias para dar ritmo a história, mas sem mudanças drásticas. Achei que eles não se aprofundaram muito no fato que a Bella é uma vampira super controlada, já que isso sempre foi tão comentado nos outros filmes, achei que foi deixado de lado. E a Renesmee quando bebê ficou estranho e muito falso. Acho que se fosse um bebê de verdade, teria ficado muito melhor.
Por ser um filme desse porte, que já tinha uma fama enorme antes mesmo de estrear no cinema, os efeitos especiais podiam ter sido melhores. Falta de orçamento com certeza não foi.
Os clãs de vampiros que chegam para ajudar os Cullens foram rapidamente apresentados, mas isso eu até achei melhor que toda a enrolação que tem no livro. Tudo acontece muito rápido e quando você percebe, já chegou a hora da famosa luta.
Eu vi muita gente comentando sobre o final do filme no twitter, e não achei que seria algo tão surpreendente porque já tinha lido o livro. Contudo, eu recomendo para quem leu o livro e mesmo que não tenha gostado, assista o filme.
Só sei que eu olhei para a minha amiga, ela me olhou e a gente ficou meio “o que está acontecendo?”. Não sei se gostei da mudança, ou se a roteirista deu uma volta gigante para chegar ao mesmo lugar. Enfim, pelo menos eles não mudaram completamente e não foram contra o que a Stephenie Meyer queria para o final da Saga.
E como ela foi a produtora do filme, talvez ela mudou um pouco, já que o livro ela não pode reescrever.
As atuações estão medianas, o filme não foi maravilhoso, incrível e magnifico. Os filmes são adaptações para os fãs mesmo, porque eles acabam deixando muito de fora.
Eu recomendo assistirem pelo final. Sério mesmo. Principalmente quem leu o livro.
Gabi


22 de novembro de 2012

Lendo em inglês #1



Estava sem ideias para posts, perguntei no twitter e a Clara do Mundo de Tinta me sugeriu falar sobre leituras em inglês. O que faz sentido, já que eu recebo vários e-mails e comentários relacionados com isso e que vocês só estarão lendo resenhas de livros em inglês por um bom tempo. Vou dividir esse assunto em alguns posts, para poder desenvolver bem as minhas ideias.
Por que eu gosto de ler em inglês? Vários motivos. Um, alguns livros acabam sendo mais baratos do que em português. Dois, eu leio o livro original. Muitas vezes as traduções pecam um pouco e ler exatamente as palavras que o autor escolheu é algo que eu prefiro. Três, eu pratico o idioma. Quatro, não preciso esperar os livros serem traduzidos para o português e a variedade de livros é bem maior.
Honestamente, eu não me lembro de qual foi o primeiro livro que eu li em inglês. Mas eu comecei lendo livros que eu já tinha lido em português, para facilitar um pouco. Li toda a série Crepúsculo e vários da Meg Cabot.
No inicio, não é fácil. Se você já é um nível alto de inglês pode ser mais fácil, mas eu comecei quando tinha uns 13/14 anos, meu inglês não era perfeito, mas com certeza ler em inglês me ajudou bastante. Livros Young Adoult, são normalmente com uma linguagem fácil então sugiro começar por esses.
Minha dica é não partir para o difícil. Você vai ter dificuldades de ler e vai acabar desanimando. Então escolha um livro que já leu em português, procure a cópia em inglês e tente. Não desanime no inicio, não tenha medo de procurar um dicionário, mas também não se preocupe em saber o que cada palavra significa. Entenda algumas pelo contexto da frase. Não tenha medo de ler, apenas leia.
Outro ponto, é que o mínimo de um curso de inglês é bom ter. Não precisa ser nível avançado, mas um pouco do conhecimento da língua é preciso.
No próximo post eu comento sobre onde comprar livros em inglês e mais algumas coisinhas. Espero que tenham gostado, qualquer dúvida podem me mandar um e-mail.
Gabi

19 de novembro de 2012

Resenha: A weekend with Mr. Darcy - Victoria Connelly


Uma vez ao ano, Dame Pamela abre as portas da sua casa para uma Convenção de fãs de Jane Austen. O fim de semana é cheio de eventos e atividades relacionadas ao livro e é tudo que Katherine e Robyn podem esperar. As duas vão acabar encontrando muito mais que um fim de semana dedicado apenas a Jane Austen. Vão acabar encontrando algo que Jane Austen sempre falava: amor.
A weekend with Mr. Darcy é um livro divertido, cheio de humor a lá Jane Austen e na medida perfeita para fãs da autora.
O livro é previsível, desde o início o leitor já tem uma clara ideia do que vai acontecer. Mas acho que o propósito desse livro, não é ser algo inovador, maravilhoso e incrivelmente perfeito. É um livro para entreter, e eu senti que seu propósito foi alcançado.
Os personagens são carismáticos e as referências aos livros da Jane Austen são muito bem colocadas e eu adorei. Fala sobre como amantes de livros assim têm grandes expectativas em relacionamentos e na vida em geral.
As intrigas entre os personagens entretêm. Tem algumas cenas bem engraçadas e muitas cenas fofas e românticas.
O final é um pouco arrastado. A autora tentou colocar um drama e eu acho que a intenção era deixar o leitor agoniado querendo que tudo desse certo e não tivesse essa certeza. Contudo, não funcionou comigo. Só ficou arrastado, porque é previsível tudo que vai acontecer.
Recomendo o livro para fãs da Jane Austen! É divertido, é fofo e é legal de ler. A narrativa da autora é agradável e relaxante. Não é um livro que vai mudar sua vida, mas vai alegrá-la um pouco.

17 de novembro de 2012

Resenha: Speak - Laurie Halse Anderson


Speak conta a história de Melina. Ela entra no Ensino Médio sem amigos, tudo por que ela chamou a polícia no meio de uma festa e agora todos estão bravos com ela. Então ela fica sozinha. Apesar de que tem mais na história do que todos sabem, existe um motivo por trás do seu telefonema que ela sente engasgado na garganta, querendo falar e não conseguindo. Ela tem medo de falar a verdade.
Laurie Halse Anderson escreve muito bem sobre assuntos complicados e sérios. Já tinha percebido com Garotas de Vidro e com Speak, acontece a mesma coisa.
Não são temas fáceis de comentar, discutir, e a autora consegue fazer isso de uma maneira incrível. Melina é uma menina que guarda as coisas para ela mesma, coisas que ela deveria falar em voz alta, que ela gostaria de conseguir falar em voz alta, mas não consegue.
A autora deixa o leitor no suspense, na dúvida durante uma boa parte da história. Pensando no que aconteceu naquela festa e o que fez Melina ligar para a polícia. E quando a verdade aparece, é marcante. Muitas resenhas chegam a comentar o que acontece, mas vou deixar assim. O livro é muito bom e eu não vou estragar com spoilers.
Temos a visão de como amizades são temporárias, são finitas e são frágeis. Como amigos mudam para entrar em outros grupos e como as pessoas são influenciáveis por outras. Para subir de “nível” nos grupos sociais, as pessoas estão dispostas a tudo.
Eu recomendo bastante. A narrativa da autora é única e é especial. É um daqueles livros que merecem ser lido. O livro foi publicado em 1999, não é um livro novo, mas é um livro que eu duvido que perca sua magia com o tempo.
Depois de terminar a leitura, tudo que eu quero é ler mais livros da autora. Quero completar minha coleção e conhecer mais histórias de Laurie Halse Anderson.
A única coisa que eu comento, é que eu gostaria de ter um pouco mais de desenvolvimento no final. Mas nada prejudica o livro em si. Leitura muito recomendada!

15 de novembro de 2012

Top 10 Tuesday: livros que eu gostaria de ter em uma ilha deserta



Livros que eu iria gostar de ter em uma ilha deserta

Vou colocar o nome do livro e uma frase curta com o motivo que eu gostaria de tê-lo.

The Fault in Our Stars – John Green
Meu livro favorito não iria ficar de fora da lista!
Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Um clássico.
Lola and the boy next door – Stephanie Perkins
Um romance fofo e adorável.

13 de novembro de 2012

Resenha: Amy and Roger's Epic Detour - Morgan Matson


Alguém me leva para fazer uma Road Trip? Nesse exato instante?
É essa a sensação depois de terminar Amy and Roger’s Epic Detour. O livro é muito bem comentando e muito elogiado, então sempre tive muita vontade de ler. 
A mãe da Amy quer se mudar da Califórnia para Connecticut, para começar tudo de novo e seguir em frente. Amy não gosta da ideia, e como sua mãe precisa do carro, o plano é Amy ir com Roger, um antigo amigo de infância até lá.
Sua mãe fez um roteiro e o plano era eles chegarem em quatro dias. Mas logo que se conhecem, eles decidem fazer um detour. Um desvio. E decidem seguir seu próprio caminho.
Eles seguem por vários lugares nos Estados Unidos, e eu senti como se estivesse viajando com eles. O livro é cheio de imagens, desenhos, notas fiscais e anotações. Gostei bastante das playlist que a autora coloca e do diário de viagem da Amy.
Os dois vão se conhecendo e vão ficando amigos. Amy está tentando superar o que aconteceu com seu pai e está tentando seguir em frente. Roger também tem uns assuntos não resolvidos e eles vão procurando resolver isso na road trip.
É um livro muito bom de ler. Tem uma boa dose emocional, mas é misturado com cenas mais divertidas, romance e tudo mais. A autora narra muito bem, nem se vê o tempo passando e quando se percebe, o livro termina.
Termina de uma maneira muito fofa, preciso comentar.
Não é por nada que esse livro recebe tantos elogios, é realmente muito bom e os personagens são muito bem construídos e desenvolvidos. O cenário da road trip torna tudo melhor e realmente, quero ler mais livros com road trips e quero fazer uma.

11 de novembro de 2012

Resenha: Finale - Becca Fitzpatrick


Depois de toda a animação de ter conseguido o livro autografado, chegou a hora de ler o último livro da série Hush Hush. Finale é o desfecho de tudo. Nora precisa encarar os fatos e liderar o exército Nephilim contra os anjos caídos na batalha final. Mesmo Patch sendo um anjo caído, mesmo que os nephilins não a respeitem como líder, mesmo que mil outros problemas resolvam aparecer no caminho. É a hora de encarar quem ela realmente é e decidir em que lado ela está.
Becca Fitzpatrick escreveu um livro impossível se largar, com reviravoltas inesperadas e um final que me deixou sem fôlego e sem acreditar no que estava acontecendo.
Eu gostei do livro. Não amei como estava esperando, mas foi um bom final para a série. O que eu sempre amei nessa série foi Patch, suas tiradas sarcásticas e a maneira como ele e Nora agiam juntos. E isso ficou um pouco de lado em Finale.
Eu entendo que devido as circunstâncias do livro e da história, uma mudança no comportamento dos dois foi necessária, mas tem uma parte da Gabriele que não aceitou isso e queria Patch e todo seu jeito que eu tanto amo.
Enfim. A Nora nunca vai aprender que mentir para ele não é a saída. Nenhum personagem aprende isso, é incrível.
O livro tem um ritmo rápido. Uma revelação no final que eu não tinha suspeitado durante o livro todo faz tudo ter uma reviravolta. A Becca tem isso na narrativa dela, de surpreender o leitor e nos deixar com cara de bobos olhando para o livro e pensando ‘como eu não percebi isso antes’.
Eu gostei da finalização, queria mais explicações sobre algo que a autora soltou nas últimas páginas, mas ficou bom assim. Acho que a personagem não merece que muitas explicações sejam dadas sobre ela. Para quem acompanha a série, recomendo sim. Gostei de como tivemos um foco maior na guerra entre Nephilims e Anjos Caídos e sobre todo o conflito que existe entre os dois.

7 de novembro de 2012

Resenha: Will Grayson, Will Grayson - John Green e David Levithan


Eu quero mais. É a sensação após virar a última página de Will Grayson, Will Grayson. Eu quero continuar lendo sobre os personagens, porque eles se tornaram reais, quero continuar lendo e continuar acompanhando a vida deles.
John Green e David Levithan. Que dupla. Vocês já sabem bem da minha história com os livros do John Green, e David Levithan escreveu um dos meus livros favoritos, o Dash and Lily’s book of dares. As chances de eu amar esse livro eram muito altas.
E ainda assim, fui surpreendida. Pelo simples motivo que esse livro é incrível. Não tenho outra palavra para descrever: é simplesmente incrível.
John Green narra os capítulos de números ímpares e narra um dos Will Grayson (I). David Levithan os capítulos de números pares e o outro Will Grayson (II). Os dois têm ciclos de amizades e estilos de vida muito distintos. Will Grayson (I) tem poucos amigos e muitas regras sobre não se apegar. Tem uma família estável, é um bom aluno e tem uma vida boa. Will Grayson (II) é gay, mora com a mãe, nunca conheceu o pai e sofre de depressão e sua vida é baseada em comunicação virtual.

Os dois núcleos são muito distintos e ainda assim, se encaixam perfeitamente no livro. Os personagens são todos muito bem construídos. Momento especial para comentar sobre Tiny Cooper. Amigo de Will Grayson (I) e simplesmente, o personagem mais engraçado que eu já li na vida toda. Ele dá vida ao livro, simples assim.


Os dois Will Grayson(s) acabam se conhecendo em uma situação que totalmente foge do normal. E esse encontro acaba desencadeando muitas mudanças, na vida de ambos.
O livro vai além de tudo isso e fala sobre interagir com outras pessoas. Um assunto que sempre me intrigou e que ambos autores trataram maravilhosamente. Fala sobre inseguranças e sobre como às vezes precisamos deixar tudo isso para trás e se arriscar.

E John Green conseguiu criar mais uma vez, um personagem que eu gostei demais. Will Grayson (I) é alguém que eu queria conhecer. Chego a ficar até triste que ele é apenas um personagem. Mas a magia desse livro para mim, foi que durante a minha leitura, os personagens foram muito mais do que isso.
E eu adorei Jane e Will Grayson (I). Demais. Demais. Demais e demais.
Will Grayson, Will Grayson é um livro engraçado, bem trabalhado, bem pensado e que eu recomendo sem pensar duas vezes. Entrou na lista dos favoritos!
5/5

5 de novembro de 2012

Resenha: Never let me go - Kazuo Ishiguro


É raro, mas tem algo no filme baseado nesse livro que eu gostei mais. Eu assisti ao filme uns meses atrás e a história realmente me marcou, me deixou pensando e quando eu vi o livro na biblioteca, nem pensei duas vezes. Eu precisava ler.
A história é narrada por Kathy, já adulta relembrando memórias desde que era criança e estudava em Hailsham. Hailsham que não era qualquer escola, e seus alunos não são pessoas normais. Eles são clones, sua origem, sua criação tem um propósito: eles crescem e se tornam doadores de órgãos.
O livro se foca nos acontecimentos de como eles foram descobrindo isso, como foram descobrindo quem eram e o que seus futuros reservavam. Kathy, sua amiga Ruth e Tommy são os três principais personagens do livro.
A premissa desse livro me intriga demais, mesmo assistindo o filme, lendo o livro, eu ainda não estou satisfeita. Quero ver de novo, ler de novo, quantas vezes eu sentir que é necessário para eu conseguir parar de pensar compulsivamente nesse assunto.
É um livro pesado, não é uma história leve e bonitinha. Mas eu adoro. Algo que eu prefiro no filme, é que quem assiste fica no suspense de “o que está acontecendo?” por um bom tempo, até que tudo é revelando. No livro, isso já é dito no inicio. O que faz sentido quando se lê, porque Kathy não conseguiria narrar sem comentar desde o inicio, mas enfim.
Eu adoro os personagens, adoro o relacionamento entre eles e gostei muito da maneira como o livro é narrado.
Eu recomendo a leitura, recomendo o filme e recomendo que conheçam essa história que tanto me intriga.

3 de novembro de 2012

Resenha: Generation Dead - Daniel Waters


Por um motivo desconhecido, um fenômeno estranho vem acontecendo nos Estados Unidos. Após morrerem, alguns adolescentes retornam a vida. Com algumas diferenças, na maneira de falar e andar. Eles são chamados de “living impairedou “differently biotic” e estão sofrendo para continuar vivendo em um lugar onde não são mais aceitos.
Phoebe é uma menina que é excluída pelos colegas, por ouvir músicas diferentes e se vestir de preto a maior parte do tempo. Ela começa lentamente a sentir algo por Tommy. Um menino gentil, legal e... Morto. Eles começam a passar tempo juntos e isso não é bem visto pelo resto das pessoas.
Antes de qualquer coisa, não pensem que esse livro é um livrinho sobre o colegial com zumbis e humanos. É um livro que trata acima de tudo sobre preconceito. E fala muito bem sobre esse assunto.
A sociedade não aceita essa nova “espécie” de pessoas, eles não tem direitos e são excluídos na escola em qualquer situação. Tommy é um dos primeiros que tenta quebrar a regra, entrando para o time de futebol do colégio. O resultado é seus colegas de time inconformados com isso, e planejando dar um fim em Tommy.
Pete tem ódio dos living impaired. Ele quer que eles tenham um fim, e não vê problemas em sair da linha e ir além do limite para conseguir isso. Pete é um personagem muito bem construído, frio e sem coração.
É um livro que marca, porque a maneira como o preconceito contra eles é retratado é real e é cruel. Daniel Waters pegou uma história interessante e adicionou um tema forte, e desenvolveu tudo isso de uma maneira brilhante.
Eu adorei os personagens, adorei os acontecimentos, adorei a alternância dos focos de narrativa e adorei como esse livro fez com que eu abrisse os olhos para algumas questões.

1 de novembro de 2012

Resenha: Elsewhere - Gabrielle Zevin

Liz está quase completando dezesseis anos quando é atropelada por um táxi enquanto anda de bicicleta. Sua vida de repente muda de rumo. Ela nunca vai se casar, nunca vai entrar na faculdade, nunca vai tirar a carteira de motorista e nunca vai ficar mais velha.
Após uma viagem estranha em um barco misterioso, Liz se vê em Elsewhere. Um lugar onde as pessoas não ficam mais velhas, e sim mais novas. Um lugar onde Liz vai aprender a perdoar e um lugar onde ela vai formar relacionamentos com pessoas novas e com pessoas que a vida não a deixou conhecer.
Eu comprei esse livro por dois motivos: um, a sinopse me cativou e dois, a autora tem o meu nome. Não sei por que isso é tão empolgante para mim, mas eu me empolguei.
A história é inovadora, a autora responde a famosa pergunta do que acontece após a morta da sua própria maneira. Que eu achei muito interessante e legal de acompanhar.
Liz é uma pessoa que a vida foi tirada repentinamente. Então ela precisa se adaptar a ideia de que não vai voltar a viver, e com o tempo, ela vai aceitando os fatos.
A narrativa da autora é em terceira pessoa e eu gostei bastante. Como primeira experiência, eu com certeza lerei mais livros. Não é mais do mesmo, é um livro que me apresentou uma história nova, com ideias que me deixaram intrigada.
Gostei bastante do ritmo da história, apesar de que gostaria que o final fosse um pouquinho melhor desenvolvido. Principalmente a Liz ficando mais nova e tudo isso. Eu recomendo a leitura, vale realmente a pena dar uma chance para Elsewhere e conhecer as ideias da autora.
Pesquisando um pouco, descobri que o livro já foi lançado no Brasil pela editora Rocco com o título de Em Outro Lugar.