24 de janeiro de 2014

Resenha: O Hobbit - J.R.R.Tolkien

Como qualquer hobbit, Bilbo Baggins leva uma vida simples e sem muitos acontecimentos interessantes. Até que um dia, ele é surpreendido pelo feiticeiro Gandalf convidando-o para participar de uma grande aventura com a companhia de treze anões.
Esse foi o meu primeiro contato com a escrita do Tolkien e tenho opiniões bem conflitantes sobre o decorrer da história. O Hobbit é um livro infantil publicado em 1937, esses dois fatos explicam sobre o enredo simples e cativante e sobre a linguagem e as formas gramaticais de estrutura de frases antigas.
O personagem principal Bilbo é muito interessante, ele tem um desenvolvimento evidente durante a narrativa e tem um conflito interno bem característico: sair em uma aventura e não saber se vai voltar ou ficar em casa fazendo as mesmas coisas dia após dia.
A narrativa de Tolkien é extremamente descritiva, fazendo com que o leitor se sinta dentro da história, passando por todas as aventuras junto com os personagens. Contudo, conforme as páginas foram passando, isso acabou tornando-se um pouco cansativo. Achei algumas passagens e cenas longas demais para o momento da história que pertenciam.
A maneira como a aventura foi se desenvolvendo e todas as pequenas aventuras a serem enfrentadas no caminho foram bem envolventes. Eu queria saber o que iria acontecer e como tudo iria terminar.
O final, no entanto, foi uma decepção para mim, alguns acontecimentos eu julguei desnecessários e eu esperava algo diferente. A minha leitura foi composta por altos e baixos, algumas partes foram incríveis e outras foram monótonas e cansativas. Em geral, eu fiquei feliz de ter lido “O Hobbit”, as partes muito boas acabaram se sobressaindo e é um ótimo livro de fantasia.
Eu gostei do livro e fiquei com mais vontade de ler “Senhor dos Anéis” depois de ser introduzida ao estilo de contar histórias de Tolkien. 

4 comentários:

  1. O Hobbit também foi meu primeiro contato com Tolkien, mas não tive os mesmos problemas que você. Achei o livro bem elaborado e fiquei encantada com a narrativa simples do autor (por ser um livro antigo, eu esperava alguma coisa mais difícil). Agora que você falou sobre o final, eu realmente comecei a pensar sobre como poderia ter terminado de uma forma melhor e mais surpreendente, mas não pensei isso enquanto lia porque estava envolvida na história, apenas observando onde ela ia me levar e sem expectativa alguma sobre o assunto.

    E, como você, também me interessei mais pela trilogia dO Senhor dos Anéis depois de ter lido O Hobbit, mas li em algum lugar que eu não lembro onde que os livros da trilogia são bem mais descritivos e cansativos que O Hobbit. Mas, bem, eu não sei se realmente é, eu só vi falarem. :)

    http://sendoempapel.blogspot.com.br/

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  2. Olá, Gabi

    Entendi eu ponto, e também estranhei o fim do livro, que cria uma tensão durante toda a trama em cima do dragão e a montanha mas acaba dando um "desfecho repensado", digamos assim pra não causar spoilers. hahahahahah

    Já quanto à narrativa, a do Hobbit é absurdamente mais branda que do LOTR. Na verdade, Tolkien escreveu o Hobbit com o intuito de ser uma fábula para que ele pudesse ler de noite para seu filho, Christopher. Você vai notar a mudança de "tom" na narrativa do "Senhor...", e se prepare para as descrições! hahhaha

    Por fim, vale a pena dizer que o Tolkien participou da 1ª Guerra Mundial, e ele retrata muito do que viveu no livro (o Um Anel, por exemplo, é representado como a aversão que ele tomou pela tecnologia).

    Parabéns pela resenha, bjão!

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  3. Oi Gabi!
    Menina eu ainda não li nada do autor, e não sei porque este livro não chama muito minha atenção. Eu tentei assistir ao filme, mas não gostei.
    Tenho curiosidade para ler O senhor dos anéis..


    Obs: Tbm não passei no vestibular, tem 10 pessoas na minha frente. Vamos torcer Gabi, quem sabe vc é chamada nas próximas chamadas!!

    Beijos*

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  4. Desanimei, de verdade! Admito que eu só queria ler "O Hobbit" pelo motivo de: todo mundo parece ter lido e amado. Mas, ah Gabi, você sabe que nosso gosto costuma ser semelhante a respeito das leituras (exceto Sophie Kinsella, mas de resto não costuma divergir!) e sinceramente sua resenha não parece muito empolgada. Caso eu lesse, seria só por ler mesmo. Quem sabe um dia?

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