30 de julho de 2013

Resenha: Bliss - Lauren Myracle

Bliss é uma menina de quatorze anos que vai morar com sua avó em Atlanta depois que seus pais hippies foram para o Canadá. Ela cresceu em uma comunidade hippie, onde as pessoas se ajudavam e nunca procuravam o mal dos outros.
Em Atlanta, ela vai para uma escola e conhece diversas meninas com personalidades bem diferentes. Incluindo uma menina chamada Sandy, que é excluída do grupo por ser extremamente diferente. Bliss se torna sua amiga sem preconceitos, mas acaba percebendo que a diferença de Sandy, não é algo natural e não é algo que ela queira participar.
O colégio em que Bliss estuda é antigo e tem história de fantasmas que ainda vivem por lá, principalmente de uma menina que cometeu suicídio anos atrás. O que se prova real quando Bliss começa a caminhar pelos prédios e começa a escutar vozes.
A narrativa da Lauren Myracle é composta de capítulos curtos, intercalados com entradas estranhas e suspeitas do diário de uma menina com as iniciais S.L.L. Desde o inicio, a autora narra com uma atmosfera de que algo ruim vai acontecer.
O mistério vai se desenvolvendo e criando consistência durante a história, criando expectativas para um final que, eu achei, decepcionante.
Eu gostei do desenvolvimento de todos os personagens, principalmente de Bliss, Sandy e Sarah Lynn. Eu gostei da maneira como Bliss acredita em todos e dá uma chance a todas as pessoas sem julgá-las. Infelizmente, isso não trás consequências muito boas para ela.
A ideia da autora foi algo que me cativou durante o livro inteiro, contudo, achei que ela deixou muitos pontos soltos no final. Você cria expectativas durante o livro e eu achei que terminou tudo muito rápido. Sem maiores explicações e sem voltar a coisas que a autora comenta no inicio.
O livro como um todo é uma leitura viciante e muito boa. Infelizmente, o final deixou a desejar. Recomendo sim, para quem gosta de histórias com um pouco de sobrenatural e com ótimos personagens. 
Não tem previsão se o livro será publicado no Brasil.

26 de julho de 2013

Bookshelf Tour 2013


Esse é um dos posts/vídeos mais solicitados, e eu demorei para fazer um Bookshelf Tour não por não ter vontade, mas sim porque eu tentei gravar diversas vezes e a imagem sempre ficava muito tremida. Até que finalmente eu gravei com a ajuda de um tripé e ficou decente.

Eu dividi em dois vídeos, mas ambos são rápidos de assistir. Um deles mostra minha estante de livros em inglês e o outro os meus livros em português. 

Espero que vocês gostem!





23 de julho de 2013

Resenha: As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides

The Virgin Suicides, publicado em 1993, é narrado na primeira pessoa por um grupo de amigos que muitos anos depois dos suicídios das meninas Lisbon, ainda se intrigam com os motivos que as levaram a tirar a própria vida.
A narrativa do livro é peculiar por se tratar de um narrador que narra no plural e que participou de alguns eventos e observou outros. Como é dito por eles em diversas partes do livro, os anos se passaram, evidências foram recolhidas e estudadas, mas eles nunca irão descobrir a verdade.
As cinco meninas eram motivo de curiosidade para os meninos, filhas de pais tradicionais e religiosos, elas eram proibidas de ir a festas, usar maquiagem e fazer coisas típicas de adolescentes. Essa vida reclusa que elas tiveram, torna ainda mais difícil entender o motivo dos suicídios.
Cecilia, com treze anos, foi a primeira a tirar sua vida e a partir de então, a vida das outras quatro – Lux, Bonnie, Mary e Therese – passou a ser ainda mais reclusa e presa dentro da própria casa. Um ano depois, as outras quatro cometem suicídios.
O livro tem uma narrativa bastante densa e com poucos diálogos. Baseada em memórias do grupo de meninos, o autor reconstrói cenas e momentos com clareza e perfeição. Eu me senti parte daquele grupo que estava tentando desvendar esse mistério. Senti que fazia parte das cenas e senti que estava vendo tudo acontecer.
Eu senti falta de um aprofundamento maior na personalidade de algumas irmãs. Cecilia e Lux são extremamente bem desenvolvidas e caracterizadas pelo autor, chegando a um ponto onde eu as via e podia ouvir suas vozes individuais. Entretanto, Bonnie, Mary e Therese ficaram de lado.
É uma história crua, real e impactante. É visível como a superproteção dos pais, querendo que nada acontecesse com suas filhas, é um dos motivos pelos quais, as suas vidas acabaram cedo demais. O autor mostra o impacto dos suicídios na pequena cidade e principalmente, nos pais das meninas.
Não é uma leitura leve, mas eu gostei muito. Achei apenas em alguns momentos a narrativa um pouco arrastada, mas pensando no livro como um todo, é fenomenal como o autor deu vida aos personagens e aos eventos.
Eu terminei a história querendo ler uma versão narrada pelas meninas Lisbon, querendo saber o que realmente aconteceu com elas e o que elas pensavam sobre tudo.

19 de julho de 2013

Resenha: O Palácio de Inverno - John Boyne

A vida de Geórgi Jachmenev tem uma mudança drástica de rumo quando ele salva a vida do irmão do czar da Rússia. Ele é levado da pacata vila de Cáchin, onde morava e passa a viver no Palácio em São Petersburgo.
Suas tarefas consistem em cuidar do czaréviche Alexei, futuro czar do país e evitar que algo aconteça com o menino. A vida no Palácio é completamente diferente da vida que ele levava, luxuosa e maravilhosa, ele acaba conhecendo Anastácia Romanov, a irresistível filha mais nova do czar.
O Palácio de Inverno não é narrado de forma linear. Os capítulos se alternam entre a vida de Geórgi com dezesseis anos, na Rússia e depois mais velho, vivendo na Inglaterra com sua esposa Zoia.
A base para os acontecimentos do livro são fatos históricos, mostra como a Primeira Guerra Mundial abala com a família Romanov, que já estava no governo por 300 anos quando vê a população da Rússia se rebelar contra eles e todas as consequências que esses fatores trouxeram para o país.
A alternância de capítulos faz dessa, uma leitura dinâmica e maravilhosa. O leitor fica imerso no mundo que Geórgi vive, e vai ligando os pontos e as histórias de todos os momentos da sua vida. É a minha primeira experiência com a narrativa de John Boyne e fiquei impressionada como ele fez de uma história simples, um livro incrível.
Apesar de já conhecer a história da família Romanov, o livro não deixou de ser surpreendente em diversos motivos. O enredo criado pelo autor, o desenvolvimento dos personagens e de suas histórias foi algo que me deixou vidrada no livro, sem querer que terminasse.
A maneira como o autor finaliza o livro, me deixou com o coração partido, lágrimas nos olhos e com a sensação de que, por mais que eu soubesse o que acontecia, no momento que os personagens do meu livro de história do colégio se transformaram em pessoas em um livro de ficção, o destino deles me deixou muito triste.
John Boyne utilizou um fato que por muito tempo fora uma brecha na história da família Romanov para escrever o final e o que ele fez, foi genial.
O Palácio de Inverno é um dos melhores livros que eu já li. Foi um dos livros que eu terminei chocada pensando “como alguém consegue escrever algo tão esplêndido?”. Virei a última página querendo começar tudo de novo
Recomendo muito.
5/5

14 de julho de 2013

Tag: Livros + Emoções


Várias pessoas pediram que eu gravasse mais vídeos, e é isso que eu vou tentar fazer. Como eu estou com um ritmo de leitura mais lento, os vídeos vão acabar preenchendo o calendário de posts, assim eu posso espalhar mais as resenhas e evito chegar a um ponto onde não terei nada para postar.

A tag de hoje eu vi no canal da Tatiana Feltrin, o Tiny Little Things



Resenhas:
Lola and the boy next door - Stephanie Perkins
O Diário de Anne Frank - Anne Frank
To Kill a Mockingbird - Harper Lee
The Fault in Our Stars - John Green
A Lista Negra - Jennifer Brown
O Dia do Curinga - Jostein Gaarder 


12 de julho de 2013

Resenha: As Parceiras - Lya Luft

Anelise viveu sua vida cercada de incertezas e infelicidades. Agora, ela volta para o casarão onde sua família morou para buscar no seu passado, explicações. As Parceiras é um livro que acontece em dois planos. No presente e nas memórias da personagem.
A personagem que desencadeia a gerações de mulheres infelizes na sua família é a avó de Anelise, Catarina. Ela fora forçada a se casar com quatorze anos, e sendo muito nova e inexperiente, ela não conseguiu lidar com as obrigações de ser uma mulher, de cuidar de suas filhas e acabava passando a maior parte do seu tempo trancada em um sótão. Anelise acha que todos os outros acontecimentos ruins na família vêm disso, de uma base instável.
Eu gosto quando leio um livro diferente do que estou acostumada a ler, gosto de ter contato com outras formas de literatura e gosto mais ainda, quando acabo adorando. O livro me deixou com um aperto no coração diversas vezes, é uma narrativa densa, pesada e extremamente viciante.
É um livro curto, mas acho difícil ler de uma vez só pelo conteúdo forte e algumas vezes, cansativo de ler. Não é um livro alegre. Nem um pouco.
O livro foca bastante em laços familiares, nas dificuldades encontradas em casamentos e o quanto o destino pode influenciar a vida de uma pessoa.
Anelise tem uma voz única, uma voz que me deixou com pena, com dor e com dúvidas em diversos momentos. Muitas vezes me perguntei se talvez, ela não estivesse puxando todos os elementos negativos para sua vida por esperar que eles tivessem que acontecer.
Eu recomendo a leitura do livro. É diferente e eu fiquei com vontade de ler mais obras da autora gaúcha, a maneira como os personagens foram construídos e desenvolvidos foi incrível.

9 de julho de 2013

Da livraria para a minha estante


Livros novos!! 
Alguns já tem resenha no blog, então vou deixar o link no post caso alguém fique com interesse em ver o que eu achei do livro com mais detalhes.

A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra - Robin Sloan - Novo Conceito - Recebi o livro da editora e estava bem animada para ler, contudo, acabei me decepcionando um pouco. Comento um pouquinho mais sobre isso na resenha.

Bruxos e Bruxas - James Patterson e Gabrielle Charbonnet - Novo Conceito - Esse livro foi uma surpresa! A editora já estava fazendo suspense sobre a Nova Ordem e sobre o livro faz um tempo, e eu já tinha pensado em como seria a história e acabei me surpreendendo com a sinopse real do livro. 

O Diário de Helga - Helga Weiss - Intrínseca - Esse foi um livro que desde que eu comecei a ler resenhas eu senti que precisava ler. Eu adorei tudo sobre o livro. A capa, as imagens internas e principalmente, a história. É um livro que eu recomendo bastante (resenha)

The Virgin Suicides - Jeffrey Eugenides - O livro foi publicado no Brasil faz alguns meses e a minha vontade de ler ia crescendo a cada resenha que lia. Resolvi comprar em inglês por diversos motivos, um sendo que eu acabo preferindo ler no idioma original e o preço estava bem mais acessível.

Minha vida fora de série 2 - Paula Pimenta - Gutemberg - Comprei o livro bem animada para lê-lo e para ir no evento da Paula Pimenta com a leitura feita. Infelizmente, acabei me decepcionando um pouco com a história. Não é uma capa que eu tenha amado como várias pessoas, mas é uma opinião de alguém que prefere capas sem tantos detalhes. (resenha)

O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman - Intrínseca - Nunca li nada do Neil Gaiman, mas os elogios já fazem com que eu tenha expectativas para essa leitura. Eu adorei a capa e quero ler assim que possível.


Espero que tenham gostado!
Gabi

6 de julho de 2013

Resenha: Minha vida fora de série 2 - Paula Pimenta

Essa é a prova de como meu estilo de leitura passou por diversas mudanças nos últimos meses. Eu já tinha percebido que não conseguia gostar de certos livros como gostava antes, mas ao ler MVFS 2 e não sentir o que eu sentia lendo os livros da Paula Pimenta, foi uma surpresa.
Minha vida fora de série 2 começa com a Priscila comemorando seu aniversário de dezesseis anos, e ao longo das 420 páginas, vamos acompanhando a vida dela nesse ano de mudanças, incertezas e confusões.
A narrativa da Paula Pimenta continua incrível, é viciante e no momento que você começa a ler, as páginas vão passando e passando e quando você vê, cem páginas passam como cinquenta. Eu gosto dos diálogos da autora e maneira como ela descreve as cenas. É uma narrativa simples, mas a verdade é que para uma narrativa parecer simples, requer muito esforço.
Eu tive alguns problemas com a maneira como alguns pontos foram abordados no livro. A Priscila era uma personagem extremamente independente e madura no livro um, mas eu achei algumas atitudes dela infantis. Achei alguns acontecimentos um pouco forçados demais, e o relacionamento da Priscila e do Rodrigo ficou um pouco entediante e meloso demais para mim.
Algo que eu sempre gostava nos livros da autora e nesse livro me incomodou um pouco, foram as conversas por e-mail. Eu adoro quando o e-mail é utilizado como uma forma de narrativa, contudo, eu achei um pouco exagerada a quantidade de e-mails utilizados.
Esses pontos foram o que fizeram com que eu não gostasse tanto do livro como esperava, mas eu adorei o final. Eu gostei da maneira como a Paula Pimenta resolveu alguns problemas e eu gostei bastante dos últimos capítulos.
Infelizmente, o livro não foi tudo o que eu estava esperando. Minhas expectativas com livros no geral sofreram mudanças. Eu gosto muito da narrativa da Paula Pimenta e admiro muito o trabalho dela. Vou continuar acompanhando essa série e os próximos lançamentos da autora. Recomendo bastante a leitura para quem já acompanha a série.

1 de julho de 2013

Leituras de Junho (2013)


Livros lidos no mês de junho!


A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra (resenha)
O Diário de Helga (resenha)
Minha Vida Fora de Série 2 (resenha)
As Parceiras (resenha)

Em breve, as outras resenhas.

Gabi