31 de janeiro de 2014

Leituras de Janeiro (2014)


Meu plano era gravar mais vídeos em 2014, mas infelizmente o calor não está permitindo que eu cumpra esse plano. Espero que em fevereiro a temperatura fique um pouco mais agradável e que eu consiga gravar algumas tags e vídeos diferentes (se quiserem deixar sugestões nos comentários eu ficaria feliz)

Enfim, esse é o vídeo com comentários sobre as minhas leituras do mês de janeiro. Espero que vocês gostem!

           

O que  vocês leram em janeiro?

Gabi

28 de janeiro de 2014

Resenha: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

Eu li “A Menina que Roubava Livros” pela primeira vez em 2009. Posso dizer que uma das minhas melhores decisões foi reler o livro. Por quê? Várias partes da história eu já havia esquecido e eu vi o livro com outros olhos.
Olhos que já estudaram muito sobre a Segunda Guerra Mundial e puderam captar as referências escondidas do autor. Olhos que já leram muito sobre esse período e que nunca vão se acostumar. Olhos que viram um livro maravilhoso da maneira como merece ser visto.
“A Menina que Roubava Livros” é narrado pela morte. Com certeza, a melhor narradora que já me contou uma história. A morte tem um coração e a morte partiu o meu coração com os seus sentimentos.
A personagem principal se chama Liesel Meminger. Ela está vivendo nos arredores de Munique com seus pais adotivos, Hans e Rosa Hubberman. Não é fácil para ela se separar de sua mãe e perder seu irmão, mas Hans acaba ensinando Liesel a ler, ela se torna amiga de Rudy Steiner e ela começa a se acostumar com sua nova vida.
A amizade de Liesel e Rudy começa por meio de implicâncias de criança e vai se desenvolvendo com o tempo tornando-se algo muito significativo para a história, para os personagens e para o leitor.
Liesel é uma personagem extremamente cativante e o desenvolvimento da maturidade dela conforme sua idade vai aumentando é muito bem apresentado ao leitor. Os outros moradores da cidade também acabam se tornando personagens muito especiais, cada um com suas próprias características e seus diferentes jeitos de lidar com a guerra e com as perdas.
É um dos melhores livros sobre esse período que eu já li. Markus Zusak não é sempre direto na sua narrativa, a escolha de palavras e a maneira como elas são organizadas permite que ele apresente os acontecimentos cruéis e desumanos dessa época de uma maneira poética.
A narrativa não é sempre linear e se eu precisasse descrever em uma palavra, diria que é única. É cruel, triste, maravilhosa e é simplesmente um dos melhores livros que eu já li.
Eu poderia comentar diversos outros pontos pelos quais esse livro é incrível, mas as minhas palavras não são suficientes para passar o que eu senti durante a leitura. Leiam, vocês não vão se arrepender. 

24 de janeiro de 2014

Resenha: O Hobbit - J.R.R.Tolkien

Como qualquer hobbit, Bilbo Baggins leva uma vida simples e sem muitos acontecimentos interessantes. Até que um dia, ele é surpreendido pelo feiticeiro Gandalf convidando-o para participar de uma grande aventura com a companhia de treze anões.
Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do Tolkien e tenho opiniões bem conflitantes sobre o decorrer da história. O Hobbit é um livro infantil publicado em 1937, esses dois fatos explicam sobre o enredo simples e cativante e sobre a linguagem e as formas gramaticais de estrutura de frases antigas.
O personagem principal Bilbo é muito interessante, ele tem um desenvolvimento evidente durante a narrativa e tem um conflito interno bem característico: sair em uma aventura e não saber se vai voltar ou ficar em casa fazendo as mesmas coisas dia após dia.
A narrativa de Tolkien é extremamente descritiva, fazendo com que o leitor se sinta dentro da história, passando por todas as aventuras junto com os personagens. Contudo, conforme as páginas foram passando, isso acabou tornando-se um pouco cansativo. Achei algumas passagens e cenas longas demais para o momento da história que pertenciam.
A maneira como a aventura foi se desenvolvendo e todas as pequenas aventuras a serem enfrentadas no caminho foram bem envolventes. Eu queria saber o que iria acontecer e como tudo iria terminar.
O final, no entanto, foi uma decepção para mim, alguns acontecimentos eu julguei desnecessários e eu esperava algo diferente. A minha leitura foi composta por altos e baixos, algumas partes foram incríveis e outras foram monótonas e cansativas. Em geral, eu fiquei feliz de ter lido “O Hobbit”, as partes muito boas acabaram se sobressaindo e é um ótimo livro de fantasia.
Eu gostei do livro e fiquei com mais vontade de ler “Senhor dos Anéis” depois de ser introduzida ao estilo de contar histórias de Tolkien. 

21 de janeiro de 2014

Estive pensando: Qual é o seu clássico?

Como vocês já devem saber, eu terminei o terceiro ano em 2013 e fiz o vestibular da UFRGS no início desse ano. Eu tive uma linda surpresa ao abrir a prova de redação e ver que o tema era uma dissertação sobre o seu clássico favorito. Na hora pareceu que o tema foi especificamente escolhido para mim.
No post de hoje eu vou comentar um pouquinho sobre a proposta e o que eu respondi. O tema não pedia um livro antigo considerado hoje, um clássico. Pedia o clássico da pessoa. Aquele livro que impactou a sua vida e é o seu clássico.

Aquele livro que você sempre recomenda para todos, que fez você aprender, pensar e que simplesmente, não terminou quando você o colocou novamente na estante.
O clássico que eu escolhi naquele dia foi “O sol é para todos” da Harper Lee. Vocês já me ouviram falar bastante sobre esse livro por aqui e quanto mais o tempo passa e quanto mais eu penso sobre a história, mas incrível ela se torna. Contudo, confesso que escrevi uma singela lista de possíveis clássicos na margem da prova e a escolha foi complicada.
O livro me ensinou bastante sobre coragem. Aprendi que coragem é lutar por algo que acha ser certo mesmo sabendo que vai perder, é julgar uma pessoa apenas depois de passar um dia no lugar dela e é ter uma arma carregada em mãos e não puxar o gatilho. Talvez eu possa dizer que foi um dos livros que mais me ensinou e que abriu a minha mente para diversas situações.
Acredito que são poucos livros que marcam uma pessoa. Acredito que para cada pessoa é um livro diferente, de um gênero diferente e com uma proposta diferente. Também acredito que não é papel de ninguém julgar as escolhas do outro.
Os clássicos que já conhecemos hoje, talvez sejam clássicos por impactarem a vida de muitas pessoas e acabarem sendo muito reconhecidos. Com certeza, alguns livros de hoje serão vistos como clássicos no futuro.
Então, qual é o seu clássico?

18 de janeiro de 2014

Resenha: Fangirl - Rainbow Rowell

Cather vai começar seu primeiro ano na faculdade e isso proporciona várias mudanças na sua vida. Pela primeira vez, ela e sua irmã gêmea não vão dividir o quarto e não vão mais fazer tudo juntas. Wren quer independência e quer conhecer pessoas novas. Cath não gosta muito de sair da zona de conforto, ela é tímida, introvertida e prefere passar as noites escrevendo fanfic no seu quarto.
A personalidade da sua colega de quarto Reagan é completamente diferente da de Cath. A amizade das duas começa bem lentamente, com apenas algumas trocas de palavras por dia e junto com a constante presença de Reagan vem Levi, que passa a maior parte do tempo no quarto delas e é muito simpático com todo mundo. 
Fangirl é um livro adorável. A narrativa é leve, divertida e mesmo não sendo o livro mais bem escrito que eu já li, foi uma leitura que me deixou muito feliz.
Cath é assustadoramente parecida comigo e isso fez com que eu entendesse os motivos pelos quais ela agia da maneira como agia e torcesse para que ela pudesse deixar o seu lado  introvertido e seu quarto de lado para aproveitar mais a vida. Nós compartilhamos as mesmas características psicológicas e a mesma maneira de enfrentar situações novas.
O enredo do livro abrange muitos temas: família, relacionamentos, crescimento, insegurança, fracassos e amizades. Rainbow Rowell apresenta momentos fofos e leves com momentos densos de uma forma muito balanceadaA autora fala bastante sobre fanfics e sobre escrita em geral, o que eu gostei bastante.
O final do livro, no entanto, eu achei que foi muito estendido. Algumas cenas foram desnecessárias e acabaram tornando as últimas páginas cansativas. Eu esperava um pouco mais do final de uma história que eu gostei tanto de acompanhar.
É uma história bem simples, leve e divertida de ser lida. Um ótimo livro contemporâneo que me deixou muito feliz.

15 de janeiro de 2014

Leituras de Dezembro (2013)


Esse vídeo está um pouquinho atrasado, mas o final de dezembro e início de janeiro foram bem corridos devido ao vestibular e eu só consegui gravar agora. Espero que gostem!

            

Garota, Interrompida - Susana Kaysen
Eu me chamo Antônio - Pedro Gabriel
Fangirl - Rainbow Rowell 


Já leram algum desses livros? O que vocês acharam?

Gabi

13 de janeiro de 2014

Um pouco sobre o meu intercâmbio

O post de hoje é um pouquinho diferente, eu vou me afastar do assunto dos livros para falar sobre algo que algumas pessoas pediram nessas últimas semanas: o meu intercâmbio.
Eu morei na Inglaterra por sete meses entre setembro de 2012 e março de 2013, foram os melhores sete meses da minha vida e eu vou contemplar todas as perguntas que me enviaram sobre esse período nesse post e com isso, contar um pouquinho sobre a minha experiência.

Como é a cidade?
A cidade em que eu estava morando se chama Selsey, fica no sul da Inglaterra e eu estava estudando em Chichester, uma cidade a quarenta minutos de Selsey. Chichester é uma cidade muito fofa, fácil de transitar e tem basicamente tudo que a pessoa precisa nas quatro ruas principais. Por ser uma cidade pequena, é fácil ir de um lugar para o outro.
Selsey fica na praia, é uma praia com pedras no lugar da areia e o mar é congelante, contudo é relaxante, não tem movimento nenhum e era muito bom sentar nos bancos da praia e ficar lendo um pouco.
O que eu mais gostei da Inglaterra foi a facilidade de viajar. Eu conheci muitas cidades que ficavam perto da minha, fui para Londres diversas vezes e tive momentos inesquecíveis.
Como você se adaptou?
Digamos que foi muito mais fácil à adaptação quando eu cheguei lá do que quando eu voltei para o Brasil. O início para mim foi tão incrível e tudo era uma novidade que eu acabei me sentindo em casa rapidamente.
Qual foi a coisa mais difícil?
Sem dúvidas é a saudade. Não é qualquer saudade, é a saudade que quem faz intercâmbio sente. E não é só a saudade quando a pessoa está lá, a volta também é bem difícil e um dos motivos pelos quais eu demorei tanto para escrever esse post é a saudade de tudo isso.
Tem amigos aí?
Sim. Eu tinha amigos incríveis lá e eu sinto muita falta de poder ver eles todos os dias. Agora está todo mundo espalhado pelo mundo e isso é algo que realmente dói.
Melhor parte?
Conhecer pessoas incríveis e o aprendizado tanto de inglês quanto sobre mim e sobre como eu consigo me virar sozinha e como eu me surpreendi comigo mesma.
Como é a família?
A minha Host Family era muito legal. Eles me acolheram super bem e eu não podia ter sido escolhida por uma Host Family melhor. Eles eram bem caseiros e às vezes isso acabava tornando tudo um pouco monótono, não tem como tudo ser perfeito, mas eu adorei ter passado esses meses com eles.
Impressão sobre os professores e a escola
Eu senti um nível diferente de respeito entre aluno e professor. As aulas são muito bem estruturadas e dinâmicas, não existe bagunça e dispersões por parte dos alunos, o que é incrível. A escola era enorme e oferecia diversas atividades extras e esportes.
Sobre as Gírias
Isso é uma das melhores coisas de fazer o intercâmbio, aprender as gírias. Nenhum livro de inglês vai ensinar, é algo que só se aprende convivendo com a língua todos os dias e realmente entrando na cultura deles.

Sobre Alimentação
Isso depende muito da Host Family, na casa onde eu estava eles cozinhavam muito bem e foram poucos os dias que eu realmente não gostei de nenhuma parte da janta. Eles não tem o costume de almoçar como nós temos aqui no Brasil, é apenas um lanche e a janta é mais reforçada. (eles comem bastante batata)
Sobre o Clima
O clima inglês é realmente ruim. Chove bastante, faz muito frio e é preciso se acostumar. Não adianta reclamar que o sol aparece raramente e que chove a maioria o tempo, é assim e não tem o que fazer. Não posso falar que é fácil porque é um clima bem chato de lidar mesmo.
Sobre a Cultura
É muito diferente da cultura brasileira. Eles são mais fechados e demoram mais tempo para se abrir com desconhecidos, contudo, eles não são pessoas frias. Eles só são diferentes e tem uma cultura e um jeito de ser diferente. Eu via muito respeito entre as pessoas e todos que eu conheci foram muito legais comigo.
Uma dica para quem quer fazer intercâmbio
Vá com a mente aberta e esteja disposto a se adaptar. A sua Host Family não vai se adaptar por você, você precisa se ajustar na vida deles. Isso vale para a escola, cidade e para o país mesmo. Você é o ‘novato’ e você precisa entender as regras e os costumes e respeitar isso. Tente aproveitar o máximo possível, não tenha vergonha de falar com as pessoas, faça amigos e simplesmente entre com tudo na cultura nova e na sua nova vida.
Do que você sente mais falta a respeito da comida?
Arroz (eles tem arroz, mas não é a mesma coisa), pão de queijo e pastel.
Qual era o seu nível de inglês antes?
Eu estudava em uma turma de inglês avançado, mas eu conheci várias pessoas que tinham o nível de inglês inferior. O importante é você querer aprender. 
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Eu diria que a pior parte de um intercâmbio é a volta :)
Se alguém tiver mais alguma pergunta, pode me mandar lá pelo twitter (não estou mais conseguindo responder os comentários aqui do blog) ou por e-mail (livrosevagalumescontato@hotmail.com) que eu vou responder todo mundo!
Espero que tenham gostado! Alguém já fez intercâmbio ou pretende fazer?
Gabi

10 de janeiro de 2014

Top 5: Séries de TV

Eu perguntei no twitter se alguém tinha alguma sugestão de posts para o blog e me sugeriram falar sobre as minhas séries de TV favoritas. Foge um pouco dos assuntos normais do blog, mas eu achei interessante compartilhar com vocês o que eu gosto de assistir.
Vou dividir o post em três partes para ficar mais organizado:
1. Série que já terminou e não passa mais na TV
-Gilmore Girls – A série vai retratar a vida de Lorelai e Rory, mãe e filha que moram na fictícia pequena cidade de Stars Hollow. Eu vejo muitas características minhas na Rory e isso fez com que gostasse ainda mais da série: ela ama ler, gosta muito de estudar e a maneira como ela age em diversas situações é bem parecida com o meu jeito de ver as coisas.
É uma série contemporânea muito divertida e eu acho muito legal a maneira como podemos acompanhar o desenvolvimento dos personagens ao decorrer das temporadas. Os episódios são cheios de referências a filmes, livros e músicas.
2. Séries que eu acompanho atualmente, episódio por episódio.
-Doctor Who- Eu estou atrasada nos episódios, a série já está na sétima temporada e eu estou começando a terceira, mas acredito que em pouco tempo eu consigo alcançar os episódios atuais. É uma série de ficção cientifica sobre viagens no tempo e diversos outros assuntos que só vendo para entender tudo que acontece.
Gosto muito que cada episódio é uma viagem nova e inesperada, cheia de mistérios intrigantes e com o passar dos episódios, a pessoa acaba viciante na série e nesse mundo incrível. E apesar de toda a ficção, a série também fala sobre sentimentos reais, humanos e é maravilhoso.
-Pretty Little Liars- Eu não gosto dessa série como as duas outras já citadas nesse post, mas é viciante e eu quero saber o que vai acontecer. O motivo pelo qual eu deixei de gostar como eu gostava é a enrolação e a falta de cuidado dos escritores com os pontos abertos deixados e esquecidos durante as temporadas. Contudo, eu continuo assistindo porque é um entretenimento legal e eu fico curiosa em ver onde eles estão indo com todo esse mistério.
3. Séries que eu assisto aleatoriamente na TV
-The Big Bang Theory- Os episódios de meia hora são viciantes e extremamente engraçados. Eu comecei a ver sem muitas expectativas e agora sempre que estou assistindo TV e a série está passando, eu assisto. Não é preciso assistir de forma linear, por mais que eu acabe perdendo alguns detalhes do inicio da série, eu não tenho vontade de sentar e assistir todos os episódios na ordem correta.  É muito divertido e ótimo para passar o tempo.
-The Ghost Whisperer – Eu não assisti muitos episódios, mas normalmente passa nos fins de semana de manhã e eu acabo assistindo um ou dois. É uma série onde a personagem principal vê fantasmas e precisa ajuda-los a resolver suas pendencias na Terra e a seguir em frente. Esse é um assunto que eu gosto bastante e eu espero conseguir assistir mais episódios esse ano.
Espero que tenham gostado do post! Deixem nos comentários se vocês assistem a alguma dessas séries e quais são as suas favoritas!

6 de janeiro de 2014

Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal - J.K.Rowling

Eu li Harry Potter pela primeira vez com treze anos e já fazia um tempo que eu queria reler a série, mas dessa vez, em inglês. Comecei a minha releitura de Harry Potter e a Pedra Filosofal e rapidamente fui lembrada do motivo pelo qual eu adoro os livros.
Acredito que todos já conheçam a sinopse, Harry Potter é um órfão que descobre ser um bruxo no seu aniversário de onze anos. Ele se livra da vida pacata e horrível com os tios e vai para o seu primeiro em Hogwarts, onde vai aprender e passar por diversas aventuras.
O tempo pode ter passado, mas o sentimento ao ler o livro foi o mesmo: mágico. A narrativa da J.K. Rowling é envolvente e faz com que o leitor sinta-se dentro da história independentemente da idade.
Hogwarts é um lugar mágico, extremamente bem construído e apresentado ao leitor. J.K. Rowling criou um mundo completamente novo e fez isso da melhor maneira possível. Ela faz com que o leitor queira estar em Hogwarts e que acabe se sentindo lá, eu sou apaixonada pelo mundo que J.K. Rowling criou e a minha releitura serviu para me lembrar de como tudo é incrível.
É uma leitura muito rápida, tanto pelo número de páginas quanto pela narrativa com ritmo e viciante da autora. Um capítulo puxa o outro e o leitor é levado através dos corredores de Hogwarts, jogos de Quadribol, aulas e aventuras. O enredo é simples, bem desenvolvido e conquista o leitor sem muitas dificuldades.
Os personagens da J. K. Rowling são incríveis. Todos têm suas qualidades e defeitos e a autora faz com que o leitor crie laços e acabe se importando com eles. Harry, Ron e Hermione são personagens muito bem caracterizados e eu simplesmente adoro como a amizade deles começa e vai crescendo no decorrer do livro. Um completa o outro e eles acabam formando um ótimo time. Eu sempre vi muitas características minhas na Hermione e considero ela uma das melhores personagens femininas de livros de fantasia, ela reflete tudo que eu busco ser e é um grande exemplo a ser seguido. 
O mistério central do primeiro livro é apresentado aos poucos e desenvolvido propriamente no final do livro, é uma espécie de introdução para as aventuras dos próximos volumes. A única ressalva da minha releitura foi o final corrido demais; a cerimônia de premiação das casas e a despedida do primeiro ano foram muito rápidas e eu queria um pouquinho mais de desenvolvimento nessa parte.
Eu recomendo Harry Potter para todas as idades, é um livro que realmente merece toda a fama que tem. 

2 de janeiro de 2014

Resenha: Eu me chamo Antônio - Pedro Gabriel

Depois de ler vários poemas avulsos nas minhas diversas visitas às livrarias, eu resolvi comprar o livro com o plano de ir lendo aos poucos. Meu plano falhou consideravelmente quando eu devorei o livro em uma noite e já voltei para reler e marcar as minhas partes favoritas.
“Eu me chamo Antônio” é a junção de diversos guardanapos que Pedro Gabriel escreveu - em suas maioria - no Café Lamas, Rio de Janeiro. As frases escritas lembram poesias curtas e objetivas, com trocadilhos e junções de palavras inesperadas. Unindo isso com as ilustrações, temos esse livro maravilhoso.
Eu gosto muito de poesia, tanto o ato de escrever como ler e acho muito legal que cada autor consegue passar suas ideias e sentimentos de uma forma diferente e única. Pedro Gabriel transmite seus sentimentos e pensamentos de uma maneira incrível.

"Poesia é tudo o que não cabe no poeta"
Cada página evoca memórias e sentimentos no leitor, as frases curtas remetem acontecimentos do passado ou até mesmo desejos para um futuro. Minha ideia original era ler aos poucos para não terminar com o livro tão rápido, mas a junção de uma noite sem sono e com muitos pensamentos fez com que esse livro fosse a companhia ideal.
Acredito que esse é um livro que não vai morar na minha estante e sim na minha mesa de cabeceira. Assim, eu posso ler um pouco todos os dias e tenho quase certeza que não vou me cansar de reler, sei que com o passar do tempo, vou ver alguns poemas de formas diferentes.

"Os poemas futuros e os amores passados parecem ser a mesma coisa"

O livro  tem uma legenda nas últimas páginas, tornando possível a leitura de alguns poemas que tem a caligrafia mais trabalhada e difícil de compreender.
Não queria que o livro tivesse terminado, virei a última página desejando mais e mais, contudo, para poemas novos temos a página do facebook homônima que é bastante atualizada e já virou uma das minhas favoritas.