31 de março de 2014

Estive Pensando: Gêneros literários

Na tag “Como eu leio” que eu respondi umas semanas atrás, uma das perguntas era ‘como seu gosto literário mudou com o passar do tempo?’, achei que seria interessante expandir um pouco a minha resposta e eu gostaria de ler a opinião de vocês também.
 Eu comecei lendo livros infantis e muitos gibis da Turma da Mônica. Acredito que o que me colocou dentro do gênero jovem adulto foi à série “O Diário da Princesa” da Meg Cabot e a partir daí, praticamente tudo que eu lia era do gênero.
Alguns clássicos apareceram no meu caminho e eu tive boas experiências com “Orgulho e Preconceito” e “O Morro dos Ventos Uivantes”, mas ainda assim, a maioria dos livros lidos era jovem adulto. O que aconteceu foi que eu comecei a perceber que não era mais qualquer jovem adulto que eu gostava, comecei a cansar dos mesmos enredos, personagens, clichês e ‘lições’.
Solução: ler livros de gêneros diferentes.
Consequência: realmente descobrir o que eu gosto e não gosto de ler, conhecer autores/narrativas/personagens diferentes e me surpreender positivamente.
Proporcionou que eu conhecesse histórias incríveis, narrativas maravilhosas e enredos brilhantes. Proporcionou leituras completamente diferentes que acabaram me surpreendendo de uma forma extremamente positiva. Existem tantos gêneros diferentes por aí, que eu realmente acho que vale a pena dar uma chance.
Acho que chega um momento que você precisa de um livro que converse com você em um tom diferente. Lendo vários livros de vários gêneros e formatos diferentes você começa a perceber seus favoritos e o que realmente você aprecia em uma história.
Eu descobri que gosto muito de livros pesados, que lidam bastante com o lado psicológico dos personagens. Gosto muito de clássicos por ainda serem atuais apesar da época em que foram escritos. Gosto de romances policiais e jovens adultos contemporâneos que fogem dos clichês já esperados.

Eu só descobri tudo isso porque dei chance a livros que eu costumava passar reto nos corredores das livrarias. Isso é algo que eu recomendo muito. Você nunca vai saber se gosta ou não do gênero x se não der algumas chances para ele. É a velha história de experimentar e deixar ser surpreendido.
Vocês tiveram alguma experiência parecida ou nunca sentiram vontade de conhecer outros gêneros? Vou ficar muito feliz em ler os comentários de vocês sobre isso!

Gabi

26 de março de 2014

Desafio de Leitura Rory Gilmore #1


Eu comecei o desafio faz mais ou menos um ano e já tinha pensado algumas vezes em escrever um post falando sobre ele, mas nunca coloquei a ideia em prática. A Tati Feltrin do Tiny Little Things fez um vídeo algumas semanas atrás comentando quais livros do desafio ela já tinha lido e eu me inspirei a fazer o mesmo.

Achei que seria legal porque a maioria dos livros eu gosto bastante e tem uns que quase nunca apareceram aqui no blog e nos vídeos. Eu fiz comentários bem curtos sobre cada um, mas a maioria já tem uma resenha escrita com mais detalhes, caso vocês tenham interesse. 

Espero que vocês gostem! 

             
A lista com todos os livros do desafio está na descrição do vídeo no youtube.

Já leram ou tem vontade de ler algum dos livros comentados?

24 de março de 2014

Resenha: O Começo de Tudo - Robyn Schneider

Eu comprei o livro em uma promoção da Amazon e ele estava no meu kindle já fazia um tempo quando eu resolvi que finalmente iria realizar a leitura.
Li muitos comentários de pessoas falando “Se você gosta de John Green, vai gostar desse livro” e foi isso que me deixou com um pé atrás. Não gosto dessas comparações e isso normalmente faz com que o leitor chegue com muitas expectativas. Enfim, comecei a ler o livro em uma noite de sábado e não consegui soltá-lo até terminar a leitura no domingo.
Ezra Faulkner fazia parte do time de tênis, namorava uma menina muito popular e tinha todas as chances de ser o rei no baile da escola. Ele também acredita que todas as pessoas tem uma tragédia esperando por elas no futuro. A sua tragédia aconteceu após sair de uma festa e entrar em um acidente de carro, perdendo o futuro esportivo e fazendo com que Ezra pensasse em quem eram seus verdadeiros amigos.
No retorno as aulas, seus amigos já não o tratam igual e ele vai se sentar com seu antigo amigo de infância Toby. Ezra também conhece uma menina excêntrica chamada Cassidy Thorpe, e é quando tudo muda.
Robyn Schneider escreveu um livro extremamente envolvente, com personagens incríveis e um enredo muito bom. Ezra é um personagem que apresenta um desenvolvimento durante a história, buscando entender quem ele realmente é e o que ele quer do seu futuro. Cassidy é instigante, diferente e inteligente. Não é uma história repleta de clichês já esperados de um livro do gênero.
Acredito que a autora fugiu dos clichês não dando tanta importância para partes que normalmente são centrais em jovens adultos, ela tornou tudo mais simples, as relações de personagens mais diretas e fáceis. O centro do enredo não é um romance difícil de ser alcançado entre um menino muito popular e uma menina 'normal', é o desenvolvimento de dois personagens muito bem construídos e que possuem seus passados que vão acabar influenciando nas suas vidas do presente. 
Uma mistura de momentos engraçados com conversas sérias sobre o futuro e sobre se encontrar em um momento tão cheio de dúvidas. É um jovem adulto contemporâneo de uma ótima qualidade. A narrativa da autora é leve e o enredo é imprevisível. O final quebrou meu coração, mas era o final ideal e correto para a história.

Recomendo bastante.

A versão brasileira é publicada pela Editora Novo Conceito.

20 de março de 2014

Tag: Se eu fosse um livro


O vídeo de hoje é a tag "Se eu fosse um livro". O Breno do blog Achou o Que sugeriu que eu gravasse e eu achei a tag bem divertida. Espero que vocês gostem e sintam-se super a vontade para gravar, eu vou realmente adorar ver as respostas de vocês.

              


Perguntas:
1) Qual seria o título do seu livro?
2) Que autor escreveria sua história?
3) Que capa você escolheria?
4) Seu livro seria com a capa mole ou capa dura?
5) Quantas páginas teria?
6) Qual gênero seria e por quê?
7) O comentário de quem você gostaria de ver na contracapa?


17 de março de 2014

Resenha: A Invenção das Asas - Sue Monk Kidd

“A Invenção das Asas” segue a história de duas meninas ao longo de suas vidas. Sarah Grimké é uma menina branca, de uma família tradicional, que sonha ser advogada e passa suas tardes lendo na biblioteca do pai. Encrenca é uma menina negra, escrava, que trabalha para a família Grimké e é o presente de Sarah no seu aniversário de onze anos.
Ao receber Encrenca como presente de aniversário, Sarah se rebela e se recusa a aceitar, apenas para ser repreendida pela mãe e ter seus ideais silenciados. O desejo de Encrenca de ser livre e o de Sarah de ser advogada e proporcionar essa liberdade vão uni-las durante muitos anos.
Ao ler a sinopse do livro, eu me interessei rapidamente em realizar a leitura. Um dos meus livros favoritos tem o racismo como tema principal (To Kill a Mockingbird – Harper Lee) e “A Invenção das Asas” tinha todas as características para me agradar.
Eu gostei bastante da leitura, até eu me aproximar do final. Achei as últimas cem páginas muito lentas e cansativas, a autora poderia ter feito algo que deixasse o leitor mais envolvido naquela parte, querendo ler cada vez mais e não deixar o livro de lado. Felizmente, isso acontece apenas na parte final, o início é maravilhoso, envolvente e cheio de mensagens importantes.
A luta de Sarah pela liberdade dos escravos e mais para frente pelos direitos iguais entre os sexos é bastante inspiradora. Nas notas da autora, ela explica que Sarah Grimké realmente existiu e lutou por isso na sua época, Sue Monk Kidd estudou bastante sua vida para poder escrever o livro, que não é uma biografia e sim um romance baseado em alguns fatos reais.

A interação entre Sarah e Encrenca é bem desenvolvida uma aprendeu muito com a outra no decorrer da narrativa. A narrativa da autora é intercalada com um capitulo sendo narrado pela Sarah e outro pela Encrenca, isso proporciona o leitor ver a história pelos dois lados. Sue Monk Kidd tem uma escrita boa de ler, lenta demais em algumas partes, mas na maioria é muito agradável
“Permanecer em silêncio frente ao mal é, em si, uma das formas do mal”
É um livro muito bonito, cheio de ideais e personagens com vontade de mudar a situação da época. A autora fez um panorama muito bom sobre o dia-a-dia, os costumes, as formas de pensar da época e como as pessoas reagiam a ideia de mudança.

Apesar do final, eu gostei muito das primeiras duzentas páginas lidas e acredito que vale a pena dar uma chance para a história. É um tema muito importante e infelizmente, ainda visível na sociedade de hoje.

13 de março de 2014

Resenha: O céu dos suicidas - Ricardo Lísias

“O céu dos suicidas” tem como enredo a reação de Ricardo ao receber a notícia de que seu melhor amigo da faculdade cometeu suicídio. O personagem fica desamparado, sem saber o que pensar e lidando com um forte sentimento de culpa.

Um romance contemporâneo nacional maravilhoso que transfere os sentimentos do personagem para o leitor e levanta vários tópicos para pensar e discutir.
Em uma entrevista dada ao Jornal Rascunho, Ricardo Lísias fala que o suicídio realmente aconteceu com um de seus melhores amigos do tempo da faculdade. O autor também fala que por mais que compartilham o mesmo nome, o personagem do livro não é ele.
Recomendo a leitura da entrevista, o autor cobre muitos pontos interessantes para quem ler o livro e se interessar em conhecer mais um ponto sobre o autor e sobre seu processo criativo. Acredito que o fato de ser baseado em algo que aconteceu proporciona ao leitor uma realidade que dói e que é sentida através das palavras e das partes inventadas pelo autor.
Ricardo é um personagem muito nervoso e ansioso. O autor reflete essas características de uma forma brilhante na sua narrativa, fazendo que o leitor sinta as emoções junto com o personagem. “O Céu dos Suicidas” é um livro curto, com capítulos pequenos que sempre fazem o leitor querer ler o próximo, e tem uma narrativa rápida, ansiosa e envolvente.
A temática do suicídio é abordada de uma forma que não tornou o livro extremamente pesado. O autor tem certa forma de humor nas entrelinhas que proporciona momentos mais leves em um livro onde o tema central é tão forte. Contudo, a rapidez da leitura e a intensidade dos acontecimentos, fazem o leitor chegar ao final quase sem fôlego, querendo que Ricardo consiga se ajudar ou pelo menos, aceitar ajuda.
O protagonista é um especialista em coleções e diz que uma coleção é como um amigo; é preciso saber tudo. Ele sente que não sabia tudo sobre André e volta para onde eles estudaram, onde André se internou para tentar resgatar características perdidas do amigo. Ricardo parte em uma viagem em busca de respostas tanto interna como externa no decorrer das leitura.
Eu gostei muito do livro, em todas suas características. A narrativa é incrível e eu recomendo fortemente a leitura e recomendo conhecer o trabalho do autor. Com certeza vou procurar ler outros livros do Ricardo Lísias no futuro.

9 de março de 2014

Selo: Viajando na Leitura

Nesses últimos dias eu estive bem animada para gravar vídeos e responder todas as tags existentes por aí. O resultado disso vai ser que -provavelmente - teremos um vídeo por semana por um bom tempo! Também estou escrevendo alguns posts diferentes e como sempre, as resenhas. 

A Ni do Ninhada Literária me indicou para responder o selo "Viajando na Leitura" e eu achei a ideia bem legal. É um vídeo curtinho, comentando sobre um livro que fez com que eu viajasse na leitura. 

Aproveitei para falar sobre um livro que apareceu muito pouco aqui no blog e deveria aparecer bem mais, por ser um dos meus favoritos. 

Espero que vocês gostem!

            

5 de março de 2014

Tag: Como eu leio



              
Tag traduzida pelo canal Central da Leitura

Espero que vocês tenham gostado. Sugestões de vídeos/posts são sempre bem vindas!


2 de março de 2014

Resenha: Atonement - Ian McEwan

Os acontecimentos de Atonement são desencadeados a partir de uma cena mal interpretada. Briony, com treze anos e uma imaginação muito fértil, faz um erro inocente ao interpretar uma cena vista a distância entre Robbie – o filho da empregada da casa – e Cecilia, sua irmã mais velha. Era uma simples cena de flertes entre os dois e Briony acaba achando que Robbie estava agindo agressivamente e Cecilia não sabia como reagir.
Atonement dividido em três partes e três períodos diferentes. Antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial. As três partes possuem formas narrativas bem distintas, condizendo com o amadurecimento da história e dos personagens.
A passagem demorada de tempo durante o livro ocasiona em uma narrativa mais lenta. Entre uma parte e outra vários anos se passam e o leitor vai descobrindo o que aconteceu nos períodos não mostrados com breves comentários dos personagens. A narrativa em terceira pessoa não é muito linear por ter esses pulos grandes no tempo.
A construção e desenvolvimento dos personagens foi algo que eu gostei bastante. A inocência de Briony é extremamente visível na primeira parte do livro, como ela não entende certas situações, as consequências que isso vai trazer para o futuro dela e como ela vai lidar com tudo isso. Cecilia e Robbie foram personagens que me conquistaram logo no inicio e que me fizeram torcer por eles até o final.
Ian McEwan narrou sobre o período da Segunda Guerra Mundial de uma maneira muito honesta. Os personagens proporcionam que ele mostre cenas tanto no campo de batalha como cenas fora dele, nos hospitais e nas cidades.
É difícil falar sobre esse livro sem contar o que realmente acontece. Existe muito mais nas entre linhas, de uma forma intrínseca e indireta. O final contém uma revelação que mexeu bastante comigo e que tornou o enredo ainda mais especial.
Atonement em português significa reparação e é basicamente esse o tema principal do livro. Reparar erros. Eu recomendo bastante, é uma história maravilhosa narrada brilhantemente. 

O livro em português tem o título de "Reparação" e é publicado pela Companhia das Letras.